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Os Últimos 5 Anos

O conceito de que toda história de amor dá certo pelo tempo em que dura é o mote especial de “Os Últimos 5 Anos”, musical que nasceu em 2001, em Chicago, Estados Unidos, estreando no circuito Off-Broadway no ano seguinte. Desde então a produção já passou por mais de 10 países, ganhou uma adaptação para os cinemas, em 2015, e agora chega ao Brasil, a partir de 16 de setembro, para uma curta temporada no Teatro Viradalata, em São Paulo.

Relatando os altos e baixos de um relacionamento de cinco anos vivido por Cath Hyatt, uma jovem atriz em busca de sua realização profissional, e Jamie Wellerstein, um romancista em desfrute de sua ascensão, os dois se descobrem vítimas do desencontro, situação que os leva a repensar o tempo juntos e sobreviver ao dilema de ter que escolher entre o amor e o trabalho. Fugindo de um relato óbvio e apoiada no referencial da teoria da relatividade, a trama coloca as emoções na contramão e se desenrola de forma inversa, onde o rapaz conta a história do início para o fim, desde o namoro até o casamento, e a moça a revive de trás para frente, propondo ao público percepções diferentes de uma mesma situação.

Os atores Beto Sargentelli e Eline Porto, conhecidos especialmente no eixo Rio-São Paulo por diversos trabalhos em teatro musical, são os responsáveis por encenar os dilemas atemporais retratados na versão brasileira de “The Last Five Years”, e juntos eles encaram um desafio dobrado, de não apenas protagonizar o espetáculo como também produzi-lo, compartilhando a função no projeto com o produtor executivo Lucas Mello. O casal que hoje divide a vida dentro e fora dos palcos compartilha da mesma paixão pelo musical há mais de 10 anos, mas isso só veio a tona há alguns meses, quando contracenaram juntos pela primeira vez na adaptação teatral de “2 Filhos de Francisco”. A descoberta por sonhos em comum despertou neles o desejo de reunir grandes profissionais e amigos que admiram e que hoje os acompanham no duplo desafio.

À frente da direção está o premiado João Fonseca, que embora venha se dedicando mais ao teatro musical brasileiro, aceitou o desafio de ser o responsável por conduzir os encontros e desencontros que, nesta versão, deixam de lado o clima nova-iorquino e ganham como pano de fundo outra grande metrópole mundial, a cidade de São Paulo. “Esse ‘pequeno’ musical possui músicas lindas, fortes e teatrais, e uma história de amor irresistível, porém a originalidade da forma como ela é contada foi o que mais me atraiu, é um desafio delicioso para qualquer encenador”, revela Fonseca.

“Uma peça para dois atores, um casal, com músicas tão maravilhosas e tão complexas, com uma ordem cronológica inversa e essa qualidade dramatúrgica já é por si só um diferencial, mas na nossa montagem acho que há um plus pelo fato de ser do Brasil, conseguimos adaptar para a nossa realidade, trazer para mais perto da gente e ‘abrasileirar’ no humor e no estilo. Cada criativo está bastante envolvido com a proposta e pensando em tudo para deixar as linhas bem definidas”, pontua Beto.

Baseado em fatos reais, os cinco longos anos que no palco transcorrem em intensos 80 minutos, são inspirados no relacionamento do autor do texto e músicas, Jason Robert Brown, e Theresa O’Neill, com quem teve um casamento fracassado. Considerado um dos mais aclamados compositores de musicais contemporâneos dos EUA, Brown inovou ao unir dois atores em cena sem que, para isso, precisem interagir diretamente, exceto pela lembrança do dia do casamento, quando uma das 14 músicas possibilita um cruzamento entre as duas linhas de tempo.

“Um dos grandes diferenciais deste musical é poder mostrar dois pontos de vista diferentes, mostrar que não há uma verdade absoluta e que cada pessoa vê a relação por um prisma. Nossa encenação traz os dois lados bem claros e isso provoca diversas sensações, aproximando muito o espectador que se coloca por vezes na situação dos personagens. Somos todos pessoas dúbias, existem mil versões de nós, e queremos que o público vivencie essa história junto com a gente”, explica Eline.

Com muitas nuances, elas estão presentes também na trilha sonora, vencedora do Drama Desk Award de Melhor Música e Letra em 2002, que conta com diversos gêneros musicais, entre eles pop, jazz, clássico, rock e folk, dando espaço até mesmo para a música latina. Todos eles dão ritmo à vida a dois de Cath e Jamie, que ganha boa parte da interpretação por meio da música, trabalho este que conta com os cuidados do diretor musical Thiago Gimenes e do versionista Rafael Oliveira – fundamental para que a narrativa seja clara e emotiva. A produção é ainda acompanhada por três músicos ao vivo, responsáveis por uma orquestração composta por Cello, Violão/Baixo e Piano.

“Para mim, como compositor, poder analisar a maneira como o autor compõe as músicas, como ele traduz os sentimentos e coloca as situações lá, tem sido uma aula geral, não só de poesia, mas de conhecimento e harmonia. Muito do texto está na música e é interessante observar como as canções da Cath são mais românticas e com melodias menos dissonantes, enquanto as do Jamie, por serem autorais e escritas por ele, revelam sua mente loucamente criativa, detalha Gimenes.

Produzido em parceria pela Lumus EntretenimentoH Produções e Andarilho Filmes, o musical apresentado pelo Ministério da Cultura e patrocinado pelas empresas Solví e Loga, conta ainda com o design de luz de Paulo César Medeiros, design de som de Tocko Michelazzo e o visagismo de Marcos Padilha.

 

FICHA TÉCNICA:

Direção: João Fonseca
Direção Musical: Thiago Gimenes
Versão brasileira: Rafael Oliveira
Elenco: 
Beto Sargentelli e Eline Porto
Músicos: 
Tiago Fusco, Thiago Saul e Leandro Tenório
Visagismo: 
Marcos Padilha
Design de Luz: 
Paulo César Medeiros
Design de Som: Tocko Michelazzo
Fotografia: Gessica Hage
Arte|Designer:
 Caio Bonicontro
Produção Executiva: Lucas Mello
Gerente de Produção: Maria Pia Calixto
Assessoria de Imprensa: Grazy Pisacane | GPress Comunicação
Realização: Lumus Entretenimento, H Produções e Andarilho Filmes
Patrocínio: 
Solví | Loga 
Apoio Cultural: 
Porto Seguro

 

SERVIÇO:

Local: Teatro Viradalata
Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo – SP, 01258-001 
Temporada: 16/09 a 19/11
Domingos 21h30 e Segundas 21h
Valor: R$50 a R$80 (inteira)
Venda especial: Site Oficial Os Últimos 5 Anos
Vendas: Site Ingresso Rápido e Bilheteria Local (sem taxa de conveniência)
Teatro Viradalata – Horário de atendimento ao público:
-terça a sexta – das 19h até 22h
-sábados – das 14h até 22h
-domingos – das 14h até 20h
Duração: 80 minutos (sem intervalo)
Classificação: 14 anos

 

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na pele – um musical off-broadway

na pele – um musical off broadway é a versão brasileira do premiado espetáculo off-broadway bare – A Pop Opera e conta a história de dois garotos que se apaixonam em um internato católico. Fala sobre identidade, sexualidade, religião e contribui com uma voz importante para igualdade e tolerância. Tudo isso com uma trilha de rock e uma história única e emocionante.
O musical original teve estreia mundial em Los Angeles em 2000 e abriu no Off-Broadway em 2004.  Depois disso, o musical recebeu inúmeras montagens ao redor do mundo.

Mas para que na pele realmente aconteça, a produção abriu um crowdfunding para cobrir todas as despesas de produção, com diversas recompensas para quem colaborar. AJUDEM! É muito importante!

www.catarse.me/napelemusical

O ELENCO
PETER – MATEUS RIBEIRO
JASON – DIEGO MONTEZ
IVY – THUANY PARENTE
NADIA – VANIA CANTO
LUCAS – ABNER DEPRET
KYRA – JULIA SANCHES
TANYA – MARIA CLARA MANESCO
RORY – GABRIEL GONZALES
DIANE – MARIANA AMARAL
ZACK – JOSÉ DIAS
ALAN – DAVI NOVAES
PADRE – EDUARDO LEÃO
IRMÃ CHANTELLE – MARIA BIA
e
CLAIRE – GOTTSHA

DIREÇÃO GERAL – LÉO ROMMANO
DIREÇÃO MUSICAL – JORGE DE GODOY
COREOGRAFIA – THIAGO JANSEN
DIREÇÃO ASSOCIADA – IGOR PUSHINOV
ASSISTENTE DE DIREÇÃO E COREOGRAFIA – ANA ARAÚJO

DIREÇÃO ARTÍSTICA – RICARDO MARQUES E LÉO ROMMANO

PRODUÇÃO – 4ACT OFF

FOTOGRAFIA: Caio Gallucci

Texto de
Jon Hartmere e Damon Intrabartolo
Música de
Damon Intrabartolo
Letras de
Jon Hartmere
Siga o Instagram oficial da montagem @napelemusical
A estreia está prevista para outubro.

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um pouco sobre a 4ACTOFF
O mercado do teatro musical cresce cada vez mais no Brasil! Ao mesmo tempo, cada vez mais o grande público busca produções extravagantes com cenários e figurinos que dão certeza de que o preço salgado do ingresso, valha a pena.
Entretanto, acreditam que hoje nosso país felizmente goza de um público cativo que busca no gênero não apenas os grandes clássicos ou blockbusters da Broadway, mas também as histórias contadas em palcos e estruturas menores, conhecidos como “Off-Broadway” lá fora. Reafirmamos que diante de uma extensa pesquisa de público, sim: existe mercado e interesse no circuito alternativo no Brasil.
Pensando nisso, a 4ACT acaba de lançar um novo braço. A vertente alternativa com intenção de enaltecer e dar força ao circuito independente: a 4ACT OFF.
Uma cia de atores especializada em Teatro Musical que conta com experientes profissionais do mercado para a produção de espetáculos menores em tamanho, mas imensos em conteúdo. Juntando a qualidade e talento ao frescor e ousadia de um universo sem fronteiras de censura comercial.
O objetivo é iniciar e aliar apoios com o financiamento coletivo para angariar recursos suficientes para contar novas histórias – sejam elas nacionais, internacionais e até mesmo originais – com requinte, respeito pelos profissionais envolvidos e principalmente ao público, entregando espetáculos emocionantes e transformadores com valores de ingressos acessíveis.
Eles contam com seu apoio: admirador de teatro musical, profissional da área, incentivador, docente e estudante, para a valorização e divulgação dos projetos da cia. Estamos animados, apaixonados e a todo vapor na produção de nosso primeiro espetáculo: polêmico sucesso que mudou vidas com sua mensagem crua e músicas viciantes para levar no coração para sempre.
Convidamos vocês a viver sem fronteiras com a gente!

A Pequena Loja de Horrores

Já estão à venda pelo www.ingressorapido.com.br os ingressos para as apresentações em Campinas e Vinhedo do musical da Broadway “A Pequena Loja dos Horrores”.  Inicialmente serão quatro apresentações, todas com a bilheteria revertida para entidades assistenciais. Nos dias 2 e 3 de agosto, no Teatro Castro Mendes, em Campinas, em prol da Associação Cultural Educacional Social e Assistencial Capuava (ACESA). E mais duas apresentações nos dias 17 e 18 de agosto, no Teatro Sylvia de Alencar Matheus, em Vinhedo, em benefício do Grupo em Defesa da Criança com Câncer (GRENDACC).  

A versão brasileira de “A Pequena Loja dos Horrores” coloca a Região de Campinas no mapa das grandes produções teatrais. O espetáculo baseia-se no musical “Little Shop ofHorrors” (Off-Broadway 1982; West End 1983; Broadway 2003) escrito pelo compositor Alan Menken e pelo dramaturgo Howard Ashman que inspirou o filme homônimo de 1986. Para dar vida à história, foi selecionado um elenco experiente em teatro musical, que reúne 14 atores de cidades como Campinas (SP), Vinhedo (SP), São Paulo (SP), Niterói (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE). Os ensaios estão acontecendo desde maio no Espaço Paiol de Arte e Cultura, em Campinas.  

 Pequena Loja do Horrores conta a história de Seymour, interpretado por Lucas Cândido (A Pequena Sereia), um órfão que trabalha em uma floricultura decadente na periferia. O jovem, explorado pelo dono do local, o Sr. Mushnik, interpretado por Nando Artes (O Rei Leão), é secretamente apaixonado por sua colega de trabalho, Audrey, interpretada por Pâmela Rossini (LesMisérables). Certo dia, após um eclipse solar, Seymour se depara com uma planta estranha e interessante e passa a cuidar dela. Os problemas começam quando Seymour percebe que a planta tem um gosto bastante peculiar: sangue humano.    

A planta, chamada carinhosamente por Seymour de Audrey II, que terá voz de Ricardo Aguilar (Madagascar Ao Vivo) e manipulação de Danilo Luz (Godspell). Tamara Veiga (O Sonho do Cowboy), RanyHilston (Aladdin) e Marília Nunes Cortes (Nuvem de Lágrimas) são Ronnette, Chiffon e Crystal. Henrique Bravi (Ivan Lins Em Cena) interpreta o dentista sádico OrinScrivello. Completam o elenco Ananda Ismail (Giovanna – Amor que Atravessa Vidas), Gustavo Mazzei (A Era do Rock), Maira Cardoso (Eu Te Amo Meu Brasil), Marcos Parizatto (Deixa o Sol Entrar - Hair) e Tony Filho (A Bela e a Fera).  

tem tradução e Direção Geral de Juliana Hilal, Direção Coreográfica de Renata NistaSpis, Direção Musical de Danilo Demori, Direção de Produção de Daniel Casadó, Preparação Vocal de Marília Andreani, Produção Cultural da P4 Produções, Social Média de May Calixto por Unicórnio Assessoria e Mídia, com realização do Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet. São Patrocinadores do evento as empreas DHL e Dextra. A produção do espetáculo está aberta a novas parcerias para exibições na RMC, demais regiões do Estado de São Paulo e no Brasil. Mais informações com Daniel Casadó, da P4 Produções, pelo telefone (19) 99820-2881.  

 

SERVIÇO: 
Data: 02 e 03 de agosto 
Local: Teatro Municipal José de Castro Mendes  
Horário: 20h  
Endereço: Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial, Campinas – SP 
Preço: R$ 50 inteira e R$ 25 meia  

 
Data: 17 e 18 de agosto  
Local:  Teatro Municipal Sylvia de Alencar Matheus  
Horário: 20h  
Endereço: Rua Monteiro de Barros, 101, Centro, Vinhedo – SP  
Preço: R$ 50 inteira e R$ 25 meia  


Classificação etária: 14 anos. 
Duração: 120min. com 15min. de intervalo. 

 

 

Os Flops da Broadway – Parte 2

Depois da ótima resposta ao primeiro texto sobre os grandes flops da Broadway, é claro que lançaríamos a continuação, abordando outros flops históricos. Como prometido, aqui está ela, com algum atraso, mas muitas histórias interessantes de grandes fracassos da Broadway para contar. Na parte 1 dessa série, falamos sobre os musicais Breakfast at Tiffany’s, Dude, Saravá, Carrie e Chess (se ainda não leu, clique aqui).

Dessa vez, os musicais foram selecionados com base no quão intrigantes são os fatos que os levaram ao fracasso, além de a grande maioria ser formada por espetáculos quase desconhecidos e com pouquíssimo material de estudo disponível. Então flops famosos e mais recentes, como Dance of the Vampires, Big Fish Amélie e Bright Star, ainda não entrarão na nossa lista.

Vamos logo para os flops, porque não é só de sucesso que a Broadway é feita.

 

Kelly
Estreia: 6 de fevereiro de 1965
Número de sessões: 7 previews e 1 apresentação

kelly2O que esperar de um musical sobre um jovem imigrante irlandês, chamado Hop Kelly, que aceita o desafio de pular da ponte do Brooklyn e sobreviver?
Baseado na história verdadeira de Steve Brodie, o musical também retrata um grupo de apostadores que, cansados de ver Hop Kelly desistir de pular diversas vezes e frustrar suas apostas sobre o destino do imigrante, resolvem jogar da ponte um boneco em tamanho real para acabar logo com a história. O flop começa já na pré-produção. As composições são de Mark Charlap (compositor de Peter Pan, único musical de sucesso de toda a sua carreira) e as letras e o texto de Eddie Lawrence, que nunca tinha escrito um musical antes. Durante os try-outs, que aconteceram em Boston e na Filadélfia, o texto foi totalmente reescrito por várias pessoas, sendo uma delas Mel Brooks.
Charlap e Lawrence chegaram a entrar na justiça contra os produtores do musical para que o material fosse restaurado antes de chegar à Broadway. As críticas dos try-outs foram de ruins para péssimas e, quando o musical finalmente abriu na Broadway, as críticas conseguiram ser ainda piores, fazendo o show fechar na noite de estreia. A atriz Ella Logan, que estava no elenco durante os try-outs e teve seu papel cortado no meio de todas as revisões do texto, foi parabenizada pela crítica pela sorte de nunca ter estreado no musical. Na época, o fechamento do musical atraiu muito a mídia, especialmente porque o investimento de 650.000 dólares foi perdido. No começo dos anos 80, uma gravação foi lançada, utilizando várias demos gravadas 15 anos antes, quando o musical estava em produção. Até hoje é considerado um dos piores cast recordings da história, impossível de escutar até o final.

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Into the Light
Estreia: 22 de outubro de 1986
Número de sessões: 13 previews e 6 apresentações

into the lightReceita para um fracasso: Santo Sudário, lasers, ciência, filho negligenciado e um amigo imaginário. Essas são as palavras-chave do enredo do musical Into the Light, sobre um fisicista que estuda o Santo Sudário e é tão obcecado pelo trabalho que começa a ter problemas familiares. Seu filho se sente tão negligenciado que cria um amigo imaginário mímico para lidar com a ausência do pai. O texto, músicas e letras são de pessoas com experiência na Broadway tão nula que nem compensa citá-las aqui. Dean Jones, o Bobby do elenco original de Company, era o único grande atrativo, que não foi suficiente para atrair o público após a crítica acabar com o espetáculo. Dean, como um grande religioso, acreditava muito no material e afirmou na época que “o teatro tem que inspirar, elevar o espírito”. Os personagens estavam sempre cantando sobre partículas, moléculas, matéria e antimatéria. As cenas de estudo do Santo Sudário se alternavam com cenas do filho com seu amigo imaginário que surgia da luz e era visível apenas para o público. O espetáculo conseguiu inclusive ofender muitos religiosos, principalmente em uma cena da música “Let There Be Light”, em que freiras, padres e arcebispos dançavam em aprovação ao projeto do estudo do Santo Sudário. Era em momentos como esse que o musical arrancava gargalhadas da plateia, mesmo tendo sido escrito para ser levado a sério e sem nenhuma intenção de ser engraçado. O musical fechou com o prejuízo de 3 milhões de dólares, até então um dos maiores prejuízos que a Broadway já tinha visto. Nenhuma gravação em estúdio foi feita e acredita-se que nenhuma gravação em bootleg sobreviveu ao tempo, ou que ninguém teve o interesse de gravar na época.

