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Yank! – O Musical

Depois de interpretar o personagem Augusto, na primeira fase da novela “A Lei do Amor”, da Rede Globo, Hugo Bonemer está nos preparativos finais para viver o personagem Stu, um correspondente de guerra em YANK! – O Musical, peça dos irmãos norte-americanos Joseph e David Zellnik. Na história, Stu se apaixona pelo soldado do exército Mitch, vivido pelo ator Betto Marque. Em meio a luta pela sobrevivência nas frentes de batalha da 2ª Guerra Mundial, o amor entre os dois precisa vencer as adversidades nas trincheiras de um tempo e lugar onde todas as circunstâncias estão contra eles.yank_divulgacao

A montagem de “Yank!” no circuito Off-Broadway aconteceu em 2010 e rendeu 7 indicações ao Drama Desk Awards (incluindo Melhor Musical), assim como indicações de Melhor Musical no Outer Critics Circle Award e The Lucille Lortel Awards.

Há 4 anos, comecei a procura de alguma peça teatral que tocasse em um tema que acho muito importante trazermos para discutir na sociedade: a homoafetividade. E foi a partir dessa pesquisa que eu e um amigo descobrimos YANK!. Além de ser uma história linda, passada durante a Segunda Guerra Mundial, onde dois soldados norte-americanos se apaixonam, ainda é um musical. Juntei o útil ao agradável. Este projeto era uma chance de estabelecer um diálogo com toda sociedade carente de representação e que sempre desejou ver os seus sonhos e sua voz trazida à tona. Estamos em uma época única da história mundial, em que essa questão pode ser abordada de maneira direta, pois transcende as barreiras de nacionalidade ou de gêneros artísticos, sendo do interesse do grande público” – fala Leandro Terra, que também integra o elenco, além de ser o idealizador e produtor do espetáculo.

Esta será a primeira montagem mundial que não será na língua inglesa, além de ser a estreia latino-americana da produção. Em março, aconteceu a estreia europeia, em Manchester, na Inglaterra.
A estreia de Yank! – O Musical acontecerá no dia 8 de junho, de quarta à sábado, sempre às 19h30, no Teatro Serrador (RJ) e vai contar com a ilustre presença de um dos autores da obra, o norte-americano David Zellnik. A peça fica em cartaz até 1 de julho.

 

YANK! – O Musical
Teatro Serrador
Sen. Dantas, 13 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 2220-5033
Lotação: 276 lugares
Temporada: de 08/06 a 01/07
De quinta a sábado – 19:30
Valor: R$ 40,00Betto Marque e Hugo Bonemer - crédito fotografico - Ronaldo Correa PDI

Tudo ao Contrário 2

Hoje aconteceu no Teatro Riachuelo no Rio de Janeiro a segunda edição do “Tudo Ao Contrário”. O evento anual é inspirado no “Broadway Backwards” de Nova York, que é a inversão do gênero e perfis dos personagens nos números apresentados, ou seja, atores cantando canções femininas e atrizes cantando músicas masculinas.  O “Tudo Ao Contário” é também um evento beneficente para arrecadar fundos para a sociedade Viva Cazuza e lutar de maneira artística a favor da vida e do respeito universal.
O espetáculo foi dirigido por João Fonseca e Reiner Tenente, com direção musical de Tony Lucchesi e coregrafias de Victor Maia.

Segue a lista dos números musicais e dos artistas que se apresentaram:

 

