Quem aí estava com saudades do Entreato? Nosso modelo de podcast rápido comentando sobre as novidades mais fresquinhas da semana finalmente está de volta! No Entreato #4, gravado em 27/11/2018, o Rafael e a Alene conversam sobre as últimas notícias dos musicais “A Casa das 7 Mulheres” e “Carousel”, o anúncio de musicais baseados em Chaves e na vida do Silvio Santos, as últimas novidades postadas nas nossas redes, como a estreia de “Lugar de Escuta”, do Coletivo M.O.T.I.M., e muito mais. Ouça ainda essa semana para não ficar por fora do que está rolando no mundo dos musicais!
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Muitos de nós descobrimos a paixão pelos musicais quando ainda eram crianças. Você consegue se lembrar de como foi esse primeiro momento de encantamento por esse mundo novo? Convidamos um dos nossos seguidores mais jovens e atuantes nas nossas redes, Felipe Azanha, para contar um pouco mais sobre sua relação com os musicais. O Felipe tem 10 anos, quer ser jornalista quando crescer e você pode encontrá-lo no Instagram, em @felipeazanha.
A importância dos musicais para mim
Por Felipe Azanha
Quando eu era um bebê adorava assistir desenhos, filmes, programas infantis etc. com música. Fui crescendo, crescendo e crescendo até chegar em 2014. Neste ano, conheci minha melhor amiga, Isabela. Em 2017, fui brincar em sua casa, e ela me contou que estava fazendo Teatro Musical na Catavento Academia de Artes, e que iria fazer o espetáculo Tinker Bell.
Saindo de lá, falei para minha mãe que gostaria de conhecer a Catavento. Em alguns dias, eu fui visitá-la. Fiquei encantado com tudo, e foi assim que começou minha história com musicais.
Bom, vou contar aqui alguns musicais que me ensinaram. Começando com O Rei Leão, porque fiz uma cena dele no Disney in Concert (Apresentação de final de ano), com a música Ciclo sem Fim. Aquele musical me fez rir e chorar nos ensaios. Em 2018, foram divulgados os musicais daquele ano. Giselle para o Ballet, Wicked para os adolecentes e adultos e Shrek o Musical Jr. para as crianças. Começamos a ensaiar em março, e em abril aconteceram as audições e fui escolhido para fazer o Lord Farquaad. Este musical me mostrou que nunca devemos desistir dos sonhos, independente de qual sonho, apenas devemos acreditar. O musical Wicked me mostrou que ninguém é melhor que ninguém, que às vezes piadas podem machucar os outros. O musical A Pequena Sereia me mostrou a mesma coisa que Shrek, adicionando que não podemos ter medo de mudar, nunca. O musical Mágico de Øz me ensinou que não importa qual seja seu sonho, você tem que correr atrás dele.
No geral, peças de teatro musical para mim são uma maravilha. Elas ensinam todas as idades cantando, dançando e atuando.
Queria agradecer Lucas Rissi, Lucas Frigeri, Lara Frigeri, Luiza Borges, Mateus Riquette e Gustavo Pella por sempre acreditarem em mim.
A dor e a delícia de ser mulher Musical Lugar de Escuta debate o feminismo
A mulher, o feminismo e a busca por lugares de fala, mas também de canto, de expressões e de reflexão sobre os desafios do nosso tempo. Um mergulho por esses temas é o que propõe o espetáculo Lugar de Escuta, que estreou no dia 21 de novembro no Teatro do Núcleo Experimental, na Barra Funda (SP). Produção do Coletivo M.O.T.I.M (Mulheres Organizadas por um Teatro em Infinito Movimento) e da Arina Entretenimento, o musical tem em seu elenco somente mulheres, no total de oito atrizes, dirigidas por Fabiana Tolentino.
– O embrião da peça foi plantado em março desse ano, surgiu primeiro da minha necessidade de fazer algo com a minha insatisfação com o mercado de musicais no Brasil, que reforça a cultura dos perfis e estereótipos, das caixas, se você fez coro, você é para sempre coro. Poucos conseguem furar isso. Eu tinha acabado de sair do “2 Filhos de Francisco”, que foi uma experiência excelente artisticamente. Eu queria mais. Decidi morar em São Paulo e comecei a estruturar o que seria o M.O.T.I.M, esse grupo de estudo. Em um segundo momento chamei umas amigas-artistas que tinham pensamentos criativos parecidos e dia 4 de julho foi nossa primeira reunião. De lá para cá, estudamos de um tudo sobre feminismo e o papel da mulher na arte, coletamos e estudamos referências, livros. O grupo foi aumentando e veio a vontade de fazer algo mais material com esses assuntos. Sonhei com a estrutura dessa peça, inspirada por um parque da artista francesa Niki de Saint-Phalle e resolvemos nos arriscar – diz Fabiana Tolentino sobre o nascimento do M.O.T.I.M e sobre a criação de Lugar de Escuta.
Lugar de Escuta é um espetáculo que se adapta a cada apresentação. As cenas, com diversos lugares de fala, buscam trazer um panorama sobre as infinitas questões e percalços que ser mulher e feminista nos dias de hoje representa sem deixar de falar das delícias, por isso é também uma celebração. No total, são 22 cenas inspiradas pelos 22 arcanos maiores do tarô, porém somente oito delas serão apresentadas por sessão. Essas cenas serão selecionadas por um jogo de tarô com a seguinte pergunta: “Que peça de teatro a plateia de agora precisa assistir?” Sendo assim, a ausência de assuntos, de certa forma, também fala sobre eles.
O feminismo ainda é algo bem recente, e essa palavra ainda é bastante vilipendiada. Muitas pessoas ainda acham, erroneamente, que feminismo seria o oposto de machismo, ou seria a superioridade das mulheres aos homens. O que o feminismo quer não é igualdade, é equidade, é poder adaptar as oportunidades, deixando-as justas pra todos – ressalta a diretora sobre o tema de Lugar de Escuta.
Além da peça, haverá ainda espaço para exposição de obras de quatro artistas especialmente criadas para o espetáculo. Todas tem o trabalho ligado estritamente com o feminismo, transversalizando a comunicação, transmitindo sensações também de forma não verbal, incluindo e popularizando o acesso de jovens às artes plásticas e visuais.
São dois painéis de 4 metros de altura, idealizados por Beatriz Ghidalevich, Jessica Factor, Natalia Cares e Amanda Falcão, esta última também terá outros trabalhos expostos pelo teatro.
Lugar de Escuta fica em cartaz às quartas e quintas, às 21h, no Teatro do Núcleo Experimental e faz temporada até 13 de dezembro.
Lugar de Escuta
Teatro do Núcleo Experimental
Rua Barra Funda, 637 – São Paulo – SP
Temporada de 21 de novembro a 13 de dezembro
Dias: Quartas e Quintas às 21h
Ingressos: R$ 60 inteira / R$ 30 meia
Duração: Varia entre 1h e 1h20 dependendo das cenas sorteadas.
Classificação: livre
Gênero: livre
Lotação do teatro: 60 lugares
Telefone: (11) 3259-0898
Ficha Técnica
Idealização e Direção: Fabiana Tolentino
Texto: Coletivo M.o.t.i.m
Direção Musical: Ana Paula Villar
Músicas originais: Déborah Cecília, Giovanna Moreira e Ana Paula Villar
Elenco: Ágata Matos, Ana Paula Villar, Gabi Medvdovski, Giovanna Moreira, Letícia Soares, Luisa Sabino, Luiza Borges Campos e Natalia Glanz
Artistas Visuais/Exposição: Amanda Falcão, Beatriz Ghidalevich, Jessica Factor e Natalia Cares
Músicas originais: Déborah Cecília
Canções adicionais: Giovanna Moreira e Ana Paula Villar
Figurino: Paula Martins
Cenário e Luz: Mariane Simão
Identidade Visual do Coletivo: Bia Riedel
Design de arte “Lugar de escuta”: Kau Swaelen
Produção executiva: Thaisa Areia
Produção geral: Kau Swaelen e Fabiana Tolentino
Assessoria de Imprensa: MercadoCom
Realização: Arina Entretenimento e Coletivo M.o.t.i.m
No Especial #12 do Musical Cast, Rafael e Julio Cezar passaram o dia todo no “O Dia dos Musicais” que aconteceu no último dia 30 de outubro de 2018 no Clube Hebraica em São Paulo. Nesse evento especial com muitos cursos, workshops e apresentações, a nossa equipe aproveitou para se divertir um pouco com o elenco do “Cargas D’Água“, “Na Pele“, “Os Últimos Cinco Anos” e terminar o dia com um bate-papo descontraído com Myra Ruiz e Diego Montez. Descubra através desse episódio como foi esse dia especial!
As músicas utilizadas de trilha sonora foram captadas pelo Cena Musical.
Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.
Mais uma edição do nosso boteco e dessa vez quem dividiu a mesa do bar com o Rafael e o Glauver foi nosso ilustre convidado Vitor Rocha.
Atualmente, Vitor está em cartaz com o musical “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso“, pelo qual recebeu duas indicações ao Prêmio Bibi Ferreira 2018, como compositor pela música original e como revelação, pelo roteiro e músicas do espetáculo Cargas D’Água.
Nesse Boteco #2 regado a guaraná, cerveja e uísque, falamos da trajetória do Vitor como dramaturgo e diretor teatral, do processo criativo de “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso” e sobre seus musicais favoritos.
ATENÇÃO: Cargas D’Água – Um Musical de Bolso fica em cartaz somente mais um final de semana (29 e 30 de Setembro de 2018), no Teatro do Núcleo Experimental na Barra Funda, em São Paulo. As duas últimas oportunidades para conferir esse musical regional, original e encantador são nesse sábado, dia 29, às 21h e nesse domingo, dia 30, às 19h. Os ingressos custam R$ 60 e R$ 30.
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Pelo sexto ano consecutivo o Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical (CEFTEM) promove o Seminário Carioca de Teatro Musical. Porém, a sexta edição do evento será em novo local, na recém inaugurada sede do CEFTEM, na Glória (RJ) de 26 a 28 de setembro.
Nesse ano, além das palestras e mesas de debate, que acontecerão nos dias 26, 27 e 28 de setembro, no horário da noite (das 17h às 22h) com entrada a 1 quilo de alimento não perecível, haverá também cursos que serão ministrados nos mesmos dias no horário de 13h às 16h, valor sob consulta.
O evento contará com nomes como Aniela Jordan (sócia-diretora da Aventura Entretenimento), André Dias (Bilac vê estrelas), Laila Garin (O Beijo no Asfalto), Kacau Gomes (Les Miserables), Izabella Bicalho (Elizeth, a Divina), Reinaldo Yazaki (diretor do Instituto da Voz Artística em Otorrinolaringologia) e Vinicius Munhoz (produtor de Annie e Billy Elliot).
“Queremos fomentar e discutir o teatro musical em seus vários âmbitos. Colaborando assim para que o gênero se desenvolva com mais solidez e consciência por parte de todos os profissionais e estudantes envolvidos” – diz Reiner Tenente, idealizador do evento e fundador do CEFTEM.
A organização do seminário pede que os interessados se inscrevam previamente pelo e-mail producao@ceftem.com. Para tirar dúvidas, o contato é o mesmo. A entrada para as palestras é sujeita à lotação.
6º Seminário Carioca de Teatro Musical
Realização: CEFTEM – Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical
Dias: 26 a 28 de setembro
Horários: das 17h às 22h (palestras) – entrada 1 quilo de alimento não perecível
Das 13h às 16h (cursos) – preço sob consulta
Local: CEFTEM Rua Santo Amaro, 4, Glória – Rio de Janeiro – RJ
Mais informações: producao@ceftem.com
Há exatos 90 anos Carmen Miranda (1909-1955) cantava pela primeira vez na rádio carioca Roquete Pinto. Portuguesa radicada no Brasil, a cantora estava prestes a se tornar um dos maiores símbolos da cultura brasileira para todo o mundo. Em comemoração a essa data, Carmen, a Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro, estreia no dia 15 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP). O espetáculo fica em cartaz até 26 de janeiro de 2019, com apresentações aos sábados, às 11h.
O musical é inspirado no livro homônimo de Heloísa Seixas e Julia Romeu, que venceu o Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção em 2015. Quem dá vida à diva é a atriz Amanda Acosta, que divide o palco com Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto. Os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França também estão em cena.
Para contar essa história, o espetáculo adota a estrutura, a estética e as convenções do Teatro de Revista Brasileiro, no qual Carmen Miranda também se destacou. “Utilizamos a divisão em quadros, o reconhecimento imediato de tipos brasileiros e a musicalidade presente, colaborando diretamente com o texto falado, não como um apêndice musical, mas sim como dramaturgia cantada”, explica o diretor Kleber Montanheiro.
Esse tradicional gênero popular faz parte da identidade cultural brasileira, mas recentemente está em processo de desaparecimento da cena teatral por falta de conhecimento, preconceito artístico e valorização de formas americanizadas e/ou industrializadas de musicais.
A encenação tem a proposta de preservar a memória sobre a pequena notável, como a cantora era conhecida, e a época em que ela fez sucesso tanto no Brasil como nos Estados Unidos, entre os anos de 1930 e 1950. Por isso, os figurinos da protagonista são inspirados nos desenhos originais das roupas usadas por Carmen Miranda; já as vestes dos demais personagens são baseadas na moda dessas décadas.
“As interpretações dos atores obedecerão a prosódia de uma época, influenciada diretamente pelo modo de falar ‘aportuguesado’, o maneirismo de cantar proveniente do rádio, onde as emissões vocais traduzem um período e uma identidade específica”, revela Montanheiro.
A cenografia reproduz os principais ambientes propostos pelo livro. Esses espaços físicos são o porto do Rio de Janeiro, onde Carmen desembarca criança com seus pais; sua casa e as ruas da Cidade Maravilhosa; a loja de chapéus, onde Carmen trabalhou; o estúdio de rádio; os estúdios de Hollywood e as telas de cinema; e o céu, onde ela foi cantar em 5 de agosto de 1955. Cada cenário traz ao fundo uma palavra composta com as letras do nome da cantora em formatos grandes. Por exemplo, a palavra MAR aparece no porto, e MÃE, na casa dos pais da cantora.
O espetáculo só pôde ser realizado graças aos recursos da 6ª edição do Prêmio Zé Renato de Teatro.
Sobre Kleber Montanheiro – direção, cenários e figurinos
Produtor, ator, diretor, cenógrafo, figurinista e iluminador, Kleber Montanheiro trabalhou como assistente e criador de grandes mestres do teatro nacional: Gianni Ratto, Roberto Lage, Wagner Freire, Antônio Abujamra, Myriam Muniz, Naum Alves de Souza, entre outros.
Como diretor, ganhou os prêmios APCA 2008, por “Sonho de Uma Noite de Verão”; e FEMSA 2009, por “A Odisséia de Arlequino”. Como cenógrafo e figurinista, venceu os prêmios APCA e FEMSA 2012, por “A História do Incrível Peixe Orelha”. Como iluminador, recebeu o prêmio FEMSA 2013, pelo trabalho em “Crônicas de Cavaleiros e Dragões”, de Paulo Rogério Lopes.
As últimas peças dirigidas por ele foram “Alô Alô Theatro Musical Brazileiro” (2017), de sua autoria com Amanda Acosta; “Um Dez Cem Mil Inimigos do Povo” (2016), de Cassio Pires, a partir da obra de Henrik Ibsen; “Os Dois Cavalheiros de Verona” (2015), de William Shakespeare; “A Lenda do Cigano e O Gigante” (2015) e “Navio Fantasma – O Holandês Voador” (2015), ambos de Paulo Rogério Lopes; e “Sobre Cartas & Desejos Infinitos” (2015), de Ana Luiza Garcia.
Sobre Heloisa Seixas – autora do livro e adaptadora teatral
A carioca Heloisa Seixas trabalhou muitos anos na imprensa do Rio de Janeiro antes de se dedicar exclusivamente à literatura. É autora de mais de 20 livros, incluindo romances, contos, crônicas e obras infanto-juvenis, além de peças de teatro. Foi quatro vezes finalista do prêmio Jabuti, com os livros “Pente de Vênus”, “A porta”, “Pérolas absolutas” e “O oitavo selo”, este último também finalista do prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do prêmio Oceanos.
Seu livro mais recente é o romance “Agora e na hora”, lançado em abril pela Companhia das Letras. Além dos musicais “Era no tempo do rei” e “Bilac vê estrelas”, ambos em parceria com Julia Romeu, Heloisa fez para o teatro a peça “O lugar escuro”, uma adaptação de seu livro homônimo sobre a doença de Alzheimer. Este espetáculo rendeu para a atriz Camilla Amado o Prêmio Especial APTR de 2014.
Sobre Julia Romeu – autora do livro e adaptadora teatral
Em parceria com Heloisa Seixas, Julia Romeu escreveu os musicais “Era no tempo do rei” (2010), com músicas de Aldir Blanc e Carlos Lyra; e “Bilac vê estrelas” (2015), que venceu os prêmios Bibi Ferreira de Melhor Musical Brasileiro, Shell e APTR, com canções de Nei Lopes. As duas também são autoras do livro “Carmen: A grande pequena notável”, a biografia de Carmen Miranda para crianças, vencedora do Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção de 2015. Além disso, ela trabalha como tradutora literária há mais de dez anos e é mestre em Literaturas de Língua Inglesa pela UERJ.
SINOPSE
Espetáculo musical que conta a história da cantora Carmen Miranda, de sua chegada ao Brasil ainda criança, passando pelas rádios, suas primeiras gravações em disco, pelo cinema brasileiro e o Cassino da Urca, ao estrelato nos filmes de Hollywood. Inspirado no livro homônimo infanto-juvenil de Heloísa Seixas e Julia Romeu, o espetáculo conta e canta para toda a família os 46 anos de vida dessa pequena notável que levou a música e a cultura brasileira para os quatro cantos do mundo.
FICHA TÉCNICA
Autoras do livro e adaptação teatral: Julia Romeu e Heloísa Seixas
Direção, cenários e figurinos: Kleber Montanheiro
Desenho de luz: Marisa Bentivegna
Direção Musical: Ricardo Severo
Visagismo: Anderson Bueno
Elenco: Amanda Acosta (Carmen Miranda), Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto
Músicos: Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França.
Direção de produção: Maurício Inafre
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
SERVIÇO
Carmen – A Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro
Centro Cultural Banco do Brasil SP* – Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Temporada: 15 de setembro a 26 de janeiro de 2019, aos sábados, às 11h
Apresentações extras nos dias 12/10, 2/11, 15/11 e 25/1
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação: livre. Recomendado para crianças a partir de 5 anos
Duração: 70 minutos
Capacidade: 133 lugares Informações: (11) 3113-3651
*Acesso ao calçadão pelas estações Sé e São Bento do Metrô.
Estacionamento conveniado: Estapar Estacionamentos – Rua Santo Amaro, 272 – Centro, com custo de R$15 pelo período de 5 horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.
Translado gratuito: uma van faz o transporte gratuito entre o estacionamento e o CCBB, com parada na estação República do Metrô no trajeto de volta.
O Teatro dos Quatro, na Gávea (RJ), vai se transformar em um grande tabuleiro. Isso porque estreia no dia 18 de setembro “O Jogo da Vida”, primeira produção da Arina Entretenimento. O musical, inspirado no famoso jogo, traz seis atores que dão vida a personagens inéditos, em colaboração coletiva com a direção e a plateia, com texto e música autoral.
“Como o próprio título propõe, o musical fala sobre a vida e seus acontecimentos inesperados, o futuro sob controle do acaso. Livremente inspirado no clássico “Jogo da vida” e em outros jogos de tabuleiro, as cenas são definidas ora por integrantes da plateia, ora por um dado jogado em cena pelos próprios atores” – diz Tauã Delmiro, diretor, compositor e dramaturgista do espetáculo.
Essa interação junto ao público e os atores tem uma explicação, a premissa da Arina Entretenimento é que o telespectador faça parte do espetáculo de forma mais participativa.
“Queremos trazer projetos inovadores, arte e conteúdo, com produtos autorais e de qualidade para o mercado carioca” diz Kau Swaelen, uma das idealizadoras e fundadora da ARINA.
Além da direção e das composições das canções, de Tauã, conhecido por seu trabalho em “O Edredom” e no premiado “Nome do espetáculo”, a peça tem direção musical de Rafael Sant’anna (“Sweeney Todd”, “Matilda” e “60 doc. Musical”) e orientação artística de João Fonseca (“Tim Maia”, “Minha mãe é uma peça” e “Bilac vê estrelas”).
“O espetáculo se propõe a fazer uma busca por uma reflexão de como a sociedade entende e percebe a felicidade e o sucesso, e a relação destes com dinheiro, casamento, filhos, etc” – completa Karina Swaelen, uma das atrizes e produtora do musical.
“O Jogo da Vida” fica em cartaz de 18 de setembro até 31 de outubro no Teatro dos Quatro com sessões nas terças e quartas às 20h.
SERVIÇO: Teatro dos 4 – Shopping da Gávea
Ingresso: R$ 60,00 Inteira e R$ 30,00 Meia
Temporada: 18/09 a 31/10
Terças e Quartas
Horário: 20 h
Tempo: 70 minutos
Classificação: 12 anos
Ficha Técnica: Diretor, compositor e dramaturgista: Tauã Delmiro
Direção Musical: Rafael Sant’anna
Orientação Artística: João Fonseca
Elenco: Hamilton Dias, Kau Swaelen, Saulo Segreto, Tecca Ferreira, Thainá Gallo, Luiz Filipe Carvalho
Texto colaborativo: Hamilton Dias, Kau Swaelen, Marina Mota, Saulo Segreto, Tecca Ferreira, Thainá Gallo, Luiz Filipe Carvalho
Produtoras: Kau Swaelen e Gabriela Tavares
Cenário: Mariane Simão
Figurino: Renan Mattos
Design de som: 220 Decibeis
Design de Arte: Kau Swaelen e Saulo Segreto
Fotos: Julia Assis Fotografia
Assessoria de imprensa: MercadoCom/Ribamar Filho
Realização: ARINA Entretenimento
No episódio #48, depois de muito tempo sem nenhum jogo, voltamos a fazer pela terceira vez o “Jogo da Roleta”, em que escolhemos um musical de uma lista predefinida e deixamos uma moeda definir se teremos que falar sobre os pontos positivos ou negativos do musical. Nesse Jogo da Roleta #3, Rafael Nogueira, Andressa Medeiros, Alene Botarelli e Gustavo Mazzei falaram de alguns musicais como Dear Evan Hansen, Mean Girls, The Last 5 Years e Natasha, Pierre and the Great Comet of 1812. Venha brincar com a gente e saber nossas opiniões!
Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.
O espetáculo autoral “Cargas D’água – Um Musical de Bolso” fará nova temporada em setembro, no Teatro do Núcleo Experimental, em São Paulo.
Após temporada de sucesso no Espaço Cia da Revista e Teatro do Núcleo Experimental, no primeiro semestre de 2018, o musical com duas indicações ao Prêmio Bibi Ferreira, por Revelação de Vitor Rocha por Texto e Música do espetáculo, e Melhor Música Original de Ana Paula Villar e Vitor Rocha, volta em cartaz para mais uma temporada, em setembro, novamente no Teatro do Núcleo Experimental.
Cargas D’água – Um Musical de Bolso é um musical autoral, escrito por Vitor Rocha, mesmo autor de Casusbelli. O musical conta uma história que começa bem no meio do Brasil, só que um pouquinho para cá: no sertão mineiro. Onde um menino perde a sua venerada mãe e acaba por esquecer o seu próprio nome, pois seu padrasto, agora o único membro da família, só o chama por “moleque”. Mas tudo muda quando ele faz um amigo nada comum, um peixe, e começa a ver toda a sua história com outros olhos. Agora ele tem uma missão: levar seu amigo para ver o mar. Uma missão que seria muito fácil se ele não tivesse inventado de contornar o país inteiro por dentro antes de sair no litoral. Em sua jornada, o moleque acaba encontrando distintos personagens que o ajudam ou atrapalham, e de alguma forma, o obrigam a enfrentar os maiores medos dos homens. Entre os personagens estão Charles e Pepita, dois artistas peculiares que ajudam Moleque a dar sentido para sua jornada e consequentemente, para sua vida e também para a deles.
O musical que é curtinho, com apenas 90 minutos de duração, volta em cartaz com novo elenco, tendo agora Gustavo Mazzei como Moleque, Ana Paula Villar como Pepita e Vitor Rocha como Charles, além de Victória Ariante como swing feminino e assistente de direção.
O musical fica em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental, a partir do dia 01 de setembro, todos os sábados às 21h e aos domingos às 19h. Os ingressos custarão R$60,00 inteira e R$30,00 meia e poderão ser adquiridos no local, 1h antes do evento.
Ficha Técnica:
Idealização, Texto e Letras: Vitor Rocha
Músicas: Ana Paula Villar e Vitor Rocha
Direção: Vitor Rocha
Assistência de Direção: Victória Ariante
Direção Musical e Arranjos: Hector de Paula
Produção Musical: Paulo Altafim
Elenco: Ana Paula Villar, Gustavo Mazzei, Victória Ariante e Vitor Rocha
Músicos: Beatriz Schmidt, Cauê Brisolla, Fernando Bastos, Gabriel Fabbri, Hector de Paula, Ivo Vatanabe
Produção: Tamires Cândido
Assistentes de produção: Gustavo Fló e Rhaissa Bertalia
Fotografias: Victor Miranda
Operadora de Som: Giovanna Federzoni
Operador de Luz: Ivo Vatanabe
Assessoria de Imprensa: May Calixto | Unicórnio Assessoria e Mídia
Serviço:
De 01 a 30 de setembro
Sábados às 21h e Domingos às 19h
Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda 637, São Paulo)
R$60,00 inteira e R$30,00 meia (diante a apresentação de documento)
Os ingressos podem ser adquiridos no local do evento uma hora antes
O conceito de que toda história de amor dá certo pelo tempo em que dura é o mote especial de “Os Últimos 5 Anos”, musical que nasceu em 2001, em Chicago, Estados Unidos, estreando no circuito Off-Broadway no ano seguinte. Desde então a produção já passou por mais de 10 países, ganhou uma adaptação para os cinemas, em 2015, e agora chega ao Brasil, a partir de 16 de setembro, para uma curta temporada no Teatro Viradalata, em São Paulo.
Relatando os altos e baixos de um relacionamento de cinco anos vivido por Cath Hyatt, uma jovem atriz em busca de sua realização profissional, e Jamie Wellerstein, um romancista em desfrute de sua ascensão, os dois se descobrem vítimas do desencontro, situação que os leva a repensar o tempo juntos e sobreviver ao dilema de ter que escolher entre o amor e o trabalho. Fugindo de um relato óbvio e apoiada no referencial da teoria da relatividade, a trama coloca as emoções na contramão e se desenrola de forma inversa, onde o rapaz conta a história do início para o fim, desde o namoro até o casamento, e a moça a revive de trás para frente, propondo ao público percepções diferentes de uma mesma situação.
Os atores Beto Sargentelli e Eline Porto, conhecidos especialmente no eixo Rio-São Paulo por diversos trabalhos em teatro musical, são os responsáveis por encenar os dilemas atemporais retratados na versão brasileira de “The Last Five Years”, e juntos eles encaram um desafio dobrado, de não apenas protagonizar o espetáculo como também produzi-lo, compartilhando a função no projeto com o produtor executivo Lucas Mello. O casal que hoje divide a vida dentro e fora dos palcos compartilha da mesma paixão pelo musical há mais de 10 anos, mas isso só veio a tona há alguns meses, quando contracenaram juntos pela primeira vez na adaptação teatral de “2 Filhos de Francisco”. A descoberta por sonhos em comum despertou neles o desejo de reunir grandes profissionais e amigos que admiram e que hoje os acompanham no duplo desafio.
À frente da direção está o premiado João Fonseca, que embora venha se dedicando mais ao teatro musical brasileiro, aceitou o desafio de ser o responsável por conduzir os encontros e desencontros que, nesta versão, deixam de lado o clima nova-iorquino e ganham como pano de fundo outra grande metrópole mundial, a cidade de São Paulo. “Esse ‘pequeno’ musical possui músicas lindas, fortes e teatrais, e uma história de amor irresistível, porém a originalidade da forma como ela é contada foi o que mais me atraiu, é um desafio delicioso para qualquer encenador”, revela Fonseca.
“Uma peça para dois atores, um casal, com músicas tão maravilhosas e tão complexas, com uma ordem cronológica inversa e essa qualidade dramatúrgica já é por si só um diferencial, mas na nossa montagem acho que há um plus pelo fato de ser do Brasil, conseguimos adaptar para a nossa realidade, trazer para mais perto da gente e ‘abrasileirar’ no humor e no estilo. Cada criativo está bastante envolvido com a proposta e pensando em tudo para deixar as linhas bem definidas”, pontua Beto.
Baseado em fatos reais, os cinco longos anos que no palco transcorrem em intensos 80 minutos, são inspirados no relacionamento do autor do texto e músicas, Jason Robert Brown, e Theresa O’Neill, com quem teve um casamento fracassado. Considerado um dos mais aclamados compositores de musicais contemporâneos dos EUA, Brown inovou ao unir dois atores em cena sem que, para isso, precisem interagir diretamente, exceto pela lembrança do dia do casamento, quando uma das 14 músicas possibilita um cruzamento entre as duas linhas de tempo.
“Um dos grandes diferenciais deste musical é poder mostrar dois pontos de vista diferentes, mostrar que não há uma verdade absoluta e que cada pessoa vê a relação por um prisma. Nossa encenação traz os dois lados bem claros e isso provoca diversas sensações, aproximando muito o espectador que se coloca por vezes na situação dos personagens. Somos todos pessoas dúbias, existem mil versões de nós, e queremos que o público vivencie essa história junto com a gente”, explica Eline.
Com muitas nuances, elas estão presentes também na trilha sonora, vencedora do Drama Desk Award de Melhor Música e Letra em 2002, que conta com diversos gêneros musicais, entre eles pop, jazz, clássico, rock e folk, dando espaço até mesmo para a música latina. Todos eles dão ritmo à vida a dois de Cath e Jamie, que ganha boa parte da interpretação por meio da música, trabalho este que conta com os cuidados do diretor musical Thiago Gimenes e do versionista Rafael Oliveira – fundamental para que a narrativa seja clara e emotiva. A produção é ainda acompanhada por trêsmúsicos ao vivo, responsáveis por uma orquestração composta por Cello, Violão/Baixo e Piano.
“Para mim, como compositor, poder analisar a maneira como o autor compõe as músicas, como ele traduz os sentimentos e coloca as situações lá, tem sido uma aula geral, não só de poesia, mas de conhecimento e harmonia. Muito do texto está na música e é interessante observar como as canções da Cath são mais românticas e com melodias menos dissonantes, enquanto as do Jamie, por serem autorais e escritas por ele, revelam sua mente loucamente criativa, detalha Gimenes.
Produzido em parceria pela Lumus Entretenimento, H Produções e Andarilho Filmes, o musical apresentado pelo Ministério da Cultura e patrocinado pelas empresas Solví e Loga, conta ainda com o design de luz de Paulo César Medeiros, design de som de Tocko Michelazzo e o visagismo de Marcos Padilha.
FICHA TÉCNICA:
Direção: João Fonseca Direção Musical: Thiago Gimenes Versão brasileira: Rafael Oliveira
Elenco: Beto Sargentelli e Eline Porto
Músicos: Tiago Fusco, Thiago Saul e Leandro Tenório
Visagismo: Marcos Padilha
Design de Luz: Paulo César Medeiros Design de Som: Tocko Michelazzo Fotografia: Gessica Hage
Arte|Designer: Caio Bonicontro Produção Executiva: Lucas Mello Gerente de Produção: Maria Pia Calixto Assessoria de Imprensa: Grazy Pisacane | GPress Comunicação Realização: Lumus Entretenimento, H Produções e Andarilho Filmes
Patrocínio: Solví | Loga
Apoio Cultural: Porto Seguro
SERVIÇO:
Local: Teatro Viradalata
Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo – SP, 01258-001 Temporada: 16/09 a 19/11
Domingos 21h30 e Segundas 21h Valor: R$50 a R$80 (inteira) Venda especial: Site Oficial Os Últimos 5 Anos Vendas: Site Ingresso Rápido e Bilheteria Local (sem taxa de conveniência) Teatro Viradalata – Horário de atendimento ao público:
-terça a sexta – das 19h até 22h
-sábados – das 14h até 22h
-domingos – das 14h até 20h Duração: 80 minutos (sem intervalo) Classificação: 14 anos
Após quase quatro anos sem ministrar cursos na capital paranaense, a Púrpura Produções Artísticas traz Beatriz Lucci de volta à Curitiba na semana de 20 a 25 de agosto com o workshop Acting The Song, voltado à interpretação da canção para o Teatro Musical, tendo como foco o desenvolvimento de repertório personalizado e técnicas de audição. Beatriz Lucci é atriz, cantora, diretora, dramaturga e arte-educadora experiente e reconhecida no teatro musical brasileiro, com mais de 35 produções de espetáculos profissionais no currículo, como performer e integrante da equipe de direção. Em Curitiba, o workshop será acompanhado pelos pianistas profissionais Matheus Alborghetti e Priscila Malanski.
Carga horária e turmas
O Workshop tem carga horária de 18 horas, e serão formadas duas turmas do Módulo 1, com no máximo 20 alunos cada. A Turma A será no período da manhã, das 9h às 12h, e a Turma B no período da tarde, das 14h às 17h.
Também haverá uma turma do Módulo 2, no período noturno, das 19h às 22h, para alunos que já cursaram o Módulo 1 em outra oportunidade ou desejarem cursar os dois módulos ao mesmo tempo. Há poucas vagas para ouvintes.
Investimento
O investimento para cursar qualquer um dos módulos será de R$ 450, com possibilidade de pagamento em até duas vezes. A partir do dia 11 de agosto, o valor do curso será de R$ 500.
Matrículas
Para se inscrever, marque um horário com o responsável pelo e-mail producoespurpura@gmail.com ou pelos contatos (41) 99891 9000 (Giovanni) e (41) 99546-4201 (Patricia).
Local
O workshop acontecerá de segunda a sexta na Beethoven-Haus Escola de Música, localizado na Rua Alfredo Bufren, 161, em frente à praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, com apresentação final e audição simulada no sábado.
Confirme seu interesse e receba todas as últimas notícias sobre o workshop no evento do Facebook.
Saiba mais sobre o workshop e a ministrante:
Tópicos do Workshop Acting The Song
• ● Introdução e desenvolvimento dos conceitos do método Acting The Song.
• ● Repertório personalizado e exclusivo, baseado no perfil físico, vocal e emocional de cada aluno.
• ● Pianista profissional.
• ● Técnicas de audição (Postura, Material, Currículo, Cortes de Música, Tratamento ao Pianista).
• ● Coaching Individual e em grupo.
• ● Material de Trabalho – Partituras, planilhas e dossiês.
• ● Audição simulada no último dia de curso.
• ● Certificado de Conclusão.
Beatriz Lucci
Atriz, cantora, diretora, dramaturga e arte educadora. Formada em Musical Theatre pela The American Musical And Dramatic Academy (AMDA – NY/USA) e Artes Cênicas pela Escola Municipal Maestro Fêgo Camargo (Taubaté/SP) e pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras/RJ). Envolvida em mais de 35 espetáculos como performer ou integrante da equipe de direção, destacam-se “As Bruxas de Eastwick”, “Um Violinista no Telhado”, “New York, New York”, “Uma Luz Cor de Luar”, “Moral Quotidiana”, “Sabor A Mi”, “A Change In The Air”, “O Rei Leão”, “Rock In Rio, O Musical”, “O Grande Circo Místico”, “Cazuza, O Musical”, “Alegria, Alegria” e “Hebe, O Musical”. Como docente, integrou a primeira equipe de especialistas do Sesi/SP, além de ter lecionado como professora convidada nas principais escolas do segmento em todo o país. Especializada no método Acting The Song, atua também como preparadora dos principais performers do teatro musical brasileiro. Depois de trabalhar como Assistente de Direção dos mais reconhecidos diretores de teatro musical do Brasil e dos EUA, passa a assinar a direção geral de espetáculos em 2018, com quatro projetos em fase de captação de recursos.
Resultado do processo de pesquisa para montagem do espetáculo Comitiva Esperança – Um Musical Regional terá quatro apresentações em São Paulo.
No interior do Brasil, a esquecida cidadezinha de Rancho Fundo é cenário para as histórias de quatro jovens aprendendo a lidar com aquilo que todos temos e não podemos mudar: origens.
Com texto de Vitor Rocha, direção de Igor Pushinov, direção musical de Guilherme Leal, coreografias de Bia Freitas e preparação vocal de Ana Paula Villar.
No elenco estão 24 atores, sendo eles e seus respectivos personagens: Adelaide Leão como Maria Virgínia, Ana Bia Guimarães como Maria Fernanda, Andreia Andrade como Maria Clara, Augusto Costa como José Pedro, Bruno Vaz como José Carlos, Camila Ramos como Maria Carolina, Claudia Garcia como Maria de Lourdes, Cler Alcântara como José Ricardo, Fernanda Goulart como Maria Aparecida, Fernando Rubro como José Matheus, Filipe Santos como José Bento, Isabela Bustamanti como Maria do Socorro, João Domeni como José Roberto, Karla Nasser como Maria Mariana, Larissa Carneiro como Maria de Fátima, Larissa Landim como Maria Lúcia, Lucas Colombo como José Francisco, Mariana Rosinski como Maria das Dores, Roberta Franco como Maria Helena, Rodrigo Vechi como José Maria, Rubia Coelho como Maria Antônia, Tatiana Toyota como Maria Sonia e Yasmin Calbo como Maria do Rosário.
O processo contou com dois dias de audição e teve 13 encontros, de pesquisa e criação cênica, trazendo novas visões para o texto e as músicas. Para Igor Pushinov, o diretor, “Comitiva Esperança é um espetáculo de resgate: das raízes, da simplicidade, da identidade e do encontro”.
O espetáculo tem músicas conhecidas do sertanejo brasileiro, todas com novos arranjos. Guilherme Leal, responsável pela direção musical e também pelos arranjos afirma que “Comitiva esperança traz alegrias e Marias, que cantam as suas histórias e dançam com seus Josés batendo os pés, ao som do ponteio que acerta o coração em cheio”.
Ainda na parte musical, Ana Paula Villar, preparadora vocal do musical e também responsável pelos arranjos diz que “Comitiva Esperança pra mim é o desafio de fazer vir pra fora aquilo que mora dentro de cada um de nós. São as nossas raízes, que de tão escondidas lá dentro, quase não temos acesso. A nossa ‘comitiva’ vem pra nos lembrar que cada um de nós tem um brilho lá dentro que é especial e único. E a gente só precisa deixar sair!”.
“Comitiva Esperança é a busca da essência de quem somos. É o desabrochar da brasilidade que pulsa de dentro pra fora e um reencontro do que sempre fomos.” conta a coreografa Bia Freitas.
Um texto autoral, de uma história regional e brasileira. Apreciador da nossa cultura, o autor Vitor Rocha afirma “É muito importante que a gente fale do futuro e de tudo que pode ser, mas acho indispensável lembrarmos sempre daquilo que molda o que vem lá frente, o que é imutável e intransferível: o que somos, nossas origens. Pra mim, “Comitiva Esperança” é uma história que se passa no interior, não só do Brasil, mas de nós mesmos”.
Ficha Técnica:
TEXTO: Vitor Rocha
DIREÇÃO: Igor Pushinov
DIREÇÃO MUSICAL: Guilherme Leal
DIREÇÃO DE MOVIMENTO: Bia Freitas
PREPARAÇÃO VOCAL: Ana Paula Villar
ARRANJOS: Guilherme Leal e Ana Paula Villar
ELENCO: Adelaide Leão, Ana Bia Guimarães, Andreia Andrade, Augusto Costa, Bruno Vaz, Camila Ramos, Claudia Garcia, Cler Alcântara, Fernanda Goulart, Fernando Rubro, Filipe Santos, Isabela Bustamanti, João Domeni, Karla Nasser, Larissa Carneiro, Larissa Landim, Lucas Colombo, Mariana Rosinski, Roberta Franco, Rodrigo Vechi, Rubia Coelho, Tatiana Toyota e Yasmin Calbo
REVISÃO DE TEXTO E PRODUÇÃO DE FIGURINO: Luana Zenun
GERENTE DE PRODUÇÃO: Gustavo Fló
ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Rhaissa Bertalia e Tamires Cândido
ILUMINAÇÃO E OPERADOR DE LUZ: Rafael Bernardino
OPERADORA DE SOM: Giovanna Federzoni
ASSESSORIA DE IMPRENSA: May Calixto por Unicórnio Assessoria e Mídia
Serviço: Dias e horários das sessões: 05, 06, 07 de Julho às 21h e dia 08 de Julho às 20h Local: Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo) Valor: R$60,00 inteira e R$30,00 meia entrada (mediante a apresentação de documentos Os ingressos podem ser adquiridos 1h antes do evento, no local Duração: 1h30 Gênero: Drama/ Musical Classificação: Livre
Depois da ótima resposta ao primeiro texto sobre os grandes flops da Broadway, é claro que lançaríamos a continuação, abordando outros flops históricos. Como prometido, aqui está ela, com algum atraso, mas muitas histórias interessantes de grandes fracassos da Broadway para contar. Na parte 1 dessa série, falamos sobre os musicais Breakfast at Tiffany’s, Dude, Saravá, Carrie e Chess (se ainda não leu, clique aqui).
Dessa vez, os musicais foram selecionados com base no quão intrigantes são os fatos que os levaram ao fracasso, além de a grande maioria ser formada por espetáculos quase desconhecidos e com pouquíssimo material de estudo disponível. Então flops famosos e mais recentes, como Dance of the Vampires, Big FishAmélie e Bright Star, ainda não entrarão na nossa lista.
Vamos logo para os flops, porque não é só de sucesso que a Broadway é feita.
Kelly Estreia: 6 de fevereiro de 1965 Número de sessões: 7 previews e 1 apresentação
O que esperar de um musical sobre um jovem imigrante irlandês, chamado Hop Kelly, que aceita o desafio de pular da ponte do Brooklyn e sobreviver?
Baseado na história verdadeira de Steve Brodie, o musical também retrata um grupo de apostadores que, cansados de ver Hop Kelly desistir de pular diversas vezes e frustrar suas apostas sobre o destino do imigrante, resolvem jogar da ponte um boneco em tamanho real para acabar logo com a história. O flop começa já na pré-produção. As composições são de Mark Charlap (compositor de Peter Pan, único musical de sucesso de toda a sua carreira) e as letras e o texto de Eddie Lawrence, que nunca tinha escrito um musical antes. Durante os try-outs, que aconteceram em Boston e na Filadélfia, o texto foi totalmente reescrito por várias pessoas, sendo uma delas Mel Brooks.
Charlap e Lawrence chegaram a entrar na justiça contra os produtores do musical para que o material fosse restaurado antes de chegar à Broadway. As críticas dos try-outs foram de ruins para péssimas e, quando o musical finalmente abriu na Broadway, as críticas conseguiram ser ainda piores, fazendo o show fechar na noite de estreia. A atriz Ella Logan, que estava no elenco durante os try-outs e teve seu papel cortado no meio de todas as revisões do texto, foi parabenizada pela crítica pela sorte de nunca ter estreado no musical. Na época, o fechamento do musical atraiu muito a mídia, especialmente porque o investimento de 650.000 dólares foi perdido. No começo dos anos 80, uma gravação foi lançada, utilizando várias demos gravadas 15 anos antes, quando o musical estava em produção. Até hoje é considerado um dos piores cast recordings da história, impossível de escutar até o final.
Into the Light Estreia: 22 de outubro de 1986 Número de sessões: 13 previews e 6 apresentações
Receita para um fracasso: Santo Sudário, lasers, ciência, filho negligenciado e um amigo imaginário. Essas são as palavras-chave do enredo do musical Into the Light, sobre um fisicista que estuda o Santo Sudário e é tão obcecado pelo trabalho que começa a ter problemas familiares. Seu filho se sente tão negligenciado que cria um amigo imaginário mímico para lidar com a ausência do pai. O texto, músicas e letras são de pessoas com experiência na Broadway tão nula que nem compensa citá-las aqui. Dean Jones, o Bobby do elenco original de Company, era o único grande atrativo, que não foi suficiente para atrair o público após a crítica acabar com o espetáculo. Dean, como um grande religioso, acreditava muito no material e afirmou na época que “o teatro tem que inspirar, elevar o espírito”. Os personagens estavam sempre cantando sobre partículas, moléculas, matéria e antimatéria. As cenas de estudo do Santo Sudário se alternavam com cenas do filho com seu amigo imaginário que surgia da luz e era visível apenas para o público. O espetáculo conseguiu inclusive ofender muitos religiosos, principalmente em uma cena da música “Let There Be Light”, em que freiras, padres e arcebispos dançavam em aprovação ao projeto do estudo do Santo Sudário. Era em momentos como esse que o musical arrancava gargalhadas da plateia, mesmo tendo sido escrito para ser levado a sério e sem nenhuma intenção de ser engraçado. O musical fechou com o prejuízo de 3 milhões de dólares, até então um dos maiores prejuízos que a Broadway já tinha visto. Nenhuma gravação em estúdio foi feita e acredita-se que nenhuma gravação em bootleg sobreviveu ao tempo, ou que ninguém teve o interesse de gravar na época.
Comercial da TV:
Críticas da TV e cenas do musical:
Via Galactica Estreia: 28 de novembro de 1972 Número de sessões: 15 previews e 7 apresentações
Uma forma de identificar um flop: a história é tão confusa que a explicação do enredo precisava vir anexada ao Playbill. O musical Via Galactica foi um espetáculo de ficção cientifica que se passava no ano de 2972 e contava a história de amor de um rapaz por uma rebelde, que pretendia fugir para outro sistema solar. Cabia ao rapaz escolher ficar para sempre na Terra ou fugir com a garota para as estrelas. A história era dividida em dois atos, como todos os outros musicais, mas cada ato foi dividido em 4 partes, o que fazia as pessoas não entenderem a ligação de uma parte com a outra. O texto era tão problemático que faltava algo muito importante, o público sentir empatia ou qualquer sentimento pelos personagens. O musical contava com um nome de peso, Galt MacDermot, responsável pelas composições do musical Hair e também do flop Dude (citado na primeira parte desse artigo). As músicas do espetáculo mantinham o que MacDermot sempre soube fazer bem: rock e country com uma pegada gospel. Mas o que MacDermot nunca esperava ter eram dois fracassos seguidos em um mesmo semestre, aparentemente sem aprender nada com os erros do musical Dude.
Via Galactica era pretencioso, utilizava efeitos visuais que não impactavam o público, muita pirotecnia e projeções, e o palco ainda era composto de várias camas elásticas para dar o efeito de leveza dos corpos no espaço. A produção se vangloriava da gigante estrutura que o palco tinha, utilizando todo o espaço, do chão até o teto do teatro. Durante as previews, vários atores tiveram problemas sérios com todo o aparato cenográfico. Raul Julia, que fazia o mocinho apaixonado, ficou preso numa espaçonave cenográfica sob a orquestra e tiveram que parar o espetáculo por 20 minutos para tirá-lo de lá. Irene Cara, que veio a fazer muito sucesso com o filme Fame anos depois, também teve problemas durante as previews, quando uma das camas elásticas a jogou para fora do palco. Via Galactica foi o espetáculo que inaugurou o Uris Theatre, que hoje é conhecido como Gershwin Theater, onde Wicked faz sucesso desde 2003. Na época, inaugurar um teatro com um grande fracasso era visto pelos proprietários como um perigo para os negócios, algo que hoje em dia já não é uma preocupação. O musical foi o primeiro a perder mais de 1 milhão de dólares, e é outro que jamais teve uma gravação em estúdio da trilha.
The Best Little Whorehouse Goes Public Estreia: 10 de maio de 1994 Número de sessões: 28 previews e 16 apresentações
Se você está acostumado apenas com os grandes sucessos da Broadway, então temos que interromper um pouco antes de falar desse musical. “The Best Little Whorehouse Goes Public” é uma sequência do aclamado “The Best Little Whorehouse in Texas”, que em 1978 foi indicado a 6 Tony Awards e ainda teve uma adaptação cinematográfica em 1982. O musical conta a história real de um prostíbulo no Texas que está aberto há mais de um século, comandado por Mona Stangley, que é fechado após pressão do xerife com influência da mídia local. O filme foi estrelado pela rainha country Dolly Parton, fazendo par com Burt Reynolds. E pasmem! No filme, temos a icônica canção “I Will Always Love You” consagrada por Whitney Houston, que poucos sabem que é originalmente de Dolly Parton. A produção original da Broadway teve 1584 apresentações, ficando 4 anos em cartaz. Mas então, 16 anos após esse grande sucesso, os mesmos criadores, Carol Hall, Larry L. King e Peter Masterson, tiveram a ideia de fazer uma sequência do musical.
Vamos combinar que sequências em musicais não funcionam, algo que Andrew Lloyd Webber aprendeu muito bem recentemente, com Love Never Dies.
A história da continuação é parecida com a original. Mona Stangley é convidada pela Receita Federal a gerenciar um prostíbulo em Las Vegas (onde a prostituição era permitida) para tentar recuperar 26 milhões de impostos. Enquanto isso, um senador da direita conservadora tenta fechar o bordel. As críticas, logicamente, detestaram o espetáculo, não só porque a continuação se parecia muito com o original, mas por ser um musical tedioso, com coreografias exageradas e uma cenografia que parecia ser de segunda mão. A maior parte das críticas falava de uma das músicas de abertura do segundo ato, chamada “Call Me”, em que várias mulheres ficavam em cabines fazendo o serviço de sexo por telefone, enquanto os homens do outro lado da linha estavam em cima dessas cabines, seminus. O musical ficou famoso na época por ser o primeiro e último espetáculo da Broadway a utilizar o recurso de “infomercial” (aqueles comerciais americanos longuíssimos que tentam vender um produto por telefone), que era tão constrangedor quanto o restante do espetáculo. Felizmente, a produção conseguiu lançar uma gravação em estúdio, uma das únicas coisas consideradas boas, já que músicas como “I’m Leaving Texas” e “Change In Me” até hoje são consideradas showstoppers.
Cena da música “Call Me”:
Bring Back Birdie Estreia: 5 de maio de 1981 Número de sessões: 31 previews e 4 apresentações
E voltamos à máxima “NÃO FAÇA CONTINUAÇÕES DE MUSICAIS!”. Bring Back Birdie é a continuação do famoso Bye Bye Birdie, de 1960, estrelado por Chita Rivera e Dick Van Dyke, que foi indicado a 8 Tony Awards, ganhou 4 deles, incluindo o de melhor musical, e teve uma adaptação cinematográfica em 1963. A história original nos apresenta a família MacAfee, que é afetada com a vinda do cantor Conrad Birdie para a sua pacata cidade, na qual Conrad Birdie irá escolher uma garota do seu fã clube para quem cantar a última música antes de se alistar no serviço militar. Já na continuação, Bring Back Birdie, o enredo mostra o que aconteceu com os personagens 20 anos depois. Albert Peterson, que foi o responsável por escrever um dos maiores sucessos de Conrad Birdie, tem uma oferta de 20 mil dólares para se reencontrar com Birdie e convencê-lo a se apresentar no Grammy Awards. Nessa jornada, Rose (Chita Rivera, reprisando o personagem) se junta ao marido Albert em busca de Birdie. Quando Albert encontra Birdie, ele está muito acima do peso e é prefeito de uma pequena cidade no Arizona. No meio dessa caçada ao Birdie, Albert e Rose precisam lidar com a filha rebelde, que foge de casa para entrar num culto Hare Krishna, e os outros filhos que resolvem entrar numa banda punk rock (linda história).
O musical não teve try-outs em outras cidades, estreou diretamente na Broadway, e teve muitas previews caóticas, quando nada parecia funcionar, principalmente o cenário cheio de televisores. Charles Strouse, Lee Adams e Michael Stewart, os criadores originais de Bye Bye Birdie, foram os responsáveis por essa continuação desastrosa, em que nem mesmo o retorno de Chita Rivera à personagem Rose fez as críticas falarem bem do espetáculo. A maior parte das críticas dizia que dava claramente para perceber que as novas músicas eram cópias do musical original. Um exemplo era a música “Moving Out”, a segunda música do primeiro ato, que era cópia da clássica “The Telephone Hour” do original. Na cena original, várias adolescentes fofocam ao telefone e criam uma cena linda em que as conversas são intercaladas. Já na continuação, acontece basicamente a mesma coisa, só que ao invés de usarem telefones com fios, os personagens aparecem com telefones mais modernos, sem fio. Outra crítica também dizia que, em um ponto do espetáculo, parecia que cada ator tinha recebido um libreto diferente, já que nada mais fazia sentido e ninguém se importava com os personagens. No fim das contas, todas as críticas apontaram uma única coisa boa na continuação: o momento do agradecimento final, quando Chita Rivera cantava a música “Rosie”, que encerrava o musical Bye Bye Birdie. Foi uma das soluções encontradas para o público sair pelo menos um pouco satisfeito revendo Chita cantando o showstopper do musical original, que vergonhosamente não era nem anunciado no playbill. O show foi considerado grotesco, de mau gosto, em especial pelas músicas de punk rock, e uma das piores coisas já vistas na Broadway. Na época, as críticas diziam que não fazia sentido algum essa continuação, porque os produtores teriam sido muito mais bem-sucedidos se tivessem simplesmente montado um revival de Bye Bye Birdie. Apesar da curta temporada, o musical recebeu uma gravação em estúdio.
No ano em que comemora cinco anos, o Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical (CEFTEM) traz aos palcos um musical original. O Anti-Musical – O Musical, tem direção, dramaturgia e canções originais de Tauã Delmiro ([nome do espetáculo], O Edredom e Vamp, o Musical), direção musical de Tony Lucchesi (Bibi – uma vida em musical e 60! Década de arromba – doc.musical), coreografia de Débora Polistchuck (O primeiro musical a gente nunca esquece, Rock in rio e Rapsódia – o Musical) e estreou dia 7 de junho no Teatro Cesgranrio.
As audições para a prática de montagem foram realizadas em janeiro de 2018 e o espetáculo é composto por dois elencos que se alternarão em datas que serão divulgadas em suas mídias sociais. Os personagens, quando foram escritos, não possuíam caraterísticas físicas e de gênero pré-estabelecidas, possibilitando que em alguns casos um papel seja dividido por dois atores com perfis e gêneros diferentes. O intuito dessa escolha é ressignificar a cena de acordo com as características individuais dos artistas e problematizar um padrão estético muito comum nas produções do gênero no Brasil, que não costumam dar protagonismo a diversidade.
A dramaturgia do espetáculo busca comunicar o universo da obra de Luigi Pirandello e do romance O Mágico de Oz, de L. Frank Baum. Através de uma obra meta-teatral explora, com humor, elementos recorrentes na dramaturgia e na música dos grandes espetáculos musicais. Também questiona o sistema infraestrutural que as produções do gênero adquiriram no país e expõe as contradições de ser artista nesse país que assiste ao sucateamento das suas políticas públicas e culturais.
Sinopse
Após a transposição de duas obras de Luigi Pirandello para os palcos fracassarem, um grupo de teatro recebe de uma empresa a proposta de montar o musical “O mágico de Oz”. Essa é uma tarefa árdua para a companhia, já que os integrantes odeiam teatro musical. Considerando sua aversão a estética inerente ao gênero, decidem subverter a proposta do patrocinador e dar uma nova dimensão poética a obra, criando assim um anti-musical.
A temporada de Anti-Musical vai até 17 de junho com sessões de quinta à domingo às 20h.
SERVIÇO: Sessões: de quinta a domingo às 20h
Temporada: de 07/06 até 17/06
Duração: 1h45
Classificação Etária: 12 anos
Teatro Cesgranrio Rua Santa Alexandrina, 1011 – Rio Comprido Ingressos: Preço: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia entrada)
Mais informações: (21) 98266-8666
FICHA TÉCNICA Direção, Dramaturgia e canções originais: Tauã Delmiro
Direção Musical: Tony Lucchesi
Coreografia: Débora Polistchuck
Coordenação Pedagógica: Reiner Tenente
Elenco: Andressa Tristão, Antonia Medeiros, Bárbara Monteiro, Beatriz Braga, Beatriz Chamas, Bella Mac, Carol Donato, Cláudia Prestes, Erika Henriques, Flávio Moraes, Gabriel Peregrino, Gabriela Rocha, Giseli Balestreri, Maíra Garrido, Manuela Hashimoto, Maria Penna Firme, Nano Max, Rayssa Bentes, Sâmia Abreu, Sylvia Nazareth e Victor Salzeda.
Assessoria de imprensa: MercadoCom (Ribamar Filho)
Realização: CEFTEM
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