Comercial da TV:

Críticas da TV e cenas do musical: 

Via Galactica
Estreia: 28 de novembro de 1972
Número de sessões: 15 previews e 7 apresentações

viaglUma forma de identificar um flop: a história é tão confusa que a explicação do enredo precisava vir anexada ao Playbill. O musical Via Galactica foi um espetáculo de ficção cientifica que se passava no ano de 2972 e contava a história de amor de um rapaz por uma rebelde, que pretendia fugir para outro sistema solar. Cabia ao rapaz escolher ficar para sempre na Terra ou fugir com a garota para as estrelas. A história era dividida em dois atos, como todos os outros musicais, mas cada ato foi dividido em 4 partes, o que fazia as pessoas não entenderem a ligação de uma parte com a outra. O texto era tão problemático que faltava algo muito importante, o público sentir empatia ou qualquer sentimento pelos personagens. O musical contava com um nome de peso, Galt MacDermot, responsável pelas composições do musical Hair e também do flop Dude (citado na primeira parte desse artigo). As músicas do espetáculo mantinham o que MacDermot sempre soube fazer bem: rock e country com uma pegada gospel. Mas o que MacDermot nunca esperava ter eram dois fracassos seguidos em um mesmo semestre, aparentemente sem aprender nada com os erros do musical Dude.
Via Galactica era pretencioso, utilizava efeitos visuais que não impactavam o público, muita pirotecnia e projeções, e o palco ainda era composto de várias camas elásticas para dar o efeito de leveza dos corpos no espaço. A produção se vangloriava da gigante estrutura que o palco tinha, utilizando todo o espaço, do chão até o teto do teatro. Durante as previews, vários atores tiveram problemas sérios com todo o aparato cenográfico. Raul Julia, que fazia o mocinho apaixonado, ficou preso numa espaçonave cenográfica sob a orquestra e tiveram que parar o espetáculo por 20 minutos para tirá-lo de lá. Irene Cara, que veio a fazer muito sucesso com o filme Fame anos depois, também teve problemas durante as previews, quando uma das camas elásticas a jogou para fora do palco. Via Galactica foi o espetáculo que inaugurou o Uris Theatre, que hoje é conhecido como Gershwin Theater, onde Wicked faz sucesso desde 2003. Na época, inaugurar um teatro com um grande fracasso era visto pelos proprietários como um perigo para os negócios, algo que hoje em dia já não é uma preocupação. O musical foi o primeiro a perder mais de 1 milhão de dólares, e é outro que jamais teve uma gravação em estúdio da trilha.

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The Best Little Whorehouse Goes Public
Estreia: 10 de maio de 1994
Número de sessões: 28 previews e 16 apresentações

best-little-whorehouse-goes-public-poster-2Se você está acostumado apenas com os grandes sucessos da Broadway, então temos que interromper um pouco antes de falar desse musical. “The Best Little Whorehouse Goes Public” é uma sequência do aclamado “The Best Little Whorehouse in Texas”, que em 1978 foi indicado a 6 Tony Awards e ainda teve uma adaptação cinematográfica em 1982. O musical conta a história real de um prostíbulo no Texas que está aberto há mais de um século, comandado por Mona Stangley, que é fechado após pressão do xerife com influência da mídia local. O filme foi estrelado pela rainha country Dolly Parton, fazendo par com Burt Reynolds. E pasmem! No filme, temos a icônica canção “I Will Always Love You” consagrada por Whitney Houston, que poucos sabem que é originalmente de Dolly Parton. A produção original da Broadway teve 1584 apresentações, ficando 4 anos em cartaz. Mas então, 16 anos após esse grande sucesso, os mesmos criadores, Carol Hall, Larry L. King e Peter Masterson, tiveram a ideia de fazer uma sequência do musical.
Vamos combinar que sequências em musicais não funcionam, algo que Andrew Lloyd Webber aprendeu muito bem recentemente, com Love Never Dies.
A história da continuação é parecida com a original. Mona Stangley é convidada pela Receita Federal a gerenciar um prostíbulo em Las Vegas (onde a prostituição era permitida) para tentar recuperar 26 milhões de impostos. Enquanto isso, um senador da direita conservadora tenta fechar o bordel. As críticas, logicamente, detestaram o espetáculo, não só porque a continuação se parecia muito com o original, mas por ser um musical tedioso, com coreografias exageradas e uma cenografia que parecia ser de segunda mão. A maior parte das críticas falava de uma das músicas de abertura do segundo ato, chamada “Call Me”, em que várias mulheres ficavam em cabines fazendo o serviço de sexo por telefone, enquanto os homens do outro lado da linha estavam em cima dessas cabines, seminus. O musical ficou famoso na época por ser o primeiro e último espetáculo da Broadway a utilizar o recurso de “infomercial” (aqueles comerciais americanos longuíssimos que tentam vender um produto por telefone), que era tão constrangedor quanto o restante do espetáculo. Felizmente, a produção conseguiu lançar uma gravação em estúdio, uma das únicas coisas consideradas boas, já que músicas como “I’m Leaving Texas” e “Change In Me” até hoje são consideradas showstoppers.

Cena da música “Call Me”:

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Bring Back Birdie
Estreia: 5 de maio de 1981
Número de sessões: 31 previews e 4 apresentações

bringE voltamos à máxima “NÃO FAÇA CONTINUAÇÕES DE MUSICAIS!”. Bring Back Birdie é a continuação do famoso Bye Bye Birdie, de 1960, estrelado por Chita Rivera e Dick Van Dyke, que foi indicado a 8 Tony Awards, ganhou 4 deles, incluindo o de melhor musical, e teve uma adaptação cinematográfica em 1963. A história original nos apresenta a família MacAfee, que é afetada com a vinda do cantor Conrad Birdie para a sua pacata cidade, na qual Conrad Birdie irá escolher uma garota do seu fã clube para quem cantar a última música antes de se alistar no serviço militar. Já na continuação, Bring Back Birdie, o enredo mostra o que aconteceu com os personagens 20 anos depois. Albert Peterson, que foi o responsável por escrever um dos maiores sucessos de Conrad Birdie, tem uma oferta de 20 mil dólares para se reencontrar com Birdie e convencê-lo a se apresentar no Grammy Awards. Nessa jornada, Rose (Chita Rivera, reprisando o personagem) se junta ao marido Albert em busca de Birdie. Quando Albert encontra Birdie, ele está muito acima do peso e é prefeito de uma pequena cidade no Arizona. No meio dessa caçada ao Birdie, Albert e Rose precisam lidar com a filha rebelde, que foge de casa para entrar num culto Hare Krishna, e os outros filhos que resolvem entrar numa banda punk rock (linda história).

O musical não teve try-outs em outras cidades, estreou diretamente na Broadway, e teve muitas previews caóticas, quando nada parecia funcionar, principalmente o cenário cheio de televisores. Charles Strouse, Lee Adams e Michael Stewart, os criadores originais de Bye Bye Birdie, foram os responsáveis por essa continuação desastrosa, em que nem mesmo o retorno de Chita Rivera à personagem Rose fez as críticas falarem bem do espetáculo. A maior parte das críticas dizia que dava claramente para perceber que as novas músicas eram cópias do musical original. Um exemplo era a música “Moving Out”, a segunda música do primeiro ato, que era cópia da clássica “The Telephone Hour” do original. Na cena original, várias adolescentes fofocam ao telefone e criam uma cena linda em que as conversas são intercaladas. Já na continuação, acontece basicamente a mesma coisa, só que ao invés de usarem telefones com fios, os personagens aparecem com telefones mais modernos, sem fio. Outra crítica também dizia que, em um ponto do espetáculo, parecia que cada ator tinha recebido um libreto diferente, já que nada mais fazia sentido e ninguém se importava com os personagens. No fim das contas, todas as críticas apontaram uma única coisa boa na continuação: o momento do agradecimento final, quando Chita Rivera cantava a música “Rosie”, que encerrava o musical Bye Bye Birdie. Foi uma das soluções encontradas para o público sair pelo menos um pouco satisfeito revendo Chita cantando o showstopper do musical original, que vergonhosamente não era nem anunciado no playbill. O show foi considerado grotesco, de mau gosto, em especial pelas músicas de punk rock, e uma das piores coisas já vistas na Broadway. Na época, as críticas diziam que não fazia sentido algum essa continuação, porque os produtores teriam sido muito mais bem-sucedidos se tivessem simplesmente montado um revival de Bye Bye Birdie. Apesar da curta temporada, o musical recebeu uma gravação em estúdio.

Ato 1 completo:

 

 

 

 

“Os Produtores” está de volta!

O clássico de Mel Brooks e Thomas Meehan, lançado em 1968, ganhou uma versão musical na Broadway em 2001 e remake do filme em 2005, este estrelado por Nathan Lane, Matthew Broderick, Uma Thurman, Will Ferrell, entre outras estrelas de Hollywood. No Brasil, Os Produtores ganhou vida pelas mãos do ator, diretor e produtor Miguel Falabella. Em 2007, a hilária adaptação, que passou por cidades como São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, levou mais de 200 mil pessoas ao teatro e contou com nomes de peso como Juliana Paes e Vladimir Brichta. Para a remontagem da versão brasileira em comemoração dos 10 anos de sua estreia em palcos tupiniquins, o musical volta com estrelas de mesma grandeza e terá em cena, além do próprio Falabella (também responsável pela direção geral), Danielle Winits (atriz já consagrada das telas e dos palcos) e o humorista e apresentador Marco Luque (que faz sua estreia no gênero musical e promete arrancar risadas com seu jeito icônico de fazer comédia). A reestreia de Os Produtores está marcada para 20 de abril de 2018, e ficará em curta temporada no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. A produção segue viagem para o Rio de Janeiro, quando estreia em 13 de julho de 2018, no Vivo Rio.

A superprodução volta repaginada em 2018, com mais de 16 cenários, mais de 350 peças de figurino, 60 perucas, uma orquestra de 11 músicos, equipe técnica e de produção de 100 pessoas e um grande elenco de 25 atores.
A versão atual tem um maior número de cenários, além de mais grandiosos do que a edição de 2007. A cenografia procurou retratar todas as atmosferas que envolvem um espetáculo musical ao recriar ambientes como o espaço de audição, o teatro, além de outros lugares que se passam a história como um tribunal, a casa do diretor, escritório de contabilidade, prisão, tribunal, a cidade. Todos os espaços foram reproduzidos nos mínimos detalhes. A riqueza também está inserida nos figurinos que misturam cores e texturas e se transformam em extensões dos personagens.

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SINOPSE
Primavera de 1959 em Nova York. O produtor Max Bialystock (Miguel Falabella) amarga seu último fracasso no teatro quando chega, em seu escritório, um contador tímido e um tanto nervoso, Leo Bloom (Marco Luque), para revisar a contabilidade. Sem querer, Leo descobre que um produtor pode ganhar mais dinheiro com um fracasso do que com um sucesso. “Você pode juntar um milhão de dólares de investidores, gastar cem mil e guardar o resto!”. A ideia faz brilharem os olhos de Max, que convence o até então honesto contador a se associar a ele. A dupla então se dedica a encontrar a pior obra jamais escrita, conseguir o mais desastroso diretor de teatro e produzir o maior fracasso da história. A eles junta-se Ulla (Danielle Winits), uma dançarina sueca que conquista seu espaço com algum talento e belas pernas. No entanto, nem tudo sai como planejado: a obra resulta num estrondoso sucesso, o golpe é descoberto e ambos são presos. Mas o que parece o fim acaba virando um novo começo. Após saírem da prisão, Max e Leo voltam à Broadway com o musical “Prisioneiros do Amor”. Desta vez, porém, a ideia é fazer sucesso e a peça é um recomeço para os dois.

FICHA TÉCNICA
Direção Geral – Miguel Falabella
Direção Musical e Vocal – Carlos Bauzys
Coreografia – Fernanda Chamma
Cenografia – Renato Theobaldo
Figurino – Ligia Rocha e Marco Pacheco
Visagismo – Dicko Lorenzo
Design de Som – Gabriel D’Angelo
Design de Luz – Guillermo Herrero
Produção Geral – Sandro Chaim
Assistente de Direção e Diretora Residente – Dani Calicchio
Direção Musical Associada e Maestro – Guilherme Terra
Coreografia de Sapateado – Felipe Galganni
Cenógrafo Associado – Beto Rolnik

ELENCO
Miguel Falabella – Max Bialystock
Marco Luque – Leo Bloom
Danielle Winits – Ulla
Sandro Christopher – Roger De Bris
Edgar Bustamante – Franz Liebkind
Mauricio Xavier – Carmen Ghia
Brenda Nadler – Ensemble
Carol Costa – Ensemble
Fefa Moreira – Ensemble/ Swing
Giovanna Zotti – Ensemble
Hellen de Castro – Ensemble
Mariana Belém – Ensemble
Maysa Mundim – Ensemble
Renata Vilela – Ensemble
Talita Real – Ensemble
Thais Garcia – Ensemble
Adriano Tunes – Ensemble
Carlos Leça – Ensemble
Daniel Caldini – Ensemble / Swing
Fernando Lourenção – Ensemble
Gustavo Klein – Ensemble
Marcel Octavio – Ensemble
Pedro Paulo Bravo – Ensemble
Rafael Machado – Ensemble
Ubiracy Paraná do Brasil – Ensemble

Patrocínio: SulAmérica, Colgate, Eurofarma, Sem Parar, Alelo.
Apoio Cultural: Bain & Company
Promoção: TV Globo
Realização: Chaim Entretenimento e Ministério da Cultura
Site: www.osprodutoresomusical.com.br

SERVIÇO:
OS PRODUTORES
Recomendação: 12 anos
Duração: 150min (com intervalo de 20min)
SÃO PAULO
Estreia em 20 de abril
Teatro Procópio Ferreira (624 lugares)
Rua Augusta, 2.823 – Jardins.

DIAS E HORÁRIOS DAS APRESENTAÇÕES:
Quinta e sextas 21h
Sábados 17h e 21h
Domingos 15h30

INGRESSOS:
Entre R$ 37,50 e R$230,00

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WikiCast #7 – Carrie

No WikiCast #7, Rafael Nogueira e o convidado Marcos Rinaldi falaram sobre Carrie, um dos musicais favoritos deles e também um dos maiores fracassos da Broadway. Neste episódio, além de conversar sobre todos os detalhes do musical, os dois também falam sobre as diferenças entre as principais produções de Carrie e lembram da montagem brasileira, que esteve em cartaz em 2015. Ouça para entender de onde vem tanto amor e para descobrir por que você precisa conhecer esse musical.

ERRATA: No começo do episódio é dito algumas vezes que a leitura pré Off-Broadway com a Sutton Foster ocorreu em 2001. Na verdade, a leitura ocorreu em 2009.

Videos citados no episódio e outros relacionados:
Musical completo do Try-out de Stratford de 1988
Cenas pro-shot da Broadway 1988
Cenas pro-shot do Off-Broadway 2012
Musical completo Off-Broadway 2012
Cena da destruição do The Killer Musical Experience de Los Angeles
Parte do primeiro ato da última noite na Broadway 1988
Música de abertura da montagem brasileira de 2015

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Terceira temporada do [nome do espetáculo] no Rio!

Vencedora do Prêmio do Humor 2018 nas categorias de Melhor Espetáculo , a versão brasileira do metamusical da Broadway [nome do espetáculo] volta ao cartaz para sua terceira temporada no Rio de Janeiro, a partir de 17 de abril, sempre  terça e quarta, às 19h, até 30 de maio de 2018, no Teatro Eva Herz, no centro do Rio de Janeiro. 

Sinopse
O espetáculo é a história real (ou quase real) de Jeff e Hunter. Para participar de um festival, os dois escritores, com a ajuda de Susan, Heidi e Larry, precisam criar um musical em apenas três semanas. Com o elenco reunido, Jeff e Hunter fazem um pacto para escreverem até o prazo do festival e sonham com um espetáculo que mude suas vidas.

No elenco, Caio Scot [de The Book of Mormon], Junio Duarte [de The Book of Mormon e Jovem Frankenstein], Ingrid Klug [de O Mambembe], Carol Berres [de Contos e Encantos de Natal] e Gustavo Tibi[diretor musical e único músico em cena, da Banda Jamz], sob direção artística de Tauã Delmiro [de 60! Uma Década de Arromba, coautor das músicas de Vamp e diretor assistente de O Primeiro Musical aGente Nunca Esquece].

O espetáculo é a primeira montagem da CAJU produções, que tem à frente o ator e cineasta, Caio Scot e o ator e preparador vocal, Junio Duarte.  [nome do espetáculo] estreou no Solar de Botafogo, onde ficou em cartaz em novembro e dezembro de 2017. Em janeiro, a peça fez uma curta temporada no Centro Cultural da Justiça Federal. 

[nome do espetáculo] faz sua terceira temporada no mesmo ano em que o musical americano completa uma década desde a estreia na Broadway, em 2008. Lá, [title of show] foi indicado ao Tony Award de Melhor Libreto de Musical. 

A montagem brasileira foi indicada a quatro categorias do “Prêmio do Humor 2018”, idealizado pelo ator Fábio Porchat, levando os troféus de Melhor Espetáculo e o Prêmio Especial para versão brasileira. Foi também indicado a quatro categorias no “Prêmio Botequim Cultural”, incluindo Melhor Espetáculo.

[Nome do Espetáculo] 5803ed Foto Manuela Hashimoto

Ainda tem dúvidas se vale a pena ou não assistir o musical? Confira as críticas:

“O humor metalinguístico, a simplicidade da montagem e a qualidade das canções agradam aos que gostam de musicais e aos que não gostam também.” 
Jornal O Globo – Artur Xexéo 
 
“O acerto de um metamusical.”
http://www.escriturascenicas.com.br/2018/01/nome-do-espetaculo-o-acerto-de-um.html
Escrituras Cênicas – Wagner Corrêa
 
“Esse espetáculo musical é diferente, potente e extremamente cativante do início ao fim.”
http://woomagazine.com.br/critica-nome-do-espetaculo/
Woo Magazine – Adriana Dehoul
 
“Lindas vozes em um dos melhores musicais de 2017 no Rio.” 
http://www.acriticateatral.com/2017/12/nome-do-espetaculo-rj.html
Crítica Teatral – Rodrigo Monteiro
 
“Um espetáculo sincero e potente, [nome do espetáculo] se propôs a ser mais do que uma mera tradução de uma peça consagrada nos palcos da Broadway.”
https://www.broadwayworld.com/brazil/article/BWW-Review-NOME-DO-ESPETACULO-title-of-the-show-Should-Be-Nine-Peoples-Favorite-Thing-20180120
Broadway World – Gabriela Benevides
 
“Depois de assistir ao espetáculo, você deixa o teatro com a sensação de ter vis- to uma verdadeira obra prima do teatro musical contemporâneo. Exagero? Não acho.”
http://www.contracenarte.com/2018/01/nome-do-espetaculo-foge-regra-e-traz.html
Contracenarte – Rodrigo Vianna 
 
“…a montagem da versão brasileira é pautada por humor cáustico que provoca risos ao mesmo tempo em que expõe o talento do elenco e a engenhosidade do texto.”
https://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/post/musical-sobre-um-musical-descortina-com-humor-o-ceu-e-o-inferno-da-criacao-teatral.ghtml
G1 – Mauro Ferreira
 
“..um espetáculo hilário, feito com um humor inteligente e interpretado por um quinteto fantástico de craques, que não têm seus nomes em destaque, cercados de lâmpadas piscando, na fachada dos teatros, nem dividem o seu tempo entre o palco e a gravação de novelas para a TV. Não vivem na, e da, mídia; não são superstars. São super artistas.”
http://oteatromerepresenta.blogspot.com.br/2018/01/nome-do-espetaculo-desconstruir-o-que.html
O Teatro me Representa – Gilberto Bartholo
 
“Essa versão merece todos os elogios possível.”
 http://teatroemcena.com.br/home/critica-nome-do-espetaculo/
Teatro em cena – Leonardo Torres
 
“Mais que simplesmente traduzir, Caio Scot e Junio Duarte transformaram, com inteligência e humor, um original 100% Broadway no delicioso [nome do espetáculo].” 
http://www.movimento.com/2018/02/gente-como-gente/
Movimento.com – Fabiano Gonçalves 

 

SERVIÇO
[nome do espetáculo]
17 de abril a 30 de maio de 2018
Terça e quarta, 19h
Teatro Eva Hertz
21 3916-2600
Rua Senador Dantas 45  Centro
60,00 (inteira) | 30,00 (meia)
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos
 
Ficha técnica
Texto original  Hunter Bell
Letras e Músicas Originais  Jeff Bowen
Versão Brasileira  Caio Scot, Carol Berres, Junio Duarte, Luísa Vianna e Tauã Delmiro
Direção Artística  Tauã Delmiro 
Elenco Caio Scot, Carol Berres, Junio Duarte, Ingrid Klug e Gustavo Tibi
Cenário Cris de Lamare 
Figurino  Tauã Delmiro
Iluminação Paulo César Medeiros
Direção Musical  Gustavo Tibi 
Designer de Som  Gabriel D’Angelo
Produção  Manuela Hashimoto e Alessandro Zoe
Idealização  Caio Scot e Junio Duarte
Realização  Caju Produções

 

[Nome do Espetáculo] 5734ed Foto Manuela Hashimoto

Broadway Xperience – A New Musical Party

Você já imaginou ir numa balada onde só toca Show Tunes, ou seja, músicas de musicais? 

A “Broadway Xperience” transformará a balada em São Paulo num grande teatro, onde a pista vira palco e a atração principal será o público, ele é quem vai ser a grande estrela da noite.

Em sua setlist montado exclusivamente para essa festa terá clássicos Mary Poppins, Cantando na Chuva, A Noviça Rebelde, Anything Goes, Sweet Charity, Les Misérables, passando pelos pop’s Hairspray, Dreamgirls, Mamma Mia, Rock Of Ages, Matilda, até aos mais atuais como Dear Evan Hansen, Hamilton, The Book Of Mórmom, La La Land, Kinky Boots, Newsies, The Greatest Showman entre muitos outros.

Às 00:30 em ponto, é quando o “espetáculo” começa e o set list principal já entra alto nas caixas de som, com muitos remixes eletrônicos, versões pop, disco, samba, hip-hop e até funk, mas é claro, algumas precisam ser tocadas na versão original, senão perde a graça! Terão músicas para todos os gostos. Quem quiser ir de cosplay já pode ir preparando o figurino!

Para maiores informações, acesse o site da festa:
http://broadwayxperience.com.br/

E também o evento oficial no Facebook:
https://www.facebook.com/events/336393890215603/

Programe-se para esta data:
Data: 28/04 (sábado)
Abertura da venda de ingressos: 1º Lote (Em breve)
Realização: Making Fun

Cantos de Coxia e Ribalta

Sob os sussurros da coxia e as luzes de ribalta, um grupo de atores se reúne para contar uma história. Entre o corre-vida e as chegadas e partidas dos trilhos de uma estação de trem, o público é apresentado a uma trupe de teatro em crise financeira, que corre o risco de ter seu teatro tomado por conta da especulação imobiliária. Um Poeta então é encarregado de criar uma grande obra teatral a fim de trazer de volta aos artistas os tempos áureos: é a última chance do Teatro sobreviver. Neste cenário, personagens tipificados, inspirados pelos tipos commedia dell’arte – o Dono da Cia., um Poeta, um Músico, uma Primadonna, um Jovem Ator sonhador e uma linda e ambiciosa Jovem Atriz – passam a viver seus próprios conflitos, que misturam-se com a própria história da peça que estão montando. Enquanto tentam contar a história, a realidade mistura-se com a ficção até que se tornem uma coisa só. A abordagem poética da paixão, da desilusão, da entrega, da inveja e competição, da morte e, sobretudo, da sensação de estar sempre tentando permanecer “de pé” e superar os obstáculos impostos pelo destino – sensação tão comum ao Teatro e também à vida cotidiana – são os ingredientes para mover o espetáculo.

O espetáculo musical original e inédito “Cantos de Coxia e Ribalta“, da Cia. de Teatro Lusco-Fusco, estreou no sábado, dia 13 de janeiro de 2018, no Teatro Alfredo Mesquita, em São Paulo, cumprindo temporadas até o dia 4 de fevereiro, com sessões às sextas e sábados às 21h e domingos às 19h. Os preços são populares: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Ingressos antecipados já podem ser adquiridos pelo site do espetáculo e da própria Cia.

Primeiro musical 100% autoral nos doze anos de existência da Companhia, e completamente inédito, “Cantos de Coxia e Ribalta” foi criado por Alef Barros e Gustavo Dittrichi, a partir do estudo de três vertentes artísticas: os personagens-tipos da commedia dell’arte, os ritmos musicais brasileiros e o teatro narrativo brasileiro; combinando esta nova abordagem com a bagagem de pesquisa cênica que a Cia. Lusco-Fusco já carrega; teatro e música (ou teatro musical).

Tanto o argumento (texto) quanto as músicas são originais, e inéditos. O argumento (escrito por Gustavo Dittrichi) buscou livre inspiração na obra de Luis Alberto de Abreu; em especial no texto “O Auto da Paixão e da Alegria”. A linguagem cênica tem inspiração no musical “Godspell“, de Stephen Schwartz e John-Michael Tebelak. Já a música (escrita por Alef Barros, e em parte composta por ele) buscou referências na obra musical de Chico Buarque; nas composições de Baden Powell com Toquinho, em especial nos seus estudos e releituras dos cantos de terreiro e umbanda; e na bossa-nova em geral. Os arranjos musicais e composições gerais são de Dario Ricco, Hiago Guirra e Marco De Laet; e os arranjos vocais são de Pedro Aldozza. A concepção cênica e estética é de Gustavo Dittrichi.

O espetáculo tem patrocínio da Só Dança; apoio da ACENBI (Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira do Imirim), da Poiesis, das Fábricas de Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura e da Prefeitura de São Paulo. A produção e realização é da Lusco-Fusco Produções Artísticas.

Elenco 2 - Formato SMC

Serviço:

De 13 de janeiro a 4 de fevereiro de 2018.
Sextas e sábados às 21h, domingos às 19h.
Sessão extra: 25 de janeiro de 2018, 21h.
Teatro Alfredo Mesquita (Avenida Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo, SP).
– Possui estacionamento próprio e é adaptado para acessibilidade.
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Ingressos e outras informações  pelo site do espetáculo: www.cantosdecoxiaeribalta.com.br

 

 

Você não sabia, mas A Madrinha Embriagada ganhou uma continuação!

Todos os anos, desde 1994, ocorre no New York City Center o “Encores!”. Trata-se de uma série de concertos revivendo musicais da Broadway, que raramente são encenados, utilizando suas orquestrações originais.

Para 2018 o Encores! resolveu criar um novo musical chamado “Hey, Look Me Over!”, onde Bob Martin protagonizará novamente o Homem da Poltrona do famoso musical “The Drowsy Chaperone”, conhecido no Brasil como “A Madrinha Embriagada”. Nesse concerto ele narrará suas cenas e músicas favoritas de musicais esquecidos como All American, George M!, Greenwillow, Jamaica, Mack & Mabel, Milk and Honey, Sail Away e Wildcat.

No “Hey, Look Me Over!” estarão  encenando os artistas Cylde Alves, Reed Birney, Carolee Carmello, Britney Coleman, Clifton Duncan, Marc Kudisch, Judy Kuhn, Tam Mutu, Bebe Neuwirth, Nancy Opel, Alexandra Socha e Vanessa Williams.

Infelizmente haverá apenas 7 apresentações no Off-Broadway, de 7 a 11/02 no New York City Center – 131 W 55th St, New York, NY.

Mais informações: www.nycitycenter.org/pdps/hey-look-me-over

#40 – Show Tunes

Nesse episódio de número #40, o último de 2017, boa parte da equipe do Musical Cast se reuniu para falar basicamente sobre o que mais escutam: Show Tunes! Saiba quais as musicas que não saem do repeat, quais delas fazem parte da “bad” e até mesmo aquelas músicas que seriam perfeitas para usar em momentos mais quentes. Ui!

Episódio com Rafael Nogueira, Julio Cézar, Alene Botareli, Andressa Medeiros, Alexandre Furtado, Nei Santos e Gustavo Mazzei.

Feliz Natal e um lindo 2018!!!

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#39 – Escolha Um!

O episódio #39 do Musical Cast finalmente está no ar!
Nesse episódio resolvemos brincar da nossa própria brincadeira que fizemos no Facebook (post original aqui!). Cada participante escolheu um número para outra pessoa responder e a resposta deveria ser apenas um musical, mas obviamente não funcionou porque é difícil escolher só um! Confira quem tem Patti LuPone como diva favorita, Legally Blonde como guilty pleasure, Cosette como personagem que mais odeia e muito mais!
Episódio com Rafael NogueiraJulio Cézar, Alexandre Furtado, Andressa Medeiros e Gustavo Mazzei

Dê o play abaixo e se divirta com a gente!

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Imagem original da brincadeira:

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WikiCast #4 – The 25th Annual Putnam County Spelling Bee

O WikiCast da vez é sobre o musical 25th The 25th Annual Putnam County Spelling Bee, que recentemente foi montado no Brasil sob o nome de 25º Concurso de Soletrar. Acompanhe nesse WikiCast de número 4 o Rafael Nogueira, juntamente com Gustavo Mazzei, que fez parte da montagem brasileira, falando os motivos que todos precisam conhecer esse musical incrível!

Vídeos mencionados no episódio:
Apresentação no Tony Awards
Bootleg completo do musical

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25º Concurso de Soletrar

Caio Bichaff, estudante do curso de Licenciatura em Arte-Teatro do Departamento de Teatro (DACEFC) do Instituto de Artes da Unesp, apresenta uma versão do musical da Broadway “The 25th Annual Putnam County Spelling Bee chamado aqui de “O Vigésimo Quinto Concurso de Soletrar”. A montagem tem direção geral e cênica de Bichaff e direção musical de Caio Guimarães. A versão e tradução do texto é de Caio Bichaff, Fernanda Brito e Gabriel Boani. No elenco estão Amanda Bamonte (Rona), Celo Carvalho (Leaf), Heder Becker (Chip), Gustavo Mazzei (Barfée), Lucas Bamonte (Mitch), Luiza Arruda (Olive), Luiza Francabandiera (Marcy), Pedro Faraldo (Panch) e Natália Capucim (Schwarzy).

A montagem faz parte da programação do “X Festival Fábrica de Óperas”, projeto de extensão coordenado pelo Maestro Abel Rocha, que tem como objetivo estudar e encenar óperas e mais recentemente obras de teatro musical. 
O grupo que irá apresentar lançou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse. A meta arrecadada cobrirá os gastos de cenografia, figurinos e aluguel de microfone.
Você pode conhecer um pouco mais do projeto e colaborar com a campanha no link: http://bit.ly/2v12Mxe
É de extrema importância lembrar que esse exercício teatral não fere os direitos autorais originais da peça, dado que se trata de uma montagem com fins didáticos e que a entrada é gratuita! 🙂

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As apresentações serão nos dias 16, 17, 20, 23 e 24 de Setembro, no Teatro Reynúncio Lima, no Instituto de Artes (Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271) às 20hrs.

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HAIR – A Revolução do Amor

Vem aí a nova montagem de Hair!
Em novembro, a cidade de São Paulo vai poder viver momentos incríveis com a nova montagem do clássico musical da Broadway, “HAIR – A Revolução do Amor”. O musical, que completa 50 anos em 2017, terá versões de Giulia Nadruz, direção de Rafael Pucca, direção musical de Thiago Perticarrari, produção executiva de Luciana Solitão, Gabriel Fabbri na regência e Gabrielle Maia na direção de movimento que resgata a essência do movimento hippie, com a luta pela paz, amor livre, expansão da consciência e fraternidade independente de cor ou credo.

O espetáculo pretende resgatar a transgressão de suas primeiras montagens e conta com um elenco de 25 atores cantores.

A atriz convidada Luana Zenun encabeça a tribo no papel da icônica Dionne, Gabriel Calixto como Berger, Mateus Torres como Claude, Amanda Bamonte como Sheila, Allex Costa como Hud, Daniel Klepacz como Woof, Luciana Solitão como Jeannie, Flávia Mengar como Crissy, Rodrigo Damo como Margareth Mead, Celo Carvalho como Hupert, Luana Bichiqui e Pedro Passari como pais do Claude, além de André Nogueira, Alice Zamur, Bruno Gasparotto, Fernanda Cascardo, Gabriel Camilo, Grasi Manhães, Heder Becker, Julia Sanches, Karla Nasser, Ronie Suárez, Mary Minóboli, Stefany Tomaz, Thales Reys.

Ainda não foram divulgados data e teatro da estreia, mas fique atento aqui para novas informações!

ELENCO