1. Doce Travesti – Gottsha
2. Casamento – João Fonseca, Reiner Tenente e Tony Lucchesi
3. On My Own – Jarbas Homem de Mello
4. A Volta do Malandro – Izabela Bicalho e Tacy de Campos
5. Toda Noite – Claudio Lins
6. Cell Block Tango – Gabriel Querino, Gustavo Klein, Marcelo Ferrari, Marcio Jahú, Rodrigo Morura e Victor Maia
7. Eu Preciso Dizer que Te Amo – Marya Bravo e Estella Rodrigues
8. I’m Telling You – Wladimir Pinheiro
9. Partida de Futebol – Bel Lima, Claire Nativel, Diana Cataldo, Gabi Porto, Joana Mendes, Julia Morganti, Lyv Ziese, Maira Garrido, Marina Mota, Tecca Ferreira e Thainá Gallo
10. Black Boys/White BoysBlack Boys: Renan Mattos, André Vieri e Oscar Fabião. White Boys: Ícaro Silva, André Sigom, Nando Brandão
11. Cambaio – Soraya Ravenle
12. My Man – André Dias
13. O Meu Amor – Gabriel Sttaufer, Hugo Kerth, Leo Bahia e Marcelo Várzea
14. Te Proteger – Kacau Gomes e Lilian Valeska
15. Sou Gay e Tudo Bem – Bel Lima, Bruno Rasa, Carol Botelho, Fabiana Tolentino, Fernanda Gabriela, Gabi Porto, Leonam Morais, Philipe Carneiro e Saulo Segreto
16. Teresinha – Ney Latorraca
17. Princesas – Caio Loki, Jorge Maya, Marcelo Nogueira, Mau Alves e Pablo Áscoli
18. A Bela e Fera – Thati Lopes e Evelyn Castro
19. As If We Never Said Goodbye – Tadeu Aguiar
20. Gritar – Victor Maia, Gabriel Querino, André Guedes, Anderson Rosa, Andressa Tristão, Anna Julia Dias, Bel Lima, Camila Matoso, Clara da Costa, Daniel Haidar, Gabriela Tavares, Kaique Lopes, Marina Mota, Wesley Carneiro e Yuri Izar
21. Maria – Claudia Netto
22. Elephant Love Medley – Gabriel Leone e Raphael Rossatto
23. Be Italian – Tiago Abravanel, André Vieri, Bruno Rasa, Gabriel Querino, Leonam Morais, Oscar Fabião, Pedro Pedruzzi, Saulo Segreto e Vinicius Teixeira
24. Medley do Despertar da Primavera – Claire Nativel, Eline Porto, Estrela Blanco, Gabriel Peregrino, Gabriel Sttaufer, Hugo Kerth, Ingrid Manzini, Leo Bahia, Lyv Ziese, Lua Blanco, Mariah Viamonte, Philipe Carneiro e Thiago Marinho
25. I Will Survive – Cássia Raquel, Analu Pimenta e Letícia Pedrosa

WikiCast #1 – Taboo

Novidade no Musical Cast! Hoje estamos lançando a primeira edição do “Wiki Cast”, que serão episódios especiais sobre apenas um musical de cada vez, apresentados por duplas da equipe do Musical Cast. Nesse Wiki Cast #1, uma escolha inusitada: Rafael Nogueira e Glauver Souza se juntaram para falar sobre o musical “Taboo”, de 2002. Ouça para saber tudo sobre as diferentes produções, sobre a história baseada na vida dos protagonistas Boy George e Leigh Bowery e escute também um pouco da trilha do musical, que foi um dos maiores fracassos da Broadway, mas um grande sucesso no West End.

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#35 – Jogo do Perfil #2

Finalmente mais um episódio de joguinho! No Episódio #35, o Jogo do perfil musical está de volta! Vem brincar com Rafael, Andressa, Alene e Alexandre e tentar acertar sobre qual pessoa, personagem ou musical são nossas fichas. Dessa vez o jogo esquentou, teve dicas melhoradas (e nem tanto) e ainda mais risadas entre os participantes! Será que você consegue ouvir esse episódio todo sem gargalhar com a gente?

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Forever Young volta a São Paulo

Depois de uma pequena turnê por algumas cidades do país, a comédia musical Forever Young volta para São Paulo, numa curta temporada, no Teatro Raul Cortez, de 5 de maio a 11 de junho, com mudanças no elenco. Começando por Fred Silveira, que assume o papel interpretado por Jarbas Homem de Mello, na temporada anterior, e Claudio Galvan, na turnê; Marya Bravo assume o papel interpretado por Fafy Siqueira e Vanessa Gerbelli assume o papel interpretado por Claudia Ohana, que está em cartaz com Vamp – O Musical, no Rio de Janeiro. Os atores interpretam a si mesmos, mas os personagens não são baseados em suas personalidades. O intuito foi justamente passar a ideia de que é tudo uma grande brincadeira.

Forever Young é uma grande homenagem a todos os artistas que trouxeram tanta magia para as pessoas. E, principalmente, passa a mensagem que ser jovem é algo eterno, que a vida não para, apenas muda-se a frequência das ações. Os hits são sucessos do rock/pop mundial de diversos anos, passando pelas décadas de 50, 60, 70, 80 até chegar aos anos 90.

 

Teatro Raul Cortez
Sexta às 21h30 | Sábado às 21h | Domingo às 15h e 18h
Ingressos:
 http://www.compreingressos.com/espetaculos/6976-forever-young
Sexta R$ 80 | Sábado R$ 90
Domingo R$ 50 (às 15h) e R$ 80 (às 18h)
Duração: 100 minutos

 

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Especial #8 – 2 Anos de Musical Cast

Hoje o Musical Cast completa dois anos de existência e para comemorar, lançamos nossa nova identidade visual e um episódio especial que reuniu Rafael, Glauver e Julio Cezar,  o “Original Cast” do podcast num bate-papo pra relembrar a primeira gravação, a criação e a evolução do MC, além de falar um pouco sobre os outros integrantes que formam essa linda equipe.

Episódios citados no Especial #8:
#1 – Musicais Que Amamos!
#3 – Brincadeira dos Musicais
#19 – Sondheim para Leigos
#27 – A Primeira Vez a Gente Nunca Esquece
#30 – Jogo do Perfil
#31 – Os Musicais Que Mudaram a Broadway  

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Previsões para o Tony 2017

Está chegando a hora!

No dia 02 de maio saberemos quem são os indicados para mais um Prêmio Tony, aquela noite mágica onde todos os nossos artistas preferidos se reúnem no mesmo palco para nos presentear com incríveis números musicais, brincadeiras e mais combustível para alimentar a guerra entre os fandoms da Idina e da Stephanie.

Foi um grande ano para musicais, o teatro, como um movimento artístico, fez jus a época atual e nos encantou com histórias intimistas tratando de assuntos pertinentes e específicos para tempos tão conturbados como os que vivemos…..e também por algum motivo no meio disso tudo alguém achou que Cats merecia um revival.

Mas independente de algumas decepções, em 11 de junho todos terão a chance de serem reconhecidos e premiados, mesmo que para garantir isso Lin-Manuel Miranda teve que receber um convite com o endereço errado, assim as pessoas podem ter a chance de ganhar algo. 

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Agora sem mais delongas, baseado em puro achismo análises críticas, quero colocar as previsões do que eu acredito serão os indicados para a premiação desse ano. Em negrito eu destaco quem eu presumo que vencerá a categoria e sublinhado quem eu acho que mereceria vencer se o mundo fosse justo e não uma constante série de The Will Rogers Follies ganhando no lugar de Miss Saigon.

Melhor Musical
Dear Evan Hansen
Come From Away
Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812
Groundhog Day
Anastasia

Melhor Revival de Musical
Falsettos
Hello, Dolly!
Miss Saigon
Sunset Boulevard

Melhor Ator Principal em Musical
Ben Platt (Dear Evan Hansen)
Andy Karl (Groundhog Day)
David Hyde Pierce (Hello, Dolly!)
Jon Jon Briones (Miss Saigon)
Josh Groban (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)

Melhor Atriz Principal em Musical
Bette Midler (Hello, Dolly!)
Eva Noblezada (Miss Saigon)
Denée Benton (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Christine Ebersole (War Paint)
Patti LuPone (War Paint)

Melhor Ator Coadjuvante em Musical
Joel Hatch (Come From Away)
Rodney Hicks (Come From Away)
Lucas Steele (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Andrew Rannells (Whizzer, Falsettos)
Gavin Creel (Cornelius Hackl, Hello, Dolly!)

Melhor Atriz Coadjuvante em Musical
Jenn Colella (Come From Away)
Rachel Bay Jones (Dear Evan Hansen)
Brittain Ashford (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Amber Gray (Natasha, Pierre)
Stephanie J Block (Falsettos)

Melhor Direção de um Musical
Rachel Chavkin (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Michael Greif (Dear Evan Hansen)
James Lapine (Falsettos)
Jerry Zaks (Hello, Dolly!)
Christopher Ashley (Come From Away)

Melhor Coreografia
Peggy Hickey (Anastasia)
Andy Blankenbuehler (Bandstand)
Warren Carlyle (Hello, Dolly!)
Denis Jones (Holiday Inn)
Sam Pinkleton (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)

Melhor Libreto
Irene Sankoff & David Hein (Come From Away)
Steven Levenson (Dear Evan Hansen)
Danny Rubin (Groundhog Day)
Dave Malloy (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)

Melhor Trilha
Come From Away (Irene Sankoff & David Hein)
Dear Evan Hansen (Benj Pasek & Justin Paul)
Groundhog Day (Tim Minchin)
Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812 (Dave Malloy)

Melhor Cenário em Musical
Mimi Lien (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Totie Driver e Matt Kinley (Miss Saigon)
Rob Howell (Groundhog Day)
David Zinn (Amélie)
Alexander Dodge (Anastasia)

Melhor Figurino em Musical
Santo Loquasto (Hello, Dolly!)
Paloma Young (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Linda Cho (Anastasia)
Catherine Zuber (War Paint)
Tracy Christensen (Sunset Boulevard)

Melhor Iluminação em Musical
Japhy Weideman (Dear Evan Hansen)
Bradley King (Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812)
Howell Binkley (Come From Away)
Mark Henderson (Sunset Boulevard)

Nesse momento eu imagino que o Rafael Nogueira esteja mais ou menos assim:
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E algo que precisa ser esclarecido antes que alguém reclame: NÃO! A Glenn Close não pode concorrer ao Tony pois ela já ganho o prêmio pelo mesmo personagem em 1995.

Agora é aguardar para ver o que acertei, o que errei e como será a performance de Kevin Spacey como o apresentador desse ano.

NEW YORK, NY - JUNE 08: Actor Hugh Jackman (C) and the cast of "After Midnight" perform onstage during the 68th Annual Tony Awards at Radio City Music Hall on June 8, 2014 in New York City. (Photo by Theo Wargo/Getty Images for Tony Awards Productions) ** OUTS - ELSENT, FPG - OUTS * NM, PH, VA if sourced by CT, LA or MoD **

Aproveitando, fica aí uma piadinha que tem tudo a ver com o Tony:

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Qual o nome do musical?

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DEER Evan Hasen!

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#34 – Os Musicais que Mudaram a Broadway, Ato III – Lin-Manuel Miranda

No episódio #34, a última parte da trilogia “Os musicais que mudaram a Broadway”, Rafa, Alene, Andressa, Alexandre e Glauver conversam sobre Lin-Manuel Miranda, o homem que está renovando o que tem sido feito na Broadway nos últimos anos. Saiba mais sobre a carreira do ator e compositor dentro e fora dos palcos, especialmente sobre os dois maiores fenômenos da última década na Broadway, In The Heights e Hamilton. Dê o play e se divirta com a gente!

Conteúdos citados no episódio:
Vídeo: Freestyle com Lin, Christopher Jackson in James Monroe Iglehart 
Vídeo: Idosos reagem ao musical Hamilton
Vídeo: Apresentação do Lin na Casa Branca
Site: Genius.com com todas explicações e referências das letras de Hamilton
Podcast: AntiCast 279 – Hamiliton e a Formação dos EUA 
Vídeo: Lin no Jesus Christ Superstar
Vídeo: Musical 21 Chump Street

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Come From Away – Encontrando o amor no meio de lugar nenhum

No dia 11 de setembro de 2001, o mundo parou quando aviões se chocaram contra as torres do World Trade Center, em Nova York, e um estado de pânico e medo se instalou em corações por todo o globo. Enquanto todos acompanhavam os resgates e se desesperavam com a falta de informações, centenas de aviões eram desviados e precisavam de aeroportos para pousar, já que o espaço aéreo americano foi fechado por segurança.

Dentre esses, 38 aeronaves foram encaminhadas para o aeroporto da cidade de Gander, na ilha de Newfoundland (Canadá), um pequeno município de 11 mil habitantes que subitamente teve que ver sua população quase dobrar com a chegada de 7 mil passageiros, que sequer sabiam onde estavam ou quando voltariam para casa. Como essa população reagiu à chegada dessas pessoas? Com amor.

Essa é a história real que inspirou Come From Away, um pequeno musical com banda reduzida em cena, poucos adereços e apenas 12 atores, que aos poucos está se tornando um dos grandes favoritos para o Tony de 2017. A peça conta em apenas um ato a história de todas essas pessoas, desde o desespero dos passageiros sem saber o que irá acontecer até o esforço do adorável povo simples da cidade que faz de tudo para que os visitantes se sintam em casa durante um dos momentos mais difíceis de suas vidas.

Idealizada em 2015 por Irene Sankoff e David Hein, a peça começou com temporadas no La Jolla e em Seattle até tomar forma completa no Alexandra Theatre (Toronto) em 2016. Seu processo de criação seguiu o trabalho de diversas outras obras intimistas com extensos workshops e colaboração do elenco no desenvolvimento, já que, como eles mesmo dizem, são 12 atores para interpretar 18 mil personagens. Entre os atores que estão trabalhando com o material desde o início, o destaque fica para Jenn Colella (Chaplin e If/Then) e Rodney Hicks (Rent), mas em meio a tantos personagens diferentes, o elenco todo precisa (e consegue) realizar um trabalho em uníssono e com total confiança uns nos outros.

E é aí que vive a magia do musical, em seus atores. Assim como tantas outras peças já citadas por nós em outros artigos, Come From Away é um trabalho de 12 pessoas apresentando lindas histórias e nos emocionando, contando apenas com seu talento e esforço. Desde a história de uma mãe desesperada com o filho bombeiro em Nova York que não atende ao telefone, do passageiro do Oriente Médio que sofre preconceito e desconfiança das outras pessoas presentes, até a de uma piloto que carrega o fardo e orgulho de ser a primeira mulher a pilotar um avião de uma grande companhia aérea comercial. São diversas histórias embaladas pelo ritmo da música folk/celta (característica do povo da região de Newfoundland) que vão nos cativando e nos levando através de diversas emoções diferentes.

Um musical para rir, para chorar, para se emocionar, mas principalmente, um musical que nos lembra do nosso potencial como seres humanos de praticar a empatia, a compaixão e o amor ao próximo. No meio do caos e da tristeza, nós conseguimos encontrar amor e amizade, e é apenas isso que Come From Away quer de seus espectadores, que eles saiam do teatro renovados e cheios de esperança pelas maravilhas que a humanidade é capaz de fazer.

No mundo intolerante que vivemos hoje em dia, Come From Away é o musical certo na hora certa.

Come From Away está em cartaz no Gerald Schoenfeld Theatre, 236 West 45th Street, em Nova York.

Ficou interessado? Escute a trilha completa no Spotify e assista a alguns vídeos promocionais.

 

 



Voar: Um Musiclown

O Musical Cast esteve presente na estreia de “Voar: Um Musiclown”, no último dia 23 de março no TUSP (Teatro da Universidade de São Paulo). O musical infanto-juvenil é uma viagem à cidade da Ludicidade, onde só há moradores palhaços, mas um dia tudo amanhece diferente: os personagens se deparam com o céu antes de chover e o lúdico vai se esvaindo de suas vidas cotidianas, enquanto os palhaços se veem na transição da infância para idade adulta. O musical também aborda temas como questões de gênero e homofobia de uma forma doce e sensível. Fica claro que o trabalho foi pensado para todos os públicos, e não apenas para o público infanto-juvenil. A mensagem do “musiclown” atinge tão diretamente os espectadores que é muito difícil sair indiferente do teatro.

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A proposta do espetáculo é da Caravana Suspiro, grupo de teatro formado por discentes dos cursos de Artes Cênicas da USP, UNESP e INDAC: Agmar Beirigo, Alice Máximo, Andressa Mello, Camila Florio, Carolina Braga, Du Yoshimura, Gabriela Toloi, Jéssica de Queiroz, Luiz dos Santos, Piero Schlochauer, Rafael Biaggio e Sérgio Marques.

A produção é independente e conta com a colaboração do público para se manter em cartaz. Para isso, eles também criaram a lojinha do musical, onde vendem camisetas e o CD do espetáulo.

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FICHA TÉCNICA
Direção: Henrique de Paula e Weslley Rocha
Dramaturgia: Victor Walles
Direção musical: Henrique de Paula
Direção de arte: Eduardo Yoshimura e Weslley Rocha
Assistência de direção Musical e Preparação vocal: Gabriela Toloi
Pianista: Alex Kim Manso
Arranjo: Piero Schlochauer
Preparação de elenco: Letícia Mariano
Elenco: Agmar Beirigo, Alice Máximo, Andressa Mello, Camila Florio, Carolina Braga, Du Yoshimura, Gabriela Toloi, Jéssica de Queiroz, Luiz dos Santos, Rafael Baggio e Sérgio Marques.
Produção: Andressa Mello, Alice Máximo e Nina Ricci
Mídia e Divulgação: Du Yoshimura, Nina Ricci e Sérgio Marques

 

SERVIÇO:
6 a 21 de Maio de 2017
Local: Teatro Décio de Almeida Prado. Rua Cojuba, 45 – Itaim Bibi, São Paulo
Horário: 16 horas
Duração: 75 minutos
Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia).
Classificação: Livre

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10 coisas que Wicked Brasil deixou saudades e os 10 motivos para assistir Les Misérables

Como a grande maioria sabe, o palco do musical Wicked deu lugar para a segunda montagem brasileira de Les Misérables. Mas enquanto muitos fãs ainda não conseguiram superar a saudade de Oz, outros já se preparam para se aventurar nas barricadas de Paris.
Nós do Musical Cast, juntamente com Paula Kalisak e Daiane Bombardelli da “Wicked Family”, assistimos a primeira preview do Les Misérables, que aconteceu no dia 26 de Fevereiro de 2017, e discutimos os muitos aspectos que Wicked deixou e o que o Les Mis está trazendo de novo.
Então depois de muito bate-papo, conseguimos realizar duas listas: 10 coisas que Wicked Brasil deixou saudades e os 10 motivos para assistir Les Misérables.

10 Coisas Que Wicked Brasil Deixou Saudade

1. Uma das coisas que mais sentiremos falta é entrar no Teatro Renault e ter a visão impactante do dragão no alto no palco. Era um detalhe que fazia tudo parecer tão mais mágico e dava a sensação de que havíamos chegado a Oz.

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2. A mensagem transmitida era retratada de forma tão sutil e tão delicada que foi impossível não derramar algumas lágrimas com os temas que Elphaba, Glinda e companhia retratavam, desde o bullying até a amizade verdadeira.

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3. Não podemos negar que, sem dúvidas, Wicked teve o maior fandom para um único musical, e a interação que o elenco e a produção tiveram com todos é algo que ficou marcado. Desde as lives que todos amavam ver, até as interações nas redes sociais, sempre havia menção a alguém e todos os artistas eram muito atenciosos.

4. Os bastidores! Foi criado o Ticket Esmeralda lá pelo meio da temporada para que os fãs pudessem desvendar os segredos do musical e, se dessem sorte, poderiam encontrar alguma surpresa no caminho. Sem contar que os atores sempre apareciam lá pra falar com os turistas de Oz.

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5. “Não quero mais limites, cansei de obedecer.” – não havia uma só pessoa que não saísse cantarolando alguma música. As canções combinavam tanto com as cenas onde foram inseridas que duvidamos que você não tenha pensado em alguma quando viveu um momento parecido.

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6. “Popular! Te ensino a ser popular!” – a expectativa que todos tinham no início da semana para saