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Vingança: eu e meu coração

Eu gostei tanto, tanto…”

“Vingança, O Musical”, de Anna Toledo com músicas de Lupicínio Rodrigues, se passa nos anos 50, no sul do Brasil, e tem como pano de fundo a vida boêmia de um cabaré. O enredo narra o desenrolar de três triângulos amorosos que surgem enquanto um boêmio de vida dupla tenta manter a esposa e as amantes, mas nada sai como planejado quando ele se envolve com uma mulher fatal.

O musical está voltando em cartaz nove anos após a estreia no CCBB de São Paulo. E eu, Rafael Nogueira aqui do Musical Cast, não poderia estar mais ansioso por essa volta.

Lá em 2013, quando o musical estreou, eu tinha acabado de me mudar para capital paulista. Saí do sul para me aventurar em São Paulo por amar muitos os musicais e para ficar mais perto deles e da vida cultural da cidade grande. Na época, eu ainda tinha uma percepção equivocada do que poderia ser teatro musical de fato. Acreditava que apenas os musicais norte-americanos valeriam a pena conferir, mas tudo que comentavam sobre o musical “Vingança” me chamava muito a atenção, e eu não poderia perder. A primeira temporada no CCBB de São Paulo tinha sessões apenas durante a semana, e como eu trabalhava às noites, era quase impossível conseguir uma brecha para assistir ao espetáculo. Não consigo me lembrar exatamente de como consegui deixar o trabalho para assistir, mas lembro que era a última semana da temporada e, como o sucesso foi grande, abriram uma sessão extra no dia 4 de julho, o dia da última apresentação. Nesse dia, o “Vingança” me salvou duplamente.

Ingressos da sessão extra para o último dia.

Já fazia duas semanas que eu tentava me curar de uma virose, foram muitas idas ao médico e ao hospital e eu não melhorava por nada. No dia, quase desisti de ir, pois estava com muita tosse e não queria ser o desagradável tossindo durante a peça toda. O dia estava muito frio, então me enrolei com o máximo possível de roupas, enchi o bolso de pastilhas para garganta e fui, pois a vontade de ver o espetáculo ainda era maior. Sentei na segunda fileira daquele pequeno, porém aconchegante, teatro do CCBB. Eu sentia uma energia de empolgação das pessoas e estava muito empolgado também, pois havia artistas no palco que já conhecia de outros musicais e outros que já admirava e veria pela primeira vez. O espetáculo começou, e eu sofrendo pra tentar não tossir, até que chega a terceira música. Era Andrea Marquee cantando a música “Você Não Sabe”. Naquele momento, eu entrei numa espécie de transe que durou até o fim do primeiro ato. Daquele ponto em diante deixei até de me sentir doente e parecia que minha vida ganhava um novo sentido, tudo foi se encaixando e ganhando forma. Foi um daqueles momentos únicos na vida que talvez a gente jamais experiencie novamente. Muita coisa vinha na minha cabeça vendo a força e a interpretação da Andrea Marquee. A música me remetia a sentimentos que nem eu sabia que tinha. Estávamos ainda muito no início do espetáculo para eu saber do que estava ainda por vir e mesmo assim eu ficava me perguntando por que tudo era tão lindo e por que eu estava me sentindo daquela forma.

 

Quando o espetáculo acabou, eu estava transtornado, porque tinha acabado de entender que um musical não precisava ser grandioso, cheio de trocas de cenários, grandes números de dança ou muitas coreografias e, o melhor ainda, que podia ser originalmente brasileiro e ser superior a muitas outras obras vindas de fora. Eu estava muito emocionado com o que tinha visto, emocionado em ver a Anna Toledo chegar às lágrimas durante os agradecimentos por ser o último dia da temporada e, além de tudo isso, ainda estava triste em saber que era o último dia e que não teria mais chances de ver o musical novamente. Saí me sentindo muito bem. Os últimos sintomas de doença foram embora e comecei a ver o teatro musical com outros olhos. É por isso que sempre falo que saí com o sentimento de que “Vingança” me salvou duplamente naquela noite de 2013.

No dia seguinte, comecei a ouvir a gravação de áudio que fiz com o celular (sim, fãs de musicais fazem isso. Qual apaixonado por musical que não gosta de um bom bootleg?). Ouvi várias vezes as músicas naquelas vozes e prometi a mim mesmo que se um dia o musical voltasse em cartaz, eu tentaria ver muitas vezes e levaria vários amigos. Para minha felicidade, o musical não só voltou em fevereiro de 2014, mas como ainda veio junto com um CD da trilha sonora e o libreto com as partituras. No dia 12 de fevereiro, eu estava lá de volta no CCBB para a reestreia da segunda temporada, agora com Leandro Luna substituindo Luciano Andrey e Amanda Acosta substituindo a Ana Carolina Machado. Tinha amado o Luciano e a Ana Carolina, mas sempre fui muito fã do Luna e da Amanda, então não tinha como me decepcionar. Rever naquela noite foi tão mágico como foi quando vi pela primeira vez e foi aí que comecei a “espalhar a palavra” do “Vingança” para todo mundo e comecei a levar os amigos para o teatro. Já estava virando um frequentador tão assíduo na plateia que, quando o musical começou uma terceira temporada no Teatro Sérgio Cardoso, fui até convidado para assistir ao ensaio. Na quarta e última temporada, que aconteceu no mesmo ano, no Teatro Jaraguá, eu já tinha um dia certo da semana para marcar presença na plateia. Toda semana, na quinta-feira, um dos artistas me convidava para assistir e eu aproveitava para levar um amigo e apresentar a obra. Cada quinta-feira era única e inesquecível. Essa temporada do Teatro Jaraguá foi a mais marcante para mim. Além de eu ter colocado o “Vingança” semanalmente na minha vida, foi um momento em que tive um término de relacionamento bem dolorido e isso me fez sentir as músicas do espetáculo de outra forma. A dor de cotovelo das músicas do Lupicínio Rodrigues me fez ficar ainda mais triste e dolorido num primeiro momento, mas logo nas semanas seguintes, o “Vingança” foi um escape dessa dor e tristeza. O teatro e aqueles artistas me faziam esquecer por duas horas daqueles sentimentos negativos que eu ainda tentava digerir e processar.

A última apresentação em São Paulo, no dia 11 de setembro de 2014, foi triste por eu saber que aquele ponto de luz semanal não existiria mais. Na noite de despedida, ainda tive uma incrível ajuda do amigo Ed Paiva que correu atrás de flores para eu entregar para o elenco. Tentamos com um gesto singelo agradecer por tudo que o “Vingança” e todos que estiveram envolvidos no espetáculo nos proporcionaram. Apesar da noite triste de despedida, me senti feliz por ter mergulhado de cabeça no universo do “Vingança”. Entre todas essas idas e vindas do teatro, no total foram 20 apresentações assistidas no CCBB, Teatro Sérgio Cardoso e Teatro Jaraguá, além de um pocket show na Livraria Cultura, da apresentação da Virada Cultural, no Pateo do Colégio, e do “Em Concerto” no Bourbon Street.

 

 

Entregando flores na última apresentação
Entregando flores na última apresentação

 

Uma mensagem com palavras de Lupicínio Rodrigues com as flores
Uma mensagem com palavras de Lupicínio Rodrigues com as flores

Sempre falo que sou eternamente grato a Anna Toledo pela obra que mudou minha visão dos musicais e que fez parte enorme da minha vida por mais de um ano.

Nesses últimos anos eu sempre ouvia que a Morente Forte traria o espetáculo de novo para o palco, mas eu não tinha muita esperança que isso realmente acontecesse. Quando me contaram, fiquei feliz, porém, ao saber das mudanças de elenco, tive algumas dúvidas e sentimentos conflitantes, afinal, talvez aquilo mexesse muito nessas memória afetiva. Mas isso durou pouco: conforme as divulgações começaram e o burburinho na internet apareceu, minha paixão pela obra se reacendeu. E posso dizer que essa semana, em que acontecerá a estreia dessa nova temporada do espetáculo, no Teatro Raul Cortez, está demorando demais para passar. Estou contando as horas para finalmente rever o antigo elenco com as novas substituições com esses artistas que também sempre admirei.

Anna Toledo, Jonathas Joba, Sérgio Rufino, Andrea Marquee, Luciano Andrey, Ana Carolina Machado, Leandro Luna, Amanda Costa e Guilherme Terra, obrigado novamente por terem feito parte da minha vida. E aos novos integrantes, Maria Bia, Danilo Moura e Lola Fanucchi, venham que eu estou de coração aberto para ver vocês no palco. “Vingança” merece essa volta. Será uma temporada linda. Merda!

O musical ficará em cartaz só até o dia 28 de agosto, no Teatro Raul Cortez. Ingressos pelo site da Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/73852/d/141784/s/921630

Ficha Técnica:
Texto original de Anna Toledo.
Músicas de Lupicínio Rodrigues
Direção Musical: Guilherme Terra.
Direção Geral de André Dias
Direção de Movimento e coreografia: Kátia Barros

Com
Anna Toledo – Luzita
Danilo de Moura – Alves
Jonathas Joba – Liduíno
Lola Fanucchi – Maria Rosa
Maria Bia – Linda
Sergio Rufino – Orlando
e Guilherme Terra como Seu Maestro*

Músicos:
Guilherme Terra (piano)*, Jeferson de Lima (Violão) e Ricardo Berti (Percussão)
* Piero Damiani – Seu Maestro/pianista alternante
Diretora Assistente: Carla Masumoto
Direção de Movimento: Kátia Barros
Cenários e figurinos: Fabio Namatame
Luz: Wagner Freire
Pianista Ensaiador: Piero Damiani
Coordenação de Comunicação: Beth Gallo
Assessoria de Imprensa: Morente Forte – Thais Peres Forte
Programação Visual: Cassiano Pies
Fotografia: Caio Gallacci
Filmagem: Jady Forte
Redes Sociais e Textos: Ana Paula Barbulho Coordenação Administrativa: Dani Angelotti Assistência Administrativa: Alcení Braz
Produção Executiva e adm da temporada: Leonardo Leal
Produtoras: Selma Morente e Célia Forte 

Última apresentação em São Paulo, em 2014
Última apresentação em São Paulo, em 2014

Lista de musicais do Desafio OBC

DESAFIO ORIGINAL BROADWAY CAST RECORDINGS
Lista não compatível com versão mobile, apenas no PC.

D = Disponivel no Spotify?
S = Sim
N = Não
R = Disponível apenas o Revival
L = Disponível apenas o London Cast

Descrição
v. = Vencedor melhor musical
Ind. = Indicado a melhor musical
o.c. = Indicado em outras categorias

Notas: 1 – Ruim  2 – Fraco  3 – Bom  4 – Ótimo  5 – Excelente

Linhas em branco sem links, não possui trilha ou não possui no Spotify ou em outros lugares.

Ano Desc. Musical D Rafael Felipe Letícia  
1947
o.c. Brigadoon S 4     Link
o.c. Finian’s Rainbow S 4     Link
1948 o.c. Angels in the Wings N        
1949
v. Kiss Me, Kate S 5 4 4 Link
o.c. Love Life N        
1950 v. South Pacific S 5 5 4 Link
1951
v. Guys & Dolls S 2 2 3 Link
o.c. Call Me Madam S 3     Link
1952
v. The King and I S 5 4 5 Link
o.c. Top Banana S 4     Link
o.c. Pal Joey S 4     Link
1953
v. Wonderful Town S 5 4 5 Link
o.c. Wish You Were Here S 4     Link
o.c. West Side Story S 3     Link
o.c. Two’s Company S 3     Link
1954
v. Kismet S 2 1 1 Link
o.c. Can-Can S 3     Link
1955
v. The Pajama Game S 4 4 4 Link
o.c. Peter Pan S 3     Link
o.c. Fanny S 2     Link
1956
v. Damn Yankees S 4 4 3 Link
ind. Pipe Dream S 4 3 3 Link
o.c. The Vamp N        
1957
v. My Fair Lady S 5 5 5 Link
ind. Bells Are Ringing S 4 3 2 Link
ind. Candide S 4 3 4 Link
ind. The Most Happy Fella S 4 3 3 Link
o.c. Li’l Abner S 4     Link
1958
v. The Music Man S 1 4 2 Link
ind. West Side Story S 5 5 5 Link
ind. New Girl in Town S 2 2 1 Link
ind. Jamaica S 3 4 3 Link
ind. Oh, Captain! S 4 3 4 Link
1959
v. Redhead S 5 4 4 Link
ind. Flower Drum Song S 5 4 2 Link
ind. La Plume de La Tante N        
o.c. Whoop-Up S 4     Link
o.c. Goldilocks S 3     Link
1960
v. The Sound of Music S 5 5 5 Link
v. Fiorello! S 2 1 2 Link
ind. Gypsy S 5 5 5 Link
ind. Once Upon a Matress S 5 5 5 Link
ind. Take Me Along S 1 1 1 Link
o.c. Destry Rides Again S 3     Link
o.c. Greenwillow S 3     Link
o.c. Saratoga S 4     Link
1961
v. Bye Bye Birdie S 5 5 5 Link
ind. Do Re Mi S 4 3 3 Link
ind. Irma La Douce S 4 4 4 Link
o.c. Camelot S 5 5 5 Link
o.c. Tenderloin S 3     Link
o.c. The Unsinkable Molly Brown S 2     Link
o.c. 13 Daughters N        
1962
v. How to Succeed in Business Without Really Trying S 1 3 3 Link
ind. Carnival! S 4 3 2 Link
ind. Milk and Honey S 4 3 3 Link
ind. No Strings S 4 3 3 Link
o.c. Kwamina S 4     Link
o.c. Sail Away N 3     YouTube Link
o.c. I Can Get It for You Wholesale S 3     Link
o.c. The Gay Life S 5     Link
o.c. Subways Are for Sleeping S 4     Link
o.c. Kean S 5     Link
1963
v. A Funny Thing Happened on the Way to the Forum S 5 5 5 Link
ind. Little Me S 4 4 4 Link
ind. Oliver! S 5 5 5 Link
ind. Stop the World, I Want to Get Off S 5 4 3 Link
o.c. Mr. President N        
o.c. Bravo Giovani N 3     Link Youtube
o.c. Tovarich S 3     Link
1964
v. Hello, Dolly! S 5 5 5 Link
ind. Funny Girl S 5 5 5 Link
ind. High Spirits L 3 3 3 YouTube Link
ind. She Loves Me S 4 4 4 Link
o.c. 110 in the Shade S 4     Link
o.c. Anyone Can Whistle S 3     Link
o.c. What Makes Sammy Run? S 4     Link
o.c. Foxy N        
o.c. The Girl Who Came to Supper N 3     YouTube Link
1965
v. Fiddler on the Roof S 5 5 5 Link
ind. Golden Boy S 4 4 4 Link
ind. Half a Sixpence S 5 4 5 Link
ind. Oh, What a Lovely War! N 5 4 4 YouTube Link
o.c. The Roar of the Greasepaint S 5     Link
o.c. Do I Hear a Waltz? S 4     Link
o.c. Baker Street S 4     Link
o.c. I Had a Ball S 3     Link
o.c. Ben Franklin in Paris S 3     Link
o.c. Flora and the Red Menace S 1     Link
o.c. Fade In – Fade Out S 3     Link
o.c. Bajour S 3     Link
1966
v. Man of la Mancha N 4 4 5 YouTube Link
ind. Mame S 5 5 5 Link
ind. Skyscraper S 2 2 2 Link
ind. Sweet Charity S 5 5 5 Link
o.c. It’s a Bird… It’s a Plane… It’s Superman S 4     Link
o.c. On a Clear Day You Can See Forever S 5     Link
o.c. Drat! The Cat! N 5     YouTube 
o.c. Pickwick L 2     YouTube Link
1967
v. Cabaret S 2 4 4 Link
ind. I Do! I Do! S 3 2 2 Link
ind. The Apple Tree S 4 3 4 Link
ind. Walking Happy S 1 1 1 Link
o.c. A Joyful Noise N        
1968
v. Hallelujah, Baby! S 3 3 3 Link
ind. The Happy Time S 2 2 2 Link
ind. How Now, Dow Jones S 2 2 1 Link
ind. Illya Darling S 4 4 4 Link
o.c. Golden Rainbow S 5     Link
o.c. Henry, Sweet Henry N        
o.c. Darling of the Day S 2     Link
1969
v. 1776 S 2 2 1 Link
ind. Hair S 5 5 5 Link
ind. Promises, Promises N 5 5 5 Youtube Link
ind. Zorba S 3 3 3 Link
o.c. Dear Word S 5     Link
o.c. Canterbury Tales L 4     Youtube Link
o.c. The Fig Leaves Are Falling S 3     Link
o.c. George M! S 3     Link
o.c. Maggie Flynn S 4     Link
1970
v. Applause S 3 4 3 Link
ind. Coco S 3 3 3 Link
ind. Purlie S 5 4 4 Link
o.c. Georgy  N        
o.c. Cry for Us All N 3      
o.c. Billy N        
1971
v. Company S 5 5 5 Link
ind. The Me Nobody Knows N        
ind. The Rothschilds  S 4 3 3 Link
o.c. Lovely Ladies, Kind Gentlemen N        
o.c. Two by Two  S 3 3   Link
1972
v. Two Gentlemen of Verona S 4 4 3 Link
ind. Ain’t Supposed to Die a Natural Death N        
ind. Follies S 5 5 5 Link
ind. Grease S 5 4 5 Youtube Link
o.c. 70, Girls, 70 S 4 3   Link
o.c. Jesus Christ Superstar S 5 5 5 Link
o.c. Inner City N        
1973
v. A Little Night Music S 5 5 5 Link
ind. Don’t Bother Me, I Can’t Cope N 5 5 5 Youtube Link
ind. Pippin S 4 5 4 Link
ind. Sugar N 4 4 4 YouTube Link
o.c. Don’t Play Us Cheap N 3 4   Youtube Link
1974
v. Raisin S 5 4 4 Link
ind. Over Here! S 4 4 4 Link
ind. Seesaw S 4 4 4 Link
o.c. Gigi S 3     Link
o.c. Lorelei S 4     Link
o.c. Cyrano S 3     Link
1975
v. The Wiz N 4 4 4  
ind. Mack and Mabel L 5 5 5 Link
ind. The Lieutenant N 3 2 2  
ind. Shenandoah N        
o.c. Goodtime Charley S 4     Link
o.c. Where’s Charley? (Revival) S 4     Link
o.c. The Night That Made America Famous N        
o.c. Dance with Me  N        
o.c. Doctor Jazz N        
o.c. The Magic Show N 5     Download
1976
v. A Chorus Line S 5 5 5 Link
ind. Pacific Overtures S 3 3 3 Link
ind. Bubbling Brown Sugar S 4 4 4 Link
ind. Chicago S 5 5 5 Link
o.c. The Robber Bridegroom N        
1977
v. Annie S 5 5 5 Link
ind. Happy End N 5 4 4 Youtube
ind. I Love My Wife S 5 5 5 Link
ind. Side by Side By Sondheim L 5 5 5 Link
o.c. Your Arms Too Short to Box with God N 4     YouTube
o.c. Godspell   5 5 5  
o.c. Music Is N        
1978
v. Ain’t Misbehavin’ S 3 3 3 Link
ind. Dancin’ N        
ind. On the Twentieth Century S 4 4 4 Link
ind. Runaways S 4 4 4 Link
o.c. Working S 4     Link
o.c. The Act N        
o.c. Timbuktu! N        
o.c. Angel N        
o.c. Beatlemania N        
1979
v. Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street S 5 5 5 Link
ind. Ballroom S 4 4 3 Link
ind. The Best Little Whorehouse in Texas S 4 3 4 Link
ind. They’re Playing Our Song S 5 5 5 Link
o.c. Sarava! S 5     Link
o.c. The Grand Tour S 4     Link
o.c. Platinum N        
o.c. King of Hearts  N 4     You Tube
1980
v. Evita S 4 4 4 Link
ind. A Day in Hollywood / A Night in the Ukraine S 1 2 1 Link
ind. Barnum S 4 4 4 Link
ind. Sugar Babies S 4 4 4 YouTube
o.c. Comin’ Uptown N        
1981
v. 42nd Street S 4 4 4 Link
ind. Sophisticated Ladies N 3 4 3 Youtube
ind. Tintypes S 2 2 2 Link
ind. Woman of the Year S 3 3 2 Link
o.c. The Moony Shapiro Songbook N        
o.c. Bring Back Birdie N        
o.c. Charlie and Algernon L 3     YouTube
o.c. Copperfield N        
1982
v. Nine S 4 4 4 Link
ind. Dreamgirls S 4 4 5 Link
ind. Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat N 3 3 3 YouTube
ind. Pump Boys and Dinettes S 2 3 2 Link
o.c. The First N        
o.c. Merrily We Roll Along S 5     Link
1983
v. Cats S 5 2 5 Link
ind. Blues in the Night L 2 3 3 Link
ind. Merlin N        
ind. My One and Only N 3 3 3 YouTube
o.c. A Doll’s Life N        
o.c. Seven Brides for Seven Brothers L 5     Link
1984
v. La Cage aux Folles S 4 4 4 Link
ind. Baby S 4 3 3 Link
ind. Sunday in the Park with George S 5 5 5 Link
ind. The Tap Dance Kid S 4 4 4 Link
o.c. Amen Corner N        
o.c. The Rink S 3     Link
o.c. The Human Comedy S 3     Link
1985
v. Big River S 4     Link
ind. Grind S 3     Link
ind. Leader of the Pack N       YouTube
ind. Quilters N        
o.c. Harrigan ‘N Hart N        
1986
v. The Mystery of Edwin Drood S 3 4 4 YouTube
ind. Big Deal N        
ind. Song and Dance S 4 3 4 Link
ind. Tango Argentino N        
o.c. Jerome Kern Goes to Hollywood S 3     Link
o.c. Uptown… It’s Hot! N        
o.c. Jerry’s Girls N        
o.c. Wind in the Willows N        
o.c. The News N        
o.c. Singin’ in the Rain L 4     Link
1987
v. Les Misérables L 5 5 5 Youtube
ind. Me and My Girl S 5 4 4 Link
ind. Rags S 4 3 4 Link
ind. Starlight Express L 5 2 4 Link
o.c. Oh, Coward! N        
o.c. Smile  N 3     YouTube
1988
v. The Phantom of the Opera L 4 5 5 Link
ind. Into the Woods S 5 5 5 Link
ind. Romance/Romance N 4 3 3  
ind. Sarafina! N 4 3 3 YouTube
o.c. The Gospel at Colonus S 2     Link
o.c. Chess N 4     YouTube
1989
v. Jerome Robbins’ Broadway N 3 4 4 YouTube
ind. Black and Blue S 4 4 4 Link
ind. Starmites N 5 5 4  
o.c. Legs Diamond  N        
o.c. Welcome to the Club N        
1990
v. City of Angels S 4 4 4 Link
ind. Aspects of Love L 4 3 3 Link
ind. Grand Hotel S 4 4 3 Link
ind. Meet Me in St. Louis S 3 3 3 Link
1991
v. The Will Rogers Follies S 3 3 3 Link
ind. Miss Saigon L 5 5 5 Link
ind. Once on This Island S 4 5 5 Link
ind. The Secret Garden S 4 4 4 Link
o.c. Buddy: The Buddy Holly Story L 3     Link
o.c. Shōgun: The Musical N        
1992
v. Crazy for You N 4 3 4 YouTube
ind. Falsettos S 5 5 4 Link
ind. Five Guys Named Moe S 2 2 2 Link
ind. Jelly’s Last Jam S 2 3 2 Link
o.c. Metro N        
o.c. The High Rollers Social and Pleasure Club N        
1993
v. Kiss of the Spider Woman S 3 4 4 Link
ind. Blood Brothers L 4 3 4 Link
ind. The Goodbye Girl S 3 3 3 Link
ind. The Who’s Tommy S 4 4 5 Link
o.c. Anna Karenina N        
o.c. Ain’t Broadway Grand N        
o.c. My Favorite Year S 3     Link
1994
v. Passion S 5 5 5 Link
ind. A Grand Night for Singing S 5 4 4 Link
ind. Beauty and the Beast S 3 5 5 Link
ind. Cyrano: The Musical N        
o.c. The Best Little Whorehouse Goes Public N        
1995
v. Sunset Boulevard S 5 5 5 Link
ind. Smokey Joe’s Cafe S 3 4 3 Link
1996
v. Rent S 5 5 5 Link
ind. Bring in ‘da Noise, Bring in ‘da Funk S 3 3 3 Link
ind. Chronicle of a Death Foretold N        
ind. Swinging on a Star N        
o.c. Victor/Victoria N 5      
o.c. Big R 3      
o.c. State Fair S 5      
1997
v. Titanic S 4 4 4 Link
ind. Juan Darien N        
ind. Steel Pier S 4 4 4 Link
ind. The Life S 5 4 5 Link
o.c. Dream N        
o.c. Play On! S 2     Link
o.c. Jekyll & Hyde  S 5   5 Link
1998
v. The Lion King S 5 5 5 Link
ind. Ragtime S 5 5 5 Link
ind. Side Show S 5 5 5 Link
ind. The Scarlet Pimpernel S 4 3 4 Link
o.c. High Society S 4     Link
o.c. Triumph of Love S 3     Link
1999
v. Fosse S 4 4 4 Link
ind. The Civil War S 2 3 2 Link
ind. It Ain’t Nothin’ But the Blues N        
ind. Parade S 3 5 3 Link
o.c. Marlene N        
o.c. Footloose S 4   4 Link
2000
v. Contact N        
ind. James Joyce’s The Dead N        
ind. Swing! S 3 3 3 Link
ind. The Wild Party S 4 5 4 Link
o.c. Marie Christine S 5     Link
o.c. Putting it Together S 5     Link
2001
v. The Producers S 5 5 5 Link
ind. A Class Act S 5 4 4 Link
ind. The Full Monty S 2 3 3 Link
ind. Jane Eyre S 4 4 4 Link
o.c. Seussical S 4     Link
2002
v. Thoroughly Modern Millie S 4 5 5 Link
ind. Mamma Mia! L 4 4 4 Link
ind. Sweet Smell of Success S 4 3 3 Link
ind. Urinetown S 4 5 5 Link
o.c. Thou Shalt Not N        
2003
v. Hairspray S 5 5 5 Link
ind. Amour S 2 3 2 Link
ind. A Year with Frog and Toad S 3 2 2 Link
ind. Movin’ Out S 3 3 3 Link
o.c. Urban Cowboy N        
2004
v. Avenue Q S 3 5 5 Link
ind. The Boy from Oz S 4 3 4 Link
ind. Caroline, or Change S 4 4 4 Link
ind. Wicked S 5 5 5 Link
o.c. Taboo S 5     Link
2005
v. Monty Python’s Spamalot S 4 5 5 Link
ind. Dirty Rotten Scoundrels S 4 4 4 Link
ind. The Light in the Piazza S 4 5 5 Link
ind. The 25th Annual Putnam County Spelling Bee S 4 4 4 Link
o.c. Chitty Chitty Bang Bang L 4     Link
o.c. Little Women S 2     Link
2006
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2007
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2012
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2018
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2019
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A importância dos musicais para mim

Muitos de nós descobrimos a paixão pelos musicais quando ainda eram crianças. Você consegue se lembrar de como foi esse primeiro momento de encantamento por esse mundo novo? Convidamos um dos nossos seguidores mais jovens e atuantes nas nossas redes, Felipe Azanha, para contar um pouco mais sobre sua relação com os musicais. O Felipe tem 10 anos, quer ser jornalista quando crescer e você pode encontrá-lo no Instagram, em @felipeazanha.

 

A importância dos musicais para mim
Por Felipe Azanha

 

azanhaQuando eu era um bebê adorava assistir desenhos, filmes, programas infantis etc. com música. Fui crescendo, crescendo e crescendo até chegar em 2014. Neste ano, conheci minha melhor amiga, Isabela. Em 2017, fui brincar em sua casa, e ela me contou que estava fazendo Teatro Musical na Catavento Academia de Artes, e que iria fazer o espetáculo Tinker Bell.

Saindo de lá, falei para minha mãe que gostaria de conhecer a Catavento. Em alguns dias, eu fui visitá-la. Fiquei encantado com tudo, e foi assim que começou minha história com musicais.

Bom, vou contar aqui alguns musicais que me ensinaram. Começando com O Rei Leão, porque fiz uma cena dele no Disney in Concert (Apresentação de final de ano), com a música Ciclo sem Fim. Aquele musical me fez rir e chorar nos ensaios. Em 2018, foram divulgados os musicais daquele ano. Giselle para o Ballet, Wicked para os adolecentes e adultos e Shrek o Musical Jr. para as crianças. Começamos a ensaiar em março, e em abril aconteceram as audições e fui escolhido para fazer o Lord Farquaad. Este musical me mostrou que nunca devemos desistir dos sonhos, independente de qual sonho, apenas devemos acreditar. O musical Wicked me mostrou que ninguém é melhor que ninguém, que às vezes piadas podem machucar os outros. O musical A Pequena Sereia me mostrou a mesma coisa que Shrek, adicionando que não podemos ter medo de mudar, nunca. O musical Mágico de Øz me ensinou que não importa qual seja seu sonho, você tem que correr atrás dele.

No geral, peças de teatro musical para mim são uma maravilha. Elas ensinam todas as idades cantando, dançando e atuando.

Queria agradecer Lucas Rissi, Lucas Frigeri, Lara Frigeri, Luiza Borges, Mateus Riquette e Gustavo Pella por sempre acreditarem em mim.

O guia definitivo para escolher onde sentar em “O Grande Cometa”

“Quero assistir o Cometão, qual lugar compro?” Essa é uma das perguntas mais frequentes que temos recebido em relação ao espetáculo “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812”, vulgo “Cometão”. O musical acontece no 033 Rooftop, em um espaço especialmente criado para o espetáculo, e seu mapa de assentos (formado por mesas e balcões) é muito diferente do palco italiano e até mesmo do palco de arena encontrados em teatros convencionais. O palco é composto de passarelas e pequenos palcos laterais que são usados pra contar essa maravilhosa história baseada no livro Guerra e Paz de Liev Tolstói.

Primeiramente, nas palavras do próprio diretor do espetáculo Zé Henrique de Paula, qualquer lugar do 033 Rooftop é um bom lugar para se sentar. A diferença é que, dependendo de onde estiver, você verá algumas cenas mais próximas e com mais detalhes, outras mais distantes ou ainda algumas cenas mais imersivas, mas todos os lugares são bons já que o espetáculo foi concebido para ser visto de todos os ângulos. Até o momento, nós da equipe já assistimos ao musical mais de cinco vezes, pudemos sentar em alguns pontos diferentes e temos uma opinião formada: o balcão é melhor do que as mesas (sem falar que são lugares mais econômicos). Ao contrário de outros espaços, em que balcão descreve uma plateia elevada, em “O Grande Cometa” o que é chamado de balcão são as beiradas do palco, que funcionam como um balcão de bar. Para quem vai para a experiência gastronômica e/ou com um grupo de amigos, sem dúvidas a mesa será melhor, por ser mais confortável para comer e beber. Mas se você estiver indo sozinho ou com um acompanhante e vão apenas para assistir ao show, recomendamos o balcão, até porque, além de ser o lugar mais barato da casa, fica colado no palco.

Para continuar acompanhando o artigo, recomendamos abrir o site do Ingresso Rápido AQUI para dar uma olhada na disposição das mesas e dos balcões, assim fica mais fácil visualizar o palco.

Para entender um pouco o que fica no palco, numeramos e descrevemos abaixo:

cometão_limpo_numerado

  1. Escritório do Pierre. Também é onde fica o piano, baixo, acordeom, violão e a maravilhosa maestrina Fernanda Maia.
  2. Instrumentos de sopro
  3. Instrumentos de corda
  4. Mesa de som
  5. Bateria
  6. Casa da Marya D (onde muitas cenas acontecem, tanto no primeiro quanto no segundo ato)
  7. Casa do Bolkonsky (no começo do primeiro ato temos muitas cenas aqui)

Agora vamos tentar falar um pouco mais sobre quais cenas são melhores de assistir de algumas mesas e alguns balcões e a visão (direta do palco central) que cada um dos lugares proporciona.

Balcão 7 lado B3

cometa_balcao7

Um dos melhores balcões. Você fica em frente ao escritório do Pierre, onde ele passa a maior parte do espetáculo, além de ficar em frente a todos os números que acontecem no palco circular, como “Pierre”, “Natasha e os Bolkonsky”, “A Ópera” “O Duelo”, “Preparativos” e “Balaga”. Ainda pode ter a chance de interagir com Helene ou Anatol.

Balcão 32 lado B2

cometa_balcao34

Exatamente do outro lado do Balcão 7 lado B3. Também tem uma boa visão para todas as cenas centrais citadas anteriormente e a vantagem de conseguir ver bem de pertinho o trabalho de regência de Fernanda Maia e a pequena participação que ela faz.

Balcão 15 lado B1

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Um dos nossos lugares preferidos no balcão. Fica longe de cenas que acontecem na casa da Marya D e do Bolkonsky, mas tem um bom panorama geral. Também é um lugar de onde você consegue ver os atores subindo no palco pela lateral. É um dos lugares onde Pierre canta “Pó e Cinzas” e um ótimo lugar para conferir a cena “Balaga”.

Balcão 20 lado B1

cometa_balcao20_b1

Praticamente do lado do lugar 15 que descrevemos anteriormente. Só que aqui você fica bem ao lado da escada de acesso ao palco principal.

Balcão 20 lado B2

cometa_balcao20_b2

Aqui nesse balcão você já fica logo em frente à cena inicial de Andrey lutando na guerra. Cenas como “Natasha e Anatol” e “Natasha e os Bolkonsky” acontecem aqui. Geralmente o incrível coro do espetáculo fica nesse palco, como na cena de “Ache Anatol”. Natasha também assiste à cena de “A Ópera” desse palco. Esse lado do balcão é ótimo porque fica perto da casa da Marya D, onde tanto no primeiro quanto no segundo ato muitas cenas acontecem. É uma forma de ver bem de perto o excelente trabalho de Nábia Villela como Marya D.

Mesa 318

cometa_mesa_318

Essa é uma das mesas em que parte dos assentos é formada por um sofá vermelho. É um lugar bem próximo da cena “A Vida Íntima e Particular da Mansão”. Sentando nessa área, você é alvo fácil para virar a “puta” do velho Bolkonsky. Tem uma ótima visão geral do teatro e fica bem no meio de várias interações quando os atores descem do palco.

Mesa 102

cometa_mesa102

É a mesa mais distante de todas. Mesmo assim, tem uma visão privilegiada porque é possível ver o espetáculo como um todo, sem precisar ficar se virando muito nas cadeiras para observar cenas que acontecem ao redor, como acontece em outros lugares do espaço. Fica bem longe de cenas que acontecem nas casas da Marya D e do Bolkonsky e também tem pouca interação, mas para quem quer assistir de uma forma mais tranquila e se distanciar um pouco da imersão, essa é a melhor pedida!

Mesa 207

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Outro mesa com sofá confortável e visão privilegiada. Bem ao lado de onde acontece um dos solos mais lindos, “Sonya Sozinha”. Também é aqui que acontece a cena “Natasha e Anatol” e fica bem próximo das interações de cenas como “Balaga” e de Pierre na cena “O Grande Cometa de 1812”.

Mesa 219

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Esse lugar é privilegiado da mesma forma que mencionamos na descrição do Balcão 20 lado B2. Mas nessa mesa, como você não está tão encostado no palco, não vai precisar ficar olhando muito para cima para observar as cenas. Aqui também é um ótimo lugar para ver a espetacular cena “Charmanté”.

Mesa 310

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Dessa mesa você consegue ter uma boa visão de todos os palcos, sem precisar ficar se virando tanto na cadeira para ver as cenas. Os atores passam bastante por essa mesa, pois é caminho da escada lateral para o palco principal.

Mesa 214

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Um ótimo lugar para quem quer ficar ainda próximo do palco e ter uma visão geral, principalmente de “Balaga” que acontece em todos os cantos do espaço, mas nessa mesa você terá uma visão privilegiada da cena.

Mesa 323

cometa_mesa323

Nessa mesa, a chance de interação na cena “Cartas” é quase garantida. Tem visão privilegiada de cenas do coro que acontecem logo em frente e também das cenas na casa do Bolkonsky. Outro lugar ótimo para ver o final da cena “Charmanté”.

A maioria das cenas acontece pelo palco todo, então não dá para descrever exatamente onde ficam muitas delas. Alguns exemplos de cenas que ocorrem em todos os lugares são “Prólogo”, “A Ópera”, “O Duelo”, “O Baile”, “Balaga” e “O Rapto”. O que recomendamos é assistir ao espetáculo mais de uma vez e sentar num lugar oposto de onde você esteve da primeira vez, para conseguir ver o espetáculo de outro ângulo e observar cenas que você não tinha observado tão bem da primeira vez. Para pessoas que estiverem indo pela primeira vez, recomendamos muito dar uma boa lida no programa da peça que é gratuito. Lá eles explicam um pouco dos personagens e fazem um resumo dos dois atos. Como o próprio espetáculo fala, “é um romance muito complicado, com muitos nomes pra decorar”, não fique com vergonha de não pegar todos os detalhes de primeira. Sem dúvidas, “Natasha, Pierre e O Grande Cometa de 1812” é uma experiência que todos deveriam ter. Então escolham o seu lugar e curtam esse musical incrível!

 

 

Os Flops da Broadway – Parte 2

Depois da ótima resposta ao primeiro texto sobre os grandes flops da Broadway, é claro que lançaríamos a continuação, abordando outros flops históricos. Como prometido, aqui está ela, com algum atraso, mas muitas histórias interessantes de grandes fracassos da Broadway para contar. Na parte 1 dessa série, falamos sobre os musicais Breakfast at Tiffany’s, Dude, Saravá, Carrie e Chess (se ainda não leu, clique aqui).

Dessa vez, os musicais foram selecionados com base no quão intrigantes são os fatos que os levaram ao fracasso, além de a grande maioria ser formada por espetáculos quase desconhecidos e com pouquíssimo material de estudo disponível. Então flops famosos e mais recentes, como Dance of the Vampires, Big Fish Amélie e Bright Star, ainda não entrarão na nossa lista.

Vamos logo para os flops, porque não é só de sucesso que a Broadway é feita.

 

Kelly
Estreia: 6 de fevereiro de 1965
Número de sessões: 7 previews e 1 apresentação

kelly2O que esperar de um musical sobre um jovem imigrante irlandês, chamado Hop Kelly, que aceita o desafio de pular da ponte do Brooklyn e sobreviver?
Baseado na história verdadeira de Steve Brodie, o musical também retrata um grupo de apostadores que, cansados de ver Hop Kelly desistir de pular diversas vezes e frustrar suas apostas sobre o destino do imigrante, resolvem jogar da ponte um boneco em tamanho real para acabar logo com a história. O flop começa já na pré-produção. As composições são de Mark Charlap (compositor de Peter Pan, único musical de sucesso de toda a sua carreira) e as letras e o texto de Eddie Lawrence, que nunca tinha escrito um musical antes. Durante os try-outs, que aconteceram em Boston e na Filadélfia, o texto foi totalmente reescrito por várias pessoas, sendo uma delas Mel Brooks.
Charlap e Lawrence chegaram a entrar na justiça contra os produtores do musical para que o material fosse restaurado antes de chegar à Broadway. As críticas dos try-outs foram de ruins para péssimas e, quando o musical finalmente abriu na Broadway, as críticas conseguiram ser ainda piores, fazendo o show fechar na noite de estreia. A atriz Ella Logan, que estava no elenco durante os try-outs e teve seu papel cortado no meio de todas as revisões do texto, foi parabenizada pela crítica pela sorte de nunca ter estreado no musical. Na época, o fechamento do musical atraiu muito a mídia, especialmente porque o investimento de 650.000 dólares foi perdido. No começo dos anos 80, uma gravação foi lançada, utilizando várias demos gravadas 15 anos antes, quando o musical estava em produção. Até hoje é considerado um dos piores cast recordings da história, impossível de escutar até o final.

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Into the Light
Estreia: 22 de outubro de 1986
Número de sessões: 13 previews e 6 apresentações

into the lightReceita para um fracasso: Santo Sudário, lasers, ciência, filho negligenciado e um amigo imaginário. Essas são as palavras-chave do enredo do musical Into the Light, sobre um fisicista que estuda o Santo Sudário e é tão obcecado pelo trabalho que começa a ter problemas familiares. Seu filho se sente tão negligenciado que cria um amigo imaginário mímico para lidar com a ausência do pai. O texto, músicas e letras são de pessoas com experiência na Broadway tão nula que nem compensa citá-las aqui. Dean Jones, o Bobby do elenco original de Company, era o único grande atrativo, que não foi suficiente para atrair o público após a crítica acabar com o espetáculo. Dean, como um grande religioso, acreditava muito no material e afirmou na época que “o teatro tem que inspirar, elevar o espírito”. Os personagens estavam sempre cantando sobre partículas, moléculas, matéria e antimatéria. As cenas de estudo do Santo Sudário se alternavam com cenas do filho com seu amigo imaginário que surgia da luz e era visível apenas para o público. O espetáculo conseguiu inclusive ofender muitos religiosos, principalmente em uma cena da música “Let There Be Light”, em que freiras, padres e arcebispos dançavam em aprovação ao projeto do estudo do Santo Sudário. Era em momentos como esse que o musical arrancava gargalhadas da plateia, mesmo tendo sido escrito para ser levado a sério e sem nenhuma intenção de ser engraçado. O musical fechou com o prejuízo de 3 milhões de dólares, até então um dos maiores prejuízos que a Broadway já tinha visto. Nenhuma gravação em estúdio foi feita e acredita-se que nenhuma gravação em bootleg sobreviveu ao tempo, ou que ninguém teve o interesse de gravar na época.

Comercial da TV:

Críticas da TV e cenas do musical: 

Via Galactica
Estreia: 28 de novembro de 1972
Número de sessões: 15 previews e 7 apresentações

viaglUma forma de identificar um flop: a história é tão confusa que a explicação do enredo precisava vir anexada ao Playbill. O musical Via Galactica foi um espetáculo de ficção cientifica que se passava no ano de 2972 e contava a história de amor de um rapaz por uma rebelde, que pretendia fugir para outro sistema solar. Cabia ao rapaz escolher ficar para sempre na Terra ou fugir com a garota para as estrelas. A história era dividida em dois atos, como todos os outros musicais, mas cada ato foi dividido em 4 partes, o que fazia as pessoas não entenderem a ligação de uma parte com a outra. O texto era tão problemático que faltava algo muito importante, o público sentir empatia ou qualquer sentimento pelos personagens. O musical contava com um nome de peso, Galt MacDermot, responsável pelas composições do musical Hair e também do flop Dude (citado na primeira parte desse artigo). As músicas do espetáculo mantinham o que MacDermot sempre soube fazer bem: rock e country com uma pegada gospel. Mas o que MacDermot nunca esperava ter eram dois fracassos seguidos em um mesmo semestre, aparentemente sem aprender nada com os erros do musical Dude.
Via Galactica era pretencioso, utilizava efeitos visuais que não impactavam o público, muita pirotecnia e projeções, e o palco ainda era composto de várias camas elásticas para dar o efeito de leveza dos corpos no espaço. A produção se vangloriava da gigante estrutura que o palco tinha, utilizando todo o espaço, do chão até o teto do teatro. Durante as previews, vários atores tiveram problemas sérios com todo o aparato cenográfico. Raul Julia, que fazia o mocinho apaixonado, ficou preso numa espaçonave cenográfica sob a orquestra e tiveram que parar o espetáculo por 20 minutos para tirá-lo de lá. Irene Cara, que veio a fazer muito sucesso com o filme Fame anos depois, também teve problemas durante as previews, quando uma das camas elásticas a jogou para fora do palco. Via Galactica foi o espetáculo que inaugurou o Uris Theatre, que hoje é conhecido como Gershwin Theater, onde Wicked faz sucesso desde 2003. Na época, inaugurar um teatro com um grande fracasso era visto pelos proprietários como um perigo para os negócios, algo que hoje em dia já não é uma preocupação. O musical foi o primeiro a perder mais de 1 milhão de dólares, e é outro que jamais teve uma gravação em estúdio da trilha.

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The Best Little Whorehouse Goes Public
Estreia: 10 de maio de 1994
Número de sessões: 28 previews e 16 apresentações

best-little-whorehouse-goes-public-poster-2Se você está acostumado apenas com os grandes sucessos da Broadway, então temos que interromper um pouco antes de falar desse musical. “The Best Little Whorehouse Goes Public” é uma sequência do aclamado “The Best Little Whorehouse in Texas”, que em 1978 foi indicado a 6 Tony Awards e ainda teve uma adaptação cinematográfica em 1982. O musical conta a história real de um prostíbulo no Texas que está aberto há mais de um século, comandado por Mona Stangley, que é fechado após pressão do xerife com influência da mídia local. O filme foi estrelado pela rainha country Dolly Parton, fazendo par com Burt Reynolds. E pasmem! No filme, temos a icônica canção “I Will Always Love You” consagrada por Whitney Houston, que poucos sabem que é originalmente de Dolly Parton. A produção original da Broadway teve 1584 apresentações, ficando 4 anos em cartaz. Mas então, 16 anos após esse grande sucesso, os mesmos criadores, Carol Hall, Larry L. King e Peter Masterson, tiveram a ideia de fazer uma sequência do musical.
Vamos combinar que sequências em musicais não funcionam, algo que Andrew Lloyd Webber aprendeu muito bem recentemente, com Love Never Dies.
A história da continuação é parecida com a original. Mona Stangley é convidada pela Receita Federal a gerenciar um prostíbulo em Las Vegas (onde a prostituição era permitida) para tentar recuperar 26 milhões de impostos. Enquanto isso, um senador da direita conservadora tenta fechar o bordel. As críticas, logicamente, detestaram o espetáculo, não só porque a continuação se parecia muito com o original, mas por ser um musical tedioso, com coreografias exageradas e uma cenografia que parecia ser de segunda mão. A maior parte das críticas falava de uma das músicas de abertura do segundo ato, chamada “Call Me”, em que várias mulheres ficavam em cabines fazendo o serviço de sexo por telefone, enquanto os homens do outro lado da linha estavam em cima dessas cabines, seminus. O musical ficou famoso na época por ser o primeiro e último espetáculo da Broadway a utilizar o recurso de “infomercial” (aqueles comerciais americanos longuíssimos que tentam vender um produto por telefone), que era tão constrangedor quanto o restante do espetáculo. Felizmente, a produção conseguiu lançar uma gravação em estúdio, uma das únicas coisas consideradas boas, já que músicas como “I’m Leaving Texas” e “Change In Me” até hoje são consideradas showstoppers.

Cena da música “Call Me”:

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Bring Back Birdie
Estreia: 5 de maio de 1981
Número de sessões: 31 previews e 4 apresentações

bringE voltamos à máxima “NÃO FAÇA CONTINUAÇÕES DE MUSICAIS!”. Bring Back Birdie é a continuação do famoso Bye Bye Birdie, de 1960, estrelado por Chita Rivera e Dick Van Dyke, que foi indicado a 8 Tony Awards, ganhou 4 deles, incluindo o de melhor musical, e teve uma adaptação cinematográfica em 1963. A história original nos apresenta a família MacAfee, que é afetada com a vinda do cantor Conrad Birdie para a sua pacata cidade, na qual Conrad Birdie irá escolher uma garota do seu fã clube para quem cantar a última música antes de se alistar no serviço militar. Já na continuação, Bring Back Birdie, o enredo mostra o que aconteceu com os personagens 20 anos depois. Albert Peterson, que foi o responsável por escrever um dos maiores sucessos de Conrad Birdie, tem uma oferta de 20 mil dólares para se reencontrar com Birdie e convencê-lo a se apresentar no Grammy Awards. Nessa jornada, Rose (Chita Rivera, reprisando o personagem) se junta ao marido Albert em busca de Birdie. Quando Albert encontra Birdie, ele está muito acima do peso e é prefeito de uma pequena cidade no Arizona. No meio dessa caçada ao Birdie, Albert e Rose precisam lidar com a filha rebelde, que foge de casa para entrar num culto Hare Krishna, e os outros filhos que resolvem entrar numa banda punk rock (linda história).

O musical não teve try-outs em outras cidades, estreou diretamente na Broadway, e teve muitas previews caóticas, quando nada parecia funcionar, principalmente o cenário cheio de televisores. Charles Strouse, Lee Adams e Michael Stewart, os criadores originais de Bye Bye Birdie, foram os responsáveis por essa continuação desastrosa, em que nem mesmo o retorno de Chita Rivera à personagem Rose fez as críticas falarem bem do espetáculo. A maior parte das críticas dizia que dava claramente para perceber que as novas músicas eram cópias do musical original. Um exemplo era a música “Moving Out”, a segunda música do primeiro ato, que era cópia da clássica “The Telephone Hour” do original. Na cena original, várias adolescentes fofocam ao telefone e criam uma cena linda em que as conversas são intercaladas. Já na continuação, acontece basicamente a mesma coisa, só que ao invés de usarem telefones com fios, os personagens aparecem com telefones mais modernos, sem fio. Outra crítica também dizia que, em um ponto do espetáculo, parecia que cada ator tinha recebido um libreto diferente, já que nada mais fazia sentido e ninguém se importava com os personagens. No fim das contas, todas as críticas apontaram uma única coisa boa na continuação: o momento do agradecimento final, quando Chita Rivera cantava a música “Rosie”, que encerrava o musical Bye Bye Birdie. Foi uma das soluções encontradas para o público sair pelo menos um pouco satisfeito revendo Chita cantando o showstopper do musical original, que vergonhosamente não era nem anunciado no playbill. O show foi considerado grotesco, de mau gosto, em especial pelas músicas de punk rock, e uma das piores coisas já vistas na Broadway. Na época, as críticas diziam que não fazia sentido algum essa continuação, porque os produtores teriam sido muito mais bem-sucedidos se tivessem simplesmente montado um revival de Bye Bye Birdie. Apesar da curta temporada, o musical recebeu uma gravação em estúdio.

Ato 1 completo:

 

 

 

 

Signos e Musicais – Gêmeos

Signo de Ar, regido por Mercúrio, que confere inteligência, versatilidade, agilidade mental, sociabilidade, grande poder de persuasão. Gêmeos não gosta da solidão. De sentir-se limitado ou atado a uma situação ou lugar. Adaptam-se facilmente a qualquer tipo de ambiente ou pessoa. Isso faz com que possam viver várias experiências ao mesmo tempo, tirando de todas grande proveito. Geminianos costumam ser superficiais e inconstantes. Os geminianos desfrutam com o infreqüente e a novidade. Quanto mais variedade em sua vida, melhor.

O filme musical de comédia pastelão de 1967 estrelado por Julie Andrews chegou aos palcos da Broadway em 2000, com Sutton Foster no papel principal. A história sobre a jovem interiorana Millie que busca casar por dinheiro e viver uma vida glamurosa na Nova York dos anos 20 caiu no gosto de público e crítica e colecionou prêmios. Em What Do I Need With Love?, Jimmy tenta resistir aos seus sentimentos por Millie que conflitam com sua vida boêmia e descompromissada.

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What Do I Need With Love? – Thoroughly Modern Millie (Tesori/Scanlan)

“Tantos lugares quero te mostrar
Embora eu mal te conheça
Tenho uma estranha sensação
De que fazemos o par perfeito
(…)
Espere um minuto! Só um minuto!
Não! Não! Não! Não!
Eu sou um ‘Zé’ com apenas um objetivo
Toda noite sair com uma dama diferente
Chamar todas pelo mesmo apelido
‘Hey, baby’”

As pessoas de Gêmeos são naturalmente inquietas e curiosas, sempre muito comunicativas. Preocupam-se muito com atividades intelectuais, e procuram amigos igualmente inteligentes.
Gêmeos gosta de falar, ler, fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

My New Philosophy – You’re A Good Man, Charlie Brown (Clark Gesner)

“SALLY: Como uma abelha operária
Cada nova filosofia
Pode voar de árvore em árvore
E manter-se em movimento
Quando a vida está um labirinto
A cada dia eu escolho uma frase diferente
SCHROEDER: Sua nova filosofia?
SALLY: Minha nova filosofia!”

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Em 1998, You’re a Good Man, Charlie Brown voltou à Broadway repaginado. A personagem Patty foi substituída pela irmã de Charlie Brown, Sally, papel esse que revelou Kristin Chenoweth e a deu um Tony de melhor atriz coadjuvante. Em My New Philosophy, Sally se revolta com sua professora por ter tirado uma nota vermelha e decide mudar de “filosofia” de vida.

Geminianos são seres que, na maioria das vezes, possuem uma personalidade difícil, instável e dupla. Não sabem bem o que desejam para suas vidas, especialmente com relação ao amor. São sedutores e dificilmente conseguem viver sem seduzir, o que pode ser o principal foco dos problemas de relacionamentos que vivem constantemente.

Solteirão convicto e incapaz de se comprometer em um relacionamento sério, Bobby recebe cinco casais de amigos em seu aniversário de 35 anos, que relembram casos e acasos diversos de suas vidas e de Bobby. Essa seria uma sinopse para Company, a comédia musical de Stephen Sondheim de 1970. Em You Can Drive a Person Crazy, três dos namoricos mal resolvidos de Bobby cantam sobre como elas são encantadas por seu charme, mas também ludibriadas por sua volubilidade.

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https://www.youtube.com/watch?v=WtwfwgXTnX8

You Can Drive a Person Crazy – Company
(Sondheim)

“Você pode deixar uma pessoa irritada
Você pode tirar um do sério
Primeiro faz se sentir toda acolhida
Para depois fazê-la de idiota (…)
Dissimulado! Enganador!
Será que alguém ainda vai te conquistar?
Você é louco… Você é adorável…
Você é tocante… Profundamente desajustado!
Nunca confiável,
Uma pessoa louca mesmo.”

Pelo lado positivo, os geminianos são adaptáveis e versáteis. São intelectuais, eloquentes, carinhosos, comunicativos e inteligentes. Têm muita energia e vitalidade. O tédio é o seu maior inimigo, e a falta de atividades costuma aborrecê-los. Curiosas por natureza, as pessoas desse signo gostam de experimentar e conhecer de tudo um pouco. Joviais, raramente amadurecem, embora sejam capazes de compreender perfeitamente a complexidade das situações.

Bouncing off The Walls – Spider Man: Turning Off The Dark (Bono/The Edge)

“Eu não posso descer
Eu acordei no teto de novo (…)
E eu sinto nas minhas veias
É um sentimento que eu não posso domesticar
Alguém por favor pode explicar
Por que, por que, por que…
Por que estou quicando pelas das paredes”

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Bono e The Edge do U2 embarcaram na ideia de transformar em musical a história do super herói dos quadrinhos. O musical foi o mais caro já produzido na Broadway e se cercou de polêmicas mesmo antes de estrear devido aos vários acidentes sofridos pelos atores/ acrobatas durante os ensaios do espetáculo. Em Bouncing Off The Walls, Peter acaba de descobrir seus superpoderes e passa a explorá-los por aí, antes mesmo de assumir a alcunha de Homem Aranha.
Não sente prazer com o ensino na escola, mas também não gosta de estar mentalmente inativo. Tendem ao nervosismo e a tensão e podem ser calculistas e exigentes. Às vezes podem ser sinceros demais e indiscretos, instáveis.
Evita, a biografia da primeira-dama argentina Eva Perón, já é hoje um dos musicais mais icônicos de todos os tempos. Quarto musical de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice juntos, foi um sucesso estrondoso em todo o mundo, e transformou Patti Lupone e Mandy Patinkin em estrelas da Broadway. Na montagem de 2012, teve Ricky Martin no papel de Che. Foi inclusive adaptado para o cinema por Alan Parker, com Madonna e Antonio Banderas. Em Oh What A Circus, um ácido e exageradamente racional Che Guevara faz pouco caso da morte de Eva Perón e do sentimento de luto dos milhões de argentinos.

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Oh What a Circus – Evita
(Webber/Rice)

“Ao invés de um governo tivemos um palco
Ao invés de ideias, a ira da diva
Ao invés de ajuda nos deram uma multidão
Ela não falou muito, mas em voz alta

Cantem seus tolos
Mas vocês entenderam errado
Aproveitem suas orações
Pois não há muito tempo
Sua rainha está morta
O seu rei vive
Ela não vai voltar por vocês”
São alegres, entusiasmados, comunicativos, eloqüentes, têm facilidade para aprender e ensinar.
Interessam-se por eventos de vários tipos – músicas, em geral -, atividades em educação, comércio, comunicação.

Uma qualidade: Inteligência.
Um defeito: Instabilidade.
FRASES E DITADOS

“O amor nasce da curiosidade e perdura pelo hábito.”
—M. Bontempelli

Quem tem boca vai a Roma.
A “Nova Hollywood”, que transformou a linguagem e a temática dos filmes americanos a partir do fim dos anos 60, trouxe o fim dos grandiosos musicais da Broadway no cinema. O gênero apenas voltou a ter êxito em 1977, repaginado e disfarçado, com Os Embalos de Sábado à Noite, onde os números musicais não eram mais formas das personagens se expressarem. O formato inspirou a criação dos videoclipes, propiciando também o surgimento da MTV. O filme aproveitava o sucesso da música Disco, e abordava explicitamente temas tabus até então, marca registrada da fase. Sucesso estrondoso, o filme marcou uma época, levou John Travolta ao estrelato, e sua trilha sonora, composta em boa parte pelos Bee Gees, é uma das mais vendidas de todos os tempos.

Stayin’ Alive
Saturday Night Fever
(Barry, Maurice e Robin Gibb)

“Você pode ver pela minha postura
Que eu sou um homem mulherengo
Não tenho tempo a perder
Música alta e mulheres quentes,
Eu fui rejeitado desde que nasci”
“Penso, logo existo.”
—Descartes

Não me siga, posso mudar de destino a qualquer momento.

https://youtu.be/Yub3-Ow7tBs

Nowhere Fast
Streets of Fire
(Jim Steinman)

“Você tem tantos sonhos
Que não sabe onde colocá-los
Então é melhor se livrar de alguns
Seu corpo se sente enferrujar
Então mexa-se e o ponha em uso”

Auto denominado “uma fábula de rock & roll”, Ruas de Fogo é uma superprodução de 1984 sobre um caçador de recompensas que volta para sua cidade natal para resgatar sua namorada rockstar, que foi sequestrada por uma gangue. O elenco trazia nomes hoje conhecidos, como Rick Moranis, Diane Lane e Willem Dafoe. Seu enredo confuso, direção e interpretações pobres lhe tornaram um grande fracasso de crítica e bilheteria. A trilha sonora fez relativo sucesso, tendo em I Can Dream About You de Dan Hartman seu maior hit. O filme acabou conquistando grande público com o passar do tempo, devido às reprises na TV e à trilha sonora. Nowhere Fast abre o filme, e depois foi usada pelo SBT como abertura do Programa Livre nos anos 90.

Um olho no peixe, e outro no gato.

“Um dia sem rir é um dia desperdiçado.”
—Charlie Chaplin

Flashdance – Ritmo de Embalo foi lançado em 1983, como uma coleção de videoclipes com forte influência da MTV e do formato criado por Os Embalos de Sábado à Noite. A história da operária de dia, dançarina exótica à noite, foi um fracasso de crítica, mas um sucesso de público. A trilha sonora, com várias canções compostas por Giorgio Moroder, também foi um sucesso, ganhando Grammy e Oscar para a canção título. O filme foi transformado em musical em 2008 no West End, mas nunca chegou a estrear na Broadway.

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Flashdance – Ritmo de Embalo
(Michael Sembello)

“Ela é uma maníaca
Maníaca na pista
E está dançando
Como ela nunca dançou antes”

Fontes:
playbill.com
personare.com
euroresidentes.com
baudalola.com
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VITOR FERREIRA é ator com mestrado em “Motion Pictures and Television” pela Academy of Art University, em São Francisco/CA e designer gráfico formado pela UFPE. Vive atualmente em São Paulo.

Currículo e vídeo book: http://vffvitor.wixsite.com/ator
Portfólio de design: http://vffvitor.wixsite.com/portfolio

Cantos de Coxia e Ribalta

Sob os sussurros da coxia e as luzes de ribalta, um grupo de atores se reúne para contar uma história. Entre o corre-vida e as chegadas e partidas dos trilhos de uma estação de trem, o público é apresentado a uma trupe de teatro em crise financeira, que corre o risco de ter seu teatro tomado por conta da especulação imobiliária. Um Poeta então é encarregado de criar uma grande obra teatral a fim de trazer de volta aos artistas os tempos áureos: é a última chance do Teatro sobreviver. Neste cenário, personagens tipificados, inspirados pelos tipos commedia dell’arte – o Dono da Cia., um Poeta, um Músico, uma Primadonna, um Jovem Ator sonhador e uma linda e ambiciosa Jovem Atriz – passam a viver seus próprios conflitos, que misturam-se com a própria história da peça que estão montando. Enquanto tentam contar a história, a realidade mistura-se com a ficção até que se tornem uma coisa só. A abordagem poética da paixão, da desilusão, da entrega, da inveja e competição, da morte e, sobretudo, da sensação de estar sempre tentando permanecer “de pé” e superar os obstáculos impostos pelo destino – sensação tão comum ao Teatro e também à vida cotidiana – são os ingredientes para mover o espetáculo.

O espetáculo musical original e inédito “Cantos de Coxia e Ribalta“, da Cia. de Teatro Lusco-Fusco, estreou no sábado, dia 13 de janeiro de 2018, no Teatro Alfredo Mesquita, em São Paulo, cumprindo temporadas até o dia 4 de fevereiro, com sessões às sextas e sábados às 21h e domingos às 19h. Os preços são populares: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Ingressos antecipados já podem ser adquiridos pelo site do espetáculo e da própria Cia.

Primeiro musical 100% autoral nos doze anos de existência da Companhia, e completamente inédito, “Cantos de Coxia e Ribalta” foi criado por Alef Barros e Gustavo Dittrichi, a partir do estudo de três vertentes artísticas: os personagens-tipos da commedia dell’arte, os ritmos musicais brasileiros e o teatro narrativo brasileiro; combinando esta nova abordagem com a bagagem de pesquisa cênica que a Cia. Lusco-Fusco já carrega; teatro e música (ou teatro musical).

Tanto o argumento (texto) quanto as músicas são originais, e inéditos. O argumento (escrito por Gustavo Dittrichi) buscou livre inspiração na obra de Luis Alberto de Abreu; em especial no texto “O Auto da Paixão e da Alegria”. A linguagem cênica tem inspiração no musical “Godspell“, de Stephen Schwartz e John-Michael Tebelak. Já a música (escrita por Alef Barros, e em parte composta por ele) buscou referências na obra musical de Chico Buarque; nas composições de Baden Powell com Toquinho, em especial nos seus estudos e releituras dos cantos de terreiro e umbanda; e na bossa-nova em geral. Os arranjos musicais e composições gerais são de Dario Ricco, Hiago Guirra e Marco De Laet; e os arranjos vocais são de Pedro Aldozza. A concepção cênica e estética é de Gustavo Dittrichi.

O espetáculo tem patrocínio da Só Dança; apoio da ACENBI (Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira do Imirim), da Poiesis, das Fábricas de Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura e da Prefeitura de São Paulo. A produção e realização é da Lusco-Fusco Produções Artísticas.

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Serviço:

De 13 de janeiro a 4 de fevereiro de 2018.
Sextas e sábados às 21h, domingos às 19h.
Sessão extra: 25 de janeiro de 2018, 21h.
Teatro Alfredo Mesquita (Avenida Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo, SP).
– Possui estacionamento próprio e é adaptado para acessibilidade.
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Ingressos e outras informações  pelo site do espetáculo: www.cantosdecoxiaeribalta.com.br

 

 

Signos e Musicais – Touro

Signo de terra, regido por Vênus, que confere sensibilidade e profundidade às emoções, e disposições amáveis. Gosta de coisas naturais, prazer, estabilidade e comodidade. Usam do tempo para reflexionar e gostam de se sentir atraídos por alguém. É o signo do pecado da gula.

Suppertime – You’re A Good Man, Charlie Brown
(Clark Gesner)

“Traga o prato de sopa
Traga o copo
Traga o bacon e pode encher
Porque é a hora
a hora, hora, hora do jantar”

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Nos anos 60, Peanuts, as tirinhas de Charles M. Schulz, já eram extremamente populares, e encorajaram o compositor Clark Gesner a escrever canções sobre as personagens da turma do Charlie Brown. Logo as canções de Gesner se tornaram o musical You’re a Good Man, Charlie Brown, sendo levado aos palcos em 1967. No número Suppertime, Snoopy lamenta em exagero sua fome, até Charlie Brown trazer o seu jantar.

Gostam de se sentir seguros. Têm bom coração e são muito carinhosos. Possuem sempre muito gosto pela vida, e procuram tanto o bem estar material quanto o espiritual. Interessam-se por música clássica ou romântica.

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A Pequena Loja de Horrores (Little Shop of Horrors) foi o musical que trouxe fama para a dupla Alan Menken e Howard Ashman, que depois ficariam responsáveis pelas canções dos novos desenhos da Disney. O musical é uma adaptação do filme de terror B homônimo dos anos 60 de Roger Corman (curiosidade: foi a estreia de Jack Nicholson nas telas), sobre Audrey II, uma planta carnívora extraterrestre de uma floricultura decadente que se alimenta de carne e sangue.

https://www.youtube.com/watch?v=MO8maMt4PpY

Feed Me (Git It) – Little Shop of Horrors
(Menken/Ashman)

“Alimente-me, Seymour
Alimente-me a noite inteira
Pois se você me alimentar, Seymour
Eu posso ficar grande e forte”

As pessoas de Touro são, em geral, amantes de beleza, do conforto, de tudo o que dê prazer, e do romantismo, em especial. Também não gostam de coisas sintéticas ou falsas e não suportam ficar muito tempo em casa. Normalmente, programas culturais de boa qualidade e projetos urbanos bem elaborados costumam atraí-los. Gostam de conforto e luxo.

Big Blonde and Beautiful – Hairspray (Shaiman/Wittman)

“Traz aquela torta de nozes
Polvilhe açúcar nela
Não seja tímido
Me dá uma colherada
Desse mesclado de chocolate
Não seja mesquinho
Eu sou uma menina em crescimento”

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Hairspray é um famoso filme dos anos 80 do controverso diretor John Waters, sobre uma menina gorda de Baltimore que quer ser dançarina de um programa musical de TV nos anos 60. Adaptado para os palcos, ganhou canções originais de Marc Shaiman e Scott Wittman e foi sucesso de público e crítica. O enredo enfoca também o movimento negro de direitos civis nos anos 60, a discriminação social de negros e gordos e fala abertamente sobre aceitação do corpo.

Ciumento, zeloso e possessivo, um taurino pode tender a ser inflexível e ressentido. As vezes podem ser cobiçosos e se permitirem tudo.

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Um dos contos de fada mais famosos , Cinderella dispensa apresentações. A história tem incontáveis versões distintas, como as de Perrault, dos irmãos Grimm e até mesmo de Rodgers e Hammerstein, que inicialmente foi um especial de TV com Julie Andrews em 1957, e desde então já foi montado nos palcos diversas vezes, inclusive na Broadway em 2013. Durante o baile no castelo, as duas irmãs de Cinderella, sem reconhecê-la, vêm o príncipe dançando com uma bela e pequena jovem, e lamentam copiosamente.

Stepsisters’ Lament – Cinderella
(Rodgers & Hammerstein)

“Por que um sujeito iria querer uma menina como ela?
Uma beleza frágil e suave
Por que um sujeito não pode uma vez preferir
Uma menina sólida como eu?”

São muito esforçados, e sua teimosia faz com que cheguem às últimas conseqüências. Além de teimosos, podem ser também auto-indulgentes, ciumentos, possessivos e materialistas. Não gostam de interrupções e pressas, nem de se sentir pressionados.

And I Am Telling You I’m Not Going – Dreamgirls (Krieger/Eyen)

“Estou te dizendo que eu não irei
Você é o melhor homem que eu conheço
Não há forma que eu possa partir
Não, não, não há nenhuma maneira
De jeito nenhum eu vou viver sem você
Não vou viver sem você
Eu não quero ser livre
Eu vou ficar
E você
Você vai me amar”

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Os anos 60 foram frutíferos para a Motown e seus artistas. As histórias por trás de artistas como Diana Ross, The Supremes e James Brown inspiraram Tom Eyen e Henry Krieger a criarem Dreamgirls, o musical que estreou na Broadway em 1981 e fez de Jennifer Holiday uma estrela. Em 2006 o musical foi levado para o cinema por Bill Condon, que escreveu o roteiro de Chicago, com Beyoncé, Eddie Murphy e marcando a estreia nas telas de Jennifer Hudson, que venceria o Oscar de coadjuvante. Em And I Am Telling You I’m Not Going, Effie descobre que Curtis, empresário de seu grupo musical, está cortando laços pessoais e profissionais com ela.

São conservadores, pacientes, leais e dignos de confiança. Sua paciência e determinação acabam sendo de grande ajuda nos negócios. São práticos, econômicos, e seu objetivo é adquirir patrimônio.

Uma qualidade: Estabilidade.
Um defeito: Preguiça.

FRASES E DITADOS

Queria ser menos ciumento e controlador.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

https://youtu.be/RbebD653agE

I Could Have Danced All Night
My Fair Lady
(Lerner/Loewe)

“Eu poderia ter dançado a noite toda
Eu poderia ter dançado a noite toda
E ainda pediria mais
Eu poderia ter aberto minhas asas
E feito mil coisas
Que eu nunca fiz antes”

Adaptação da peça Pigmaleão de George Bernard Shaw, My Fair Lady é uma das obras mais veneradas do teatro musical. Conta a história de Eliza Doolitle, uma florista caipira que passa a ser refinada por um foneticista para se passar por uma dama da sociedade em um baile real. O musical estreou na Broadway em 1956, com Julie Andrews e Rex Harrison. Em 1964 foi lançada sua versão para o cinema dirigida por George Cuckor, com Audrey Hepburn (dublada nas canções por Marnie Nixon) e Rex Harrison nos papéis principais, que ganhou 8 Oscars, incluindo melhor filme, diretor e ator. Em I Could Have Danced All Night, Eliza expressa sua satisfação por finalmente conseguir atingir o objetivo depois de se dedicar longa e arduamente.

Eu tenho o teu coração e te entrego o meu para juntos vivermos a mais linda história de amor.

“O coração dá vida a tudo que ama.”
—Anatole France

Dirty Dancing foi mais um dos diversos filmes musicais de sucesso dos anos 80 que seguiu a fórmula que iniciou com Os Embalos de Sábado à Noite, em que canções de artistas famosos embalam o enredo do filme, mas as personagens em si não cantam para se expressar como nos musicais tradicionais. A história é sobre uma menina rica que se apaixona pelo professor de dança de sua colônia de férias, enquanto eles se preparam para uma competição de dança. O filme transformou Patrick Swayze em astro, e ganhou um Oscar de canção original para (I’ve Had) The Time of My Life, que ficou nos topos das paradas de sucesso de 1987.

(I’ve Had) The Time Of My Life
Dirty Dancing – Ritmo Quente
(DeNicola/Markowitz/Previte)

“Você é a única coisa
Da qual eu nunca me canso
Então vou te dizer uma coisa
Isso pode ser amor porque
Eu tive o tempo da minha vida
Não, nunca me senti assim antes
Sim, eu juro que é a verdade
E eu devo tudo a você”

Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

“O que não te mata te fortalece.”
—Friedrich Nietzsche

Summertime
Porgy and Bess
(Gershwin/Heyward)

“Verão
E a vida é fácil
Os peixes estão pulando
E o algodão está alto
O teu pai é rico
E sua mãe é bonita
Então, silêncio, bebê
Não chore”

George e Ira Gershwin compuseram Summertime para a ópera Porgy and Bess de 1935, com letra de DuBose Heyward, autor do livro que inspirou a obra. É uma canção de ninar cantada algumas vezes durante a peça. Considerada por muitos, incluindo Sondheim, a maior canção do teatro musical americano, Summertime se tornou um standard do jazz, sendo gravada por milhares de artistas, como Billie Holliday, Ella Fitzgerald, Sam Cooke e Janis Joplin. Porgy and Bess foi o primeiro espetáculo composto por um elenco de apenas artistas negros. Sofreu resistência do público em geral pelos pesados temas sobre drogas, miséria e violência, incluindo parte da comunidade negra que se sentiu esterotipada.

Fontes:
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VITOR FERREIRA é ator com mestrado em “Motion Pictures and Television” pela Academy of Art University, em São Francisco/CA e designer gráfico formado pela UFPE. Vive atualmente em São Paulo.

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Signos e Musicais – Áries

Signo de fogo, regido por Marte, que confere, entre outras coisas, a vontade de expandir-se, conquistar, e o impulso de lutar. Forma com Leão e Sagitário a triplicidade dos signos do Fogo. É também um dos quatro cardinais, juntamente com Câncer, Libra e Capricórnio. São rápidos, dinâmicos, seguros de si e costumam demonstrar entusiasmo para as coisas. Têm uma energia invejável, que às vezes lhes leva a ser agressivos, inquietos, argumentativos, teimosos. Gostam de liderar e preferem dar instruções a recebê-las e não aceitam os conselhos dos demais.

https://www.youtube.com/watch?v=aO3Gb5mkwTc

“Don’t Rain on My Parade”
Funny Girl
(Jule Styne/Bob Merril)

“Não me diga para não voar
Eu simplesmente tenho que voar
Se alguém cair
Serei eu e não você
Quem te deu permissão
Para chover no meu desfile?”

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No musical Funny Girl, baseado na vida da atriz Fanny Brice, que levou Barbra Streisand ao estrelato nos anos 60, apesar do passado de jogatina e ilegalidades de Nick Arnstein, a protagonista Fanny está determinada e decidida a se casar com ele, apesar de tudo. A versão para cinema do musical deu um Oscar de melhor atriz à Streisand.

São independentes e preocupados com sua própria ambição e objetivos.
Ainda que não demonstrem, podem ser temperamentais, agressivos e orgulhosos.
São muito individualistas, mas não gostam de viver sozinhos.

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Oklahoma! é o musical responsável por marcar o início do Golden Age (anos dourados) dos musicais americanos em 1943, fase essa que durou até a estreia de Hair, nos anos 60. Oklahoma! inovou ao institu- cionalizar no meio a estrutura dramatúrgica criada pelo espetáculo Show Boat, o desenvolvimento do “livro musical”, onde as canções e danças são totalmente integradas em uma história concisa, com objetivos dramáticos capazes de evocar emoções genuínas que não sejam apenas o riso.

“Lonely Room”
Oklahoma!
(Rodgers & Hammerstein)

“Não vou mais sonhar com os braços dela!
Não vou deixá-la em paz!
Vou sair
Arrumar uma noiva
Arrumar uma mulher pra chamar de minha”

São impulsivos e ardentes por natureza.
São fisicamente harmoniosos e sexualmente atraentes.
Áries não gosta de esperar. Os arianos não suportam fracassar ou equivocar-se.
Eles podem ser egoístas e geniosos.

“I’m Gonna Wash That Man
Right Out Of My Hair”
South Pacific
(Rodgers & Hammerstein)

“Eu vou lavar este homem do meu cabelo (…)
E mandá-lo seguir seu rumo
Eu vou tirar este homem dos meus braços (…)
E mandá-lo seguir seu rumo
Não tente consertá-lo
Rasgue-o, rasgue-o!
Lave-o, seque-o
Empurre-o, e mande para longe”

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South Pacific foi um musical revolucionário do fim dos anos 40, em que Rodgers e Hammerstein decidiram adaptar os contos do livro Tales of the South Pacific de James A. Michener sobre a Segunda Guerra e passar uma mensagem progressista contra o racismo. Em determinado momento da história, que se passa na Polinésia, a enfermeira americana Nellie, que se envolve com o fazendeiro francês Emile, papel que deu um Tony a Paulo Szot na produção de 2008, irrita-se ao perceber que se apaixonou sem mal conhecê-lo direito após ouvir boatos de que ele já teria cometido um assassinato.

São aventureiros, enérgicos, pioneiros e valentes.
Tendem a se arriscar muito. Gostam de ganhar e de ser espontâneos.
São corajosos, combativos, e costumam ter as qualidades necessárias para vencer,
realizar, comandar, impor disciplina. Gostam de apoiar boas causas e não admitem tirania.

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Dos musicais recentes, talvez o mais popular seja Wicked. A história sobre as bruxas Elphaba e Glinda de Oz, não tem Dorothy, nem Over The Rainbow, mas conquistou plateias mundo afora, recrutando uma legião de devotos e fiéis fãs, com as canções do renomado compositor de Godspell e Pippin Stephen Schwartz. O musical consolidou Kristin Chenoweth e Idina Menzel como nomes de peso da Broadway contemporânea. Em Defying Gravity, Elphaba se decepciona com o Mágico e decide que precisa enfrentar seus malignos planos.

https://www.youtube.com/watch?v=3g4ekwTd6Ig

“Defying Gravity”
Wicked
(Schwartz)

“Algo mudou dentro de mim
Algo não é o mesmo
Parei de jogar pelas regras
Do jogo de outra pessoa
Tarde demais para pensar de novo
Tarde demais para voltar a dormir
É hora de confiar nos meus instintos
Fechar os olhos e saltar!
É hora de tentar desafiar a gravidade”

Os arianos em geral possuem grande energia e vitalidade.
Seu espírito aventureiro e de liderança exige muito autocontrole e energia vital,
o que, às vezes, pode provocar um desgaste.

https://www.youtube.com/watch?v=g-voeq7Cebo

“Heaven On Their Minds”
Jesus Christ Superstar
(Webber & Rice)

“Minha mente está mais clara agora
Finalmente, clara até demais
Eu posso ver claramente
Onde logo nós todos estaremos
Se você descartar o mito do homem,
Você verá onde todos nós
Em breve estaremos.

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No evangelho segundo Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, Jesus Cristo Superstar, o apóstolo Judas mostra-se preocupado com a crescente popularidade de Jesus como “rei” e as repercussões negativas que possam vir disso. Apesar de ainda amar Jesus, ele acredita que Jesus é apenas um homem, e que o crescimento do seu movimento eventualmente se tornará uma ameaça à ordem maior, trazendo conseqüências não só a Jesus, assim como todos seus seguidores.

Gostam de enfrentar desafios, com sua imensa coragem, que adoram exibir constantemente, e que é muito admirada. São animados independentes, dinâmicos. Interessam-se por atividades competitivas, exercícios, música rítmica, entre outras coisas.

Uma qualidade: liderança.
Um defeito: impaciência.

Frases e Ditados

Quem sai na chuva é para se molhar.

Não sei bem o que quero, só sei que quero já!

“Whatever Lola Wants”
Damn Yankees
(Richard Adler/Jerry Rossz)

“O que Lola quiser
Lola consegue
Tira o teu casaco
Você não sabe que não pode vencer?
Você não é exceção à regra
Sou irresistível, seu tolo
Desista”

Damn Yankees estreou na Broadway em 1955, estrelado por Gwen Verdon, onde conheceu Bob Fosse, que coreografou o musical. Verdon passou a ser sua esposa e musa, posteriormente. Uma adaptação da lenda de Fausto, que vende sua alma ao diabo, a comédia trata sobre o time de beisebol dos New York Yankees nos anos 50, época em que eles dominavam a Liga americana. Em Whatever Lola Wants, Lola, que vendeu sua alma para ser bonita, seduz o jogador dos Washington Senators Joe Hardy, a mando do próprio diabo.

“Eu sou o mestre do meu destino. Eu sou o capitão da minha alma.”
—William Ernest Henley

Sei que não sou fácil de conviver.

A Funny Thing Happened On The Way To The Forum é uma comédia musical de Sondheim inspiradas nas farsas romanas de Plauto, que ganhou o Tony de melhor musical em 1962, e tornou-se filme em 1966. A história é sobre o escravo Pseudolus, que em troca de sua liberdade ajuda seu jovem mestre a conquistar sua vizinha. I’m Calm é uma ilustração perfeita de como o teatro musical pode fazer mágica com a ansiedade. Hysterium, o escravo confuso, tenta se livrar de seu ataque de raiva, mas sua tentativa é em vão.

“I’m Calm”
A Funny Thing Happened On The Way To The Forum
(Sondheim)

“Estou calmo
Estou calmo
Estou perfeitamente calmo
Indiferente às tensões e choques
Imperturbável e pronto
Meus nervos estão firmes como pedras”

Se quer algo bem feito, faça você mesmo.

“Se eu tivesse cumprido todas as regras, eu nunca teria chegado em nenhum lugar.”
—Marilyn Monroe

“Anything You Can Do”
Annie Get Your Gun
(Irving Berlin)

“Qualquer coisa que você pode fazer,
Eu posso fazer melhor
eu posso fazer qualquer coisa
Melhor que você
(…)
Qualquer coisa que você possa ser
Posso ser maior
Cedo ou tarde
Sou maior do que você”

Estrelado por Ethel Merman, Annie Get Your Gun chegou aos palcos da Broadway em 1946, com canções de Irving Berlin. A história é uma ficcionalização da vida da atiradora circense Annie Oakley e seu romance com o também atirador Frank Butler. O musical ganhou adaptação para o cinema em 1950. Um de seus números musicais, There’s No Business Like Show Business, é hoje é um dos mais icônicos números da Broadway, e a canção é altamente associada ao showbiz em geral, tocando em premiações de cinema, etc. Em Anything You Can Do, Annie e Frank colidem egos.

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A Broadway Brasileira no Spotify!

Nos dias de hoje, escutar a sua música ou álbum favorito está mais fácil com a tecnologia de streaming, mas são tantas opções na vasta biblioteca quase infinita da internet que esquecemos de diversos artistas nacionais do teatro musical que já gravaram álbuns, EP’s e singles, e estão disponíveis para escutar no Spotify. Sim, amamos a plataforma e não, não recebemos patrocínio por esse post. Também colocamos álbuns de musicais produzidos no Brasil e que, felizmente, tiveram suas gravações eternizadas! Confira nossa lista:

 

Andrea Marquee
Andrea teve seu primeiro papel de importância na primeira montagem de Rent no Brasil, em 1999, como Mimi. Fez parte do elenco de grandes musicais como Aída, Hair e Uma Luz Cor de Luar. Foi destaque nas três temporadas do musical Vingança e atualmente está em cartaz com Garota de Ipanema – O Musical da Bossa Nova. Em 2000, lançou o álbum “Zumbi”, que está disponível no Spotify. Recomendamos a composição própria “Até Até”.

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Anna Toledo
A atriz, cantora, compositora e dramaturga Curitibana já fez parte de musicais como A Bela e a Fera, O Beijo da Mulher Aranha, O Fantasma da Ópera, My Fair Lady, A Noviça Rebelde e, mais recentemente, Lembro Todo Dia de Você. Teve sua estreia como dramaturga com o aclamado Vingança. Outro destaque como dramaturga foi Nuvem de Lágrimas. No Spotify, há três álbuns disponíveis. Recomendamos “Meu Coração É”, de 2012, que foi gravado ao vivo.

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Alessandra Maestrini
Alessandra começou seus estudos de canto aos 15 anos e, posteriormente quando tinha 17, ganhou uma bolsa para estudar teatro e música, na Universidade de Evansville, nos Estados Unidos.  Ao retornar, foi uma das protagonistas do musical As Malvadas, de Charles Möeller e Claudio Botelho. Sua carreira foi marcada pelas primeiras montagens de Les Misérables, em 2001 como Fantine, e Rent, em 1999 como Maureen. Muito conhecida pelo público pela personagem Bozena, da série Toma Lá Dá Cá, de Miguel Falabella, Alessandra possui dois álbuns que são seus repertórios de show, Drama’n Jazz (disponível no Spotify) e Yentl em Concerto.  

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Alírio Netto
Alírio, que começou sua carreira aos 15 anos, sempre teve suas raízes no rock e heavy metal. Em Brasília, foi um dos pupilos de Marconi Araújo, quando fez algumas montagens locais de musicais da Broadway e também teve o papel de Jesus em Jesus Cristo Superstar.  No início dos anos 2000, fez parte da montagem mexicana do mesmo musical. Em 2014, estreou na nova montagem brasileira como Judas. O último trabalho de Alírio em um musical foi o jovem boêmio Galileo Fígaro no grande sucesso We Will Rock You. No Spotify, encontram-se 2 singles e o álbum “João de Deus”, onde mostra sua versatilidade num álbum pop/rock.

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César Mello
Não é nenhum nome desconhecido para os frequentadores do teatro musical brasileiro. César é reconhecido pelos papeis de Hud em Hair, Mufasa em O Rei Leão, Curtis Jackson em Mudança de Hábito e, recentemente, Dr. Dillamond em Wicked. Também teve destaque em novelas globais como Viver a Vida, Sangue Bom, Babilônia e A Lei do Amor. Seu EP “O Agora”, conta com 5 músicas de sua autoria e executadas com sua voz inconfundível.

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Cláudio Lins
Filho de Ivan Lins e Lucinha Lins, já é considerado um grande nome não só no teatro musical, mas na história da música. Tendo participado do programa SuperStar, e de grandes musicais como A Ópera do Malandro, Gota d’Água, Rock in Rio – O Musical, Milton Nascimento – Nada Será Como Antes, Elis – A Musical, O Beijo no Asfalto e, atualmente, Garota de Ipanema – O Musical da Bossa Nova. Seus dois álbuns, “Um” e “Cara”, estão disponíveis na plataforma. Recomendamos ambos, já que, sendo filho de quem é, só podia vir coisa boa!

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Daniel Boaventura
Nome de peso no teatro musical, tem um currículo de dar inveja. Fez Company, Victor/Victoria, A Bela e A Fera, Chicago, My Fair Lady, Evita e A Família Addams. Conhecido do público geral por seus papeis em Malhação e na série Tapas e Beijos, Daniel tem uma voz facilmente reconhecível e por isso, seus shows solos fazem um grande sucesso, com direito a gravações em CD. Recomendamos os últimos lançamentos “Daniel Boaventura canta Frank Sinatra” e “Your Song”, que teve uma divulgação mais ativa, incluindo um vídeo clipe com sua amiga e veterana dos palcos, Kiara Sasso.

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Daniel Salve
É cantor, compositor, arranjador, produtor e multi instrumentista. Começou sua carreira profissional ainda na adolescência como performer e participou de muitas produções teatrais e musicais, dentre elas a primeira versão de Rent no Brasil em 1999 e o musical Cazas de Cazuza. Entretanto, foi como compositor que encontrou sua verdadeira veia de expressão. Seus dois álbuns, “Psycotropic” e “Grande Amor”, estão disponíveis na plataforma.
Sua vasta experiência no palco o fez ser convidado para dirigir os shows de entrega das 3 edições do Prêmio Bibi Ferreira.

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Fabi Bang
A eterna Glinda brasileira tem um único single disponível na plataforma. “Ironias” foi lançado no ano passado e fez sucesso entre os fãs da cantriz. Ela está em cartaz com Garota de Ipanema – O Musical da Bossa Nova. Em 2005, entrou no musical O Fantasma da Ópera como swing, quando decidiu dedicar-se ao teatro musical, motivo pela qual iniciou seus estudos de canto com Paula Capovilla e Marconi Araújo. Seu currículo é composto por musicais como Miss Saigon, A Bela e a Fera, Cats, Priscilla, Rainha do Deserto, O Homem de La Mancha Kiss me Kate, entre outros. #tchubi

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Gottsha
Alcançou fama no ínicio dos anos 90 com grandes sucessos da dance music. Além disso, ela é a dubladora da Mamãe Gothel, de Enrolados, Bulda, de Frozen, e (pasmem!) Roz, de Monstros S.A. No ano de 1997 ela fez a sua estréia profissional no teatro, com o musical As Malvadas de Charles Möeller e Cláudio Botelho. Em 2000, esteve em mais um musical, Cole Porter – Ele Nunca Disse que Me Amava, também de Charles Möeller e Cláudio Botelho, que esteve três anos em cartaz, batendo todos os recordes de público dos teatros em que se exibiram. Ainda nos palcos, ela participou em 2002 do musical Godspell. Recentemente, interpretou Magenta na nova versão de Rocky Horror Show. Seu single “I Love The NightLife” encontra-se disponível para nos deliciarmos com sua voz única.

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Josi Lopes
Mineira do tambor, Josi é reconhecida por ter dado vida a Nala em O Rei Leão, Deloris Van Cartier (cover) em Mudança de Hábito, Oda Mae Brown (cover) em Ghost – O Musical e foi destaque no musical Alegria, Alegria. Seu EP “Essência” carrega todo o comportamento de Josi refletido em músicas. Seu carro-chefe é “Espelho”, que foi lançado como single com um vídeo clipe disponível em seu canal no YouTube.

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Marya Bravo
Marya trabalha desde cedo e já participou de discos de Egberto Gismonti, Roberto Carlos, Milton Nascimento entre outros.  Fez um teste aos 17 anos para uma turnê do musical “Hair” pela Europa e passou. Trabalhou por lá como atriz por seis anos. Voltando ao Brasil, continuou trabalhando em musicais. Já participou de mais de 10 espetáculos incluindo Cristal Bacharach, Lado a Lado com Sondheim, A Ópera do Malandro (turnê em Portugal) Cauby! Cauby!, Beatles num Céu de Diamantes, Milton Nascimento – Nada Será Como Antes, Se Eu Fosse Você e recentemente no Forever Young. No Spotify, encontramos três álbuns solos dela, incluindo o mais recente “Comportamento Geral”. Destaque para ela cantando a música “Cálice”.

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Matheus Braga
Aos 12 anos de idade e oito de profissão, o ator mirim Matheus Braga, nascido na capital paulista, já tinha um excelente currículo como modelo, ator e cantor. No teatro, atuou nos musicais Miss Saigon, O Rei e Eu, Evita, Um Violinista no Telhado e O Rei Leão,  quando encarnou seu primeiro protagonista. Seu único álbum, “Eu Não Sou da Sua Rua” está disponível na plataforma.

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Nando Pradho
Nando já é veterano nos palcos brasileiros, desde a interpretação de Raoul em O Fantasma da Ópera até a sua mais nova e brilhante atuação como Javert na nova montagem de Les Misérables, passando por um incrível Henry Jekyll/Edward Hyde em O Médico e O Monstro. Concorrendo ao Prêmio Bibi Ferreira e ao Prêmio Reverência de Melhor Ator Coadjuvante/Melhor Ator, tem “Palheta de Sons” disponível para apreciarmos. Além de podermos ouvir sua voz na trilha sonora de A Bela e A Fera, de 2017, onde deu voz ao personagem Gaston.

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Paulo Szot
Você pode conhecer o Paulo Szot como o Prof. Higgins da nova versão de My Fair Lady ou concorrente ao Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator ou, ainda, como o único brasileiro a ganhar um Tony Awards de Melhor Ator. Szot tinha, originalmente, a intenção de seguir a carreira de bailarino, porém, após uma contusão no joelho, aos 21 anos de idade, passou a se dedicar exclusivamente ao canto. começou a cantar profissionalmente em 1990 com o Conjunto Nacional de Canto e Dança “Śląsk”. Posteriormente, fez sua estreia operística como cantor profissional numa produção do Barbeiro de Sevilha, no Teatro Municipal de São Paulo, em 1997. Sua voz foi eternizada no álbum do revival de South Pacific, papel que lhe rendeu o Tony.

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Tiago Abravanel
Se você tem aquela imagem de que ele é o cara que chama o Silvio Santos de vô, deixa pra lá um pouco. Tiago tem conquistado o público brasileiro com seu jeito adorável e seu talento inegável. Ganhou fama e reconhecimento interpretando o querido Tim Maia, no musical homônimo, mas já tinha feito musicais como Miss Saigon e Hairspray. Fez papeis em novelas globais e acabou voltando ao palco quando foi convidado para interpretar Snoopy no revival de Meu Amigo, Charlie Brown em 2016. No Spotify encontramos vários de seus singles para novelas e recomendamos “Eclético”, lembrando que vale muito a pena ver o clipe cheio de referências pop.

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Wladimir Pinheiro
Wladimir Pinheiro que teve um grande destaque na primeira temporada de Milton Nascimento – Nada Será Como Antes é também responsável pela composição do Os Dez Mandamentos – O Musical. Como ator, também integrou os elencos de SamBra, A Canção Brasileira, Hans, o Faz Tudo, Fedegunda e Orfeu. No Spotify encontra-se composições feitas para a novela “O Rico e o Lázaro” e também uma participação no álbum Tenária de Lúcia Helena.

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Mas não acaba por aqui não! Ainda há gravações de musicais brasileiros no Spotify. Aqui continua nossa lista:

 

Gonzagão – A Lenda
Dirigido pelo aclamado João Falcão, Gonzagão – A Lenda é considerado um dos melhores musicais brasileiros e já rodou todo o país. O espetáculo tem cerca de 40 canções, entre elas: “Cintura Fina”, “O Xote das Meninas”, “Qui nem Jiló”, “Baião”, “Pau-de-Arara” e sua mais célebre criação, “Asa Branca”.

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Auê
Gravação desse incrível musical da companhia Barca dos Corações Partidos que nasceu durante a montagem do Gonzagão – A LendaO repertório faz jus ao nome da companhia e traz uma leva de canções cujo tema principal é o amor e todas as suas dores e delícias.  As músicas foram compostas pelos atores da Barca (Adren Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Renato Luciano, Ricca Barros) e alguns colaboradores, como o cantor e compositor Moyseis Marques, que protagonizou a ‘Ópera do Malandro’ com eles, e Laila Garin, atriz de ‘Gonzagão – A Lenda’.

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Vingança
Outro sucesso de público e crítica, o musical Vingança, que contém musicas de Lupicínio Rodrigues, é uma criação de Anna Toledo que também é a protagonista no musical. Além dela, o espetáculo tem nomes bem conhecidos no teatro musical como Andrea Marquee, Ana Carolina Machado, Luciano Andrey, Jonathas Joba, Sérgio Ruffino, Leandro Luna e Amanda Acosta.

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Milton Nascimento – Nada Será Como Antes
Assim como Beatles num Céu de Diamantes, outro sucesso da dupla Möeller & Botelho, Milton Nascimento – Nada Será Como Antes não tem perfil biográfico e utiliza-se das músicas de Milton Nascimento para retratar a passagem do tempo e das estações do ano. No elenco original que compõe a gravação do CD, temos artistas de grande destaque nos palcos dos musicais como Claudio Lins, Cassia Raquel, Marya Bravo e Estrela Blanco.

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Todos Os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos
Seguindo a linha de Beatles Num Céu de Diamantes e Milton Nascimento – Nada Será Como Antes, o espetáculo Todos Os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos é uma grande homenagem a Chico Buarque e seus musicais como: Roda Viva (1967), Ópera do Malandro (1978), Calabar (1973), O Corsário do Rei (1985), Gota d’Água (1975); o ballet Grande Circo Místico (1982). O musical não tem texto, mas retrata uma trupe de teatro que encena peças em praças públicas. O espetáculo está recheado de sucessos da MPB que sempre levaram a platéia a cantar junto.

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A Noviça Rebelde
O grande clássico de Rodgers & Hammerstein foi montado pela primeira vez no Brasil em 2008 pela dupla Moeller & Botelho e devido ao sucesso de público e da própria obra, o musical foi gravado em CD. O espetáculo era protagonisado por Kiara Sasso e Herson Capri no Rio de Janeiro, que depois foi substituído por Saulo Vasconcellos em São Paulo.

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Be Careful, It’s my Heart – As Canções de Irving Berlin
Os atores Darwin del Fabro e Laura Lobo, acompanhados pelo pianista Thalyson Rodrigues, fazem um passeio pela obra do compositor americano em um espetáculo singelo, interpretado sem falas, apenas através de canções. A direção musical e arranjos era de Betto Serrador e Thalyson Rodrigues.

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Ópera do Malandro
Um dos grandes classicos brasileiros e a obra mais conhecida do Chico Buarque, o musical Ópera do Malandro foi adaptado como filme em 1985 e foi remontado com muito sucesso pela dupla Moeller & Botelho em 2003.

Clique aqui para acessar o álbum do filme
Clique aqui para acessar o álbum de 2003.

 

Conhece algum outro artista de musical aqui do Brasil que não entrou para nossa lista? Comente no post!

Episódios para Estudantes de Teatro Musical

Nós do Musical Cast sempre nos orgulhamos do nosso material original, que é voltado principalmente ao teatro musical. Tentamos promover a discussão de vários temas do mundo dos musicais e trazer informações para o público geral, que está começando a se interessar por musicais, e até mesmo aqueles que já trabalham na área. E foi assim que nasceu nosso podcast, o Musical Cast!
Mas o que seria um podcast? Podcast é um conteúdo digital de áudio disponibilizado por um servidor e que pode ser assinado através de aplicativos próprios ou acessados diretamente do computador. Podcast geralmente tem um conteúdo parecido com de uma rádio só que é on-demand, podendo ser consumido gratuitamente a qualquer momento que desejar.

Nesse artigo trazemos uma seleção de episódios do Musical Cast voltados a estudantes de teatro musical e também para aqueles que gostariam de se aprofundar no tema. Clique no episódio para escutar:

#6 – Musical para Leigos

ep6
#19 – Sondheim para Leigos

ep19

#28 – Sondheim para Intermediários – Ato I

ep28

#29 – Sondheim para Intermediários – Ato II

ep29

#31 – Os Musicais Que Mudaram a Broadway – Ato I

ep31

#32 – Os Musicais Que Mudaram a Broadway – Ato II

ep32

#34 – Os Musicais que Mudaram a Broadway, Ato III – Lin-Manuel Miranda

ep34

#37 – Musical é Arte?

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A Brasília amarela vai estacionar pela última vez – O Musical Mamonas

Por Letícia Saggese

            Uma geração de brasileiros foi marcada pelo sucesso do grupo Mamonas Assassinas, e a história dos meninos de Guarulhos é conhecida por todos. Porém, com o fim trágico do grupo, parecia que a alegria que eles traziam nunca mais seria sentida da mesma maneira. Até o dia em que foi anunciado que um musical sobre a trajetória da banda ganharia vida e estrearia no início de 2016. Assim nascia “O Musical Mamonas”, que encerra sua temporada nesse domingo, 23/07, justamente na cidade em que a banda nasceu.

            Ao longo de mais de um ano e meio de temporada, o musical fez duas turnês pelo Brasil, percorrendo diversas cidades e espalhando alegria para os fãs do grupo, que puderam sentir a emoção inesquecível de ver os Mamonas Assassinas novamente no palco.         

 

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            Os cinco atores que representaram os membros da banda fizeram um trabalho incrível, ficando tão parecidos com os meninos de Guarulhos no palco que a plateia chegava a ter dificuldades para diferenciar que não se tratavam das mesmas pessoas. Mas ainda mais importante que aparência e trejeitos quase idênticos, é a conexão que eles criaram uns com os outros e que ficava clara no palco, fazendo o público esquecer, por alguns momentos, que eram atores e não o grupo original.

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            Por mais que a história da banda seja trágica, nem por um momento a história passa o ar de tristeza. O texto é todo marcado com piadas nos momentos certos, não fica forçado e abre espaço para improvisos, arrancando gargalhadas do público e aplausos em cena aberta.

            Outro fator importante na montagem é a trilha sonora, em grande parte formada, obviamente, pelas músicas do único CD lançado pelos Mamonas. Mas a trilha também conta com muito rock dos anos 80, em especial músicas que marcaram a juventude da banda, desde Legião Urbana e Titãs até Pink Floyd. As canções foram bem encaixadas, ajudando a contar a história e as cenas, e eram executadas de forma que o público não achasse exagerado ou chato nem se perdesse na história.

            Ao final de cada uma das sessões, o sentimento que ficava era de ter voltado aos anos 90. A sensação de que o “tempo bom” havia voltado era indescritível. E nós, o público, agradecemos a todos os envolvidos no musical por terem trazido isso de volta. Realmente, “O Musical Mamonas” fez história no teatro musical brasileiro e vai deixar saudades.

 

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O Príncipe DesEncantado – Um Conto de Fadas Necessário

Na sociedade atual, qualquer forma de arte que trate de temas relacionados à homoafetividade é muito bem-vinda, já que a conscientização e esclarecimento são importantes e quanto maior o público atingido, melhor. E foi uma ótima surpresa ver um espetáculo que consegue levar aos palcos essa discussão visando um público muitas vezes esquecido em tópicos como esse, crianças e adolescentes. Rodrigo Alfer realizou uma proposta arriscada e merece colher os frutos de sua coragem ao passar por cima de muitos tabus e colaborar com o trabalho que tantos educadores do Brasil lutam diariamente para aplicar.
O projeto é de ótima qualidade, notada desde a parte musical até o grande comprometimento dos atores, com destaque para Maite Schneider, que ajudar a tornar a experiência ainda mais rica e idílica.

 

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Saiba um pouco mais sobre O Príncipe DesEncantado:

Espetáculo infanto-juvenil com história de amor homoafetiva

Contar a crianças e adolescentes, por meio do teatro musical, uma história de amor com temática homoafetiva. Com essa missão em mãos e a palavra ‘tolerância’ como guia, o diretor, ator e roteirista Rodrigo Alfer tira do papel o projeto de ‘O Príncipe DesEncantado – O Musical’. Contando com a parceria de profissionais gabaritados, como o maestro Ettore Rugiero e a compositora Maíra Pagliuso.
“Embora a temática ainda seja um tabu, acreditamos que podemos contribuir para desmistificar o tema, e para que num futuro próximo esta seja apenas mais uma história que fala de amor, como tantas outras”, diz Alfer na apresentação do projeto. A concepção da montagem – feita de mãos dadas com atores-criadores – busca questionar modelos de príncipes e princesas e refletir sobre estereótipos que não condizem mais com a realidade, além jogar luz sobre a questão da identidade de gênero.
A história de ‘O Príncipe DesEncantado – O Musical’ foi livremente inspirada no romance holândes ‘Koning en Koning’ (Rei & Rei), de Linda De Haan e Stern Nijland, e em declarações da escritora de livros infantis e educadora Márcia Leite. Juntando essas referências com experiências de sua própria vida, Rodrigo Alfer escreveu a história do rapaz que – mesmo em um reino encantado – viu-se envolvido em uma história de amor possível hoje, na vida real.
Na trama, o príncipe Vick – ainda desorientado com a morte precoce de seu pai – vive na corte sem se preocupar com as questões do reino, até que se vê obrigado pela mãe a escolher uma noiva vinda da Escola de Princesas. Pressionado, ele tenta arejar a cabeça em um karaokê, onde se apaixona por um rapaz. Teco, o felizardo, no entanto, é irmão de uma das pretendentes de Vick, entortando ainda mais o caminho para a felicidade do príncipe.
A montagem tem direção geral e texto original de Rodrigo Alfer, músicas inéditas de Maíra Pagliuso, direção musical e vocal de Ettore Ruggiero e preparação de ator de Jonathan Faria.
Figurino são assinados por Luma Yoshioka, enquanto o desenho de luz é de Rafael Araújo. Coreografias de Alex Martins. A produção e a administração são de Marco Alexandre.
O elenco de sete atores/cantores é composto por Maite Schneider, Cícero de Andrade, Davi Novaes, Marcella Piccin, Manu Litiiéry, Silvano Vieira e Vanessa Rodrigues.
Músicos Clara Dum: Flauta Transversal / Diego Albuquerque: Piano / Diana Bueno: Bateria.

Estreia: 03 junho – Todos os sábados e domingos às 16:00hs
1ª. Temporada até 23 de julho de 2017
Teatro VIGA : Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros – Ao lado do Metrô Sumaré
Ingressos: R$ 25,00 meia R$ 50,00 inteira
Link ingresso: http://bit.ly/ingressosprincipe

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11 razões para correr assistir a “Lembro Todo Dia de Você”, o melhor musical original dos últimos tempos

1. O musical é original e inédito e é uma produção do Núcleo Experimental, o mesmo grupo responsável pelo sucesso que foi o musical Urinal.

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2. As composições de Rafa Miranda têm fortes influências de Stephen Sondheim e conseguem transmitir emoções sem nunca deixar os espectadores escaparem da história (já queremos um CD o quanto antes!) e as músicas cativam os mais jovens pela sonoridade mais pop/rock.

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3. O texto e as letras são de Fernanda Maia, que conseguiu abordar o HIV e a homossexualidade de forma delicada e profunda, tornando muito difícil para a plateia não se deixar tocar e sentir empatia e/ou identificação com os personagens.

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4. O espetáculo traz algumas referências a jogos digitais da cultura pop. A cena com referência ao jogo Tetris é uma das mais especiais do musical.

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5. O diretor Zé Henrique de Paula, que fez um excelente trabalho de direção no musical Urinal, também dirigiu o Lembro Todo Dia de Você. Além de ser responsável pela direção e pelo figurino, ele também atua no espetáculo.

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6. O elenco. Que elenco! Gostaríamos muito de poder falar com detalhes sobre o trabalho de cada um, mas o texto é tão incrível que ficaria impossível fazer isso sem deixar escapar alguns spoilers. Davi Tápias se entrega totalmente ao protagonista, com uma atuação que alterna entre a leveza e a profundidade do personagem, trazendo uma doçura verossímil que cativa e gera identificação. O elenco também é formado por outros grandes nomes como Anna Toledo, Bruna Guerin, Zé Henrique de Paula, Gabriel Malo, Fabio Augusto Barreto e Fabio Redkowicz.

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7. Cada ator tem um solo, e cada número é melhor que o outro. Porém, um dos maiores destaques é o solo da personagem da mãe, vivida por Anna Toledo, chamado “Não chore” (o que não dá pra obedecer).

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8. Lágrimas, muitas lágrimas.

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9. O musical está em cartaz no teatro do CCBB de São Paulo, um teatro pequeno e intimista que deixa a plateia bem mais próxima da trama e tem ingressos a preços muito acessíveis. (Atualização: Agora na nova temporada está no Teatro do Núcleo Experimental)

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10. Apesar de não ter intervalo, o musical possui dois atos bem distintos. Suas estruturas remetem muito aos musicais de Sondheim, com o segundo ato desprendido do primeiro, se aprofundando na análise dos personagens e nas soluções para os conflitos abordados pelo primeiro ato.

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11. Sair do teatro se perguntando: “O que acabei de presenciar?” e levar o musical pra vida. 


Foi assistir e não se emocionou? Assistiu errado, assiste de novo!

SERVIÇO (atualizado no dia 06/07/2017):

Teatro do Núcleo Experimental
Rua Barra Funda, 637
De 08 de julho a 28 de agosto
Sábados e segundas às 21h
Domingos às 19h
R$ 60 | www.compreingressos.com.br
Classificação: 16 anos
Capacidade: 65 lugares
Duração: 120 minutos

Fotos: Giovana Cirne

Previsões para o Tony 2017

Está chegando a hora!

No dia 02 de maio saberemos quem são os indicados para mais um Prêmio Tony, aquela noite mágica onde todos os nossos artistas preferidos se reúnem no mesmo palco para nos presentear com incríveis números musicais, brincadeiras e mais combustível para alimentar a guerra entre os fandoms da Idina e da Stephanie.

Foi um grande ano para musicais, o teatro, como um movimento artístico, fez jus a época atual e nos encantou com histórias intimistas tratando de assuntos pertinentes e específicos para tempos tão conturbados como os que vivemos…..e também por algum motivo no meio disso tudo alguém achou que Cats merecia um revival.

Mas independente de algumas decepções, em 11 de junho todos terão a chance de serem reconhecidos e premiados, mesmo que para garantir isso Lin-Manuel Miranda teve que receber um convite com o endereço errado, assim as pessoas podem ter a chance de ganhar algo. 

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Agora sem mais delongas, baseado em puro achismo análises críticas, quero colocar as previsões do que eu acredito serão os indicados para a premiação desse ano. Em negrito eu destaco quem eu presumo que vencerá a categoria e sublinhado quem eu acho que mereceria vencer se o mundo fosse justo e não uma constante série de The Will Rogers Follies ganhando no lugar de Miss Saigon.

Melhor Musical
Dear Evan Hansen
Come From Away
Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812
Groundhog Day
Anastasia

Melhor Revival de Musical
Falsettos
Hello, Dolly!
Miss Saigon
Sunset Boulevard

Melhor Ator Principal em Musical
Ben Platt (Dear Evan Hansen)
Andy Karl (Groundhog Day)
David Hyde Pierce (Hello, Dolly!)
Jon Jon Briones (Miss Saigon)
Josh Groban (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)

Melhor Atriz Principal em Musical
Bette Midler (Hello, Dolly!)
Eva Noblezada (Miss Saigon)
Denée Benton (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Christine Ebersole (War Paint)
Patti LuPone (War Paint)

Melhor Ator Coadjuvante em Musical
Joel Hatch (Come From Away)
Rodney Hicks (Come From Away)
Lucas Steele (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Andrew Rannells (Whizzer, Falsettos)
Gavin Creel (Cornelius Hackl, Hello, Dolly!)

Melhor Atriz Coadjuvante em Musical
Jenn Colella (Come From Away)
Rachel Bay Jones (Dear Evan Hansen)
Brittain Ashford (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Amber Gray (Natasha, Pierre)
Stephanie J Block (Falsettos)

Melhor Direção de um Musical
Rachel Chavkin (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Michael Greif (Dear Evan Hansen)
James Lapine (Falsettos)
Jerry Zaks (Hello, Dolly!)
Christopher Ashley (Come From Away)

Melhor Coreografia
Peggy Hickey (Anastasia)
Andy Blankenbuehler (Bandstand)
Warren Carlyle (Hello, Dolly!)
Denis Jones (Holiday Inn)
Sam Pinkleton (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)

Melhor Libreto
Irene Sankoff & David Hein (Come From Away)
Steven Levenson (Dear Evan Hansen)
Danny Rubin (Groundhog Day)
Dave Malloy (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)

Melhor Trilha
Come From Away (Irene Sankoff & David Hein)
Dear Evan Hansen (Benj Pasek & Justin Paul)
Groundhog Day (Tim Minchin)
Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812 (Dave Malloy)

Melhor Cenário em Musical
Mimi Lien (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Totie Driver e Matt Kinley (Miss Saigon)
Rob Howell (Groundhog Day)
David Zinn (Amélie)
Alexander Dodge (Anastasia)

Melhor Figurino em Musical
Santo Loquasto (Hello, Dolly!)
Paloma Young (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Linda Cho (Anastasia)
Catherine Zuber (War Paint)
Tracy Christensen (Sunset Boulevard)

Melhor Iluminação em Musical
Japhy Weideman (Dear Evan Hansen)
Bradley King (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Howell Binkley (Come From Away)
Mark Henderson (Sunset Boulevard)

Nesse momento eu imagino que o Rafael Nogueira esteja mais ou menos assim:
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E algo que precisa ser esclarecido antes que alguém reclame: NÃO! A Glenn Close não pode concorrer ao Tony pois ela já ganho o prêmio pelo mesmo personagem em 1995.

Agora é aguardar para ver o que acertei, o que errei e como será a performance de Kevin Spacey como o apresentador desse ano.

NEW YORK, NY - JUNE 08: Actor Hugh Jackman (C) and the cast of "After Midnight" perform onstage during the 68th Annual Tony Awards at Radio City Music Hall on June 8, 2014 in New York City. (Photo by Theo Wargo/Getty Images for Tony Awards Productions) ** OUTS - ELSENT, FPG - OUTS * NM, PH, VA if sourced by CT, LA or MoD **

Aproveitando, fica aí uma piadinha que tem tudo a ver com o Tony:

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Qual o nome do musical?

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DEER Evan Hasen!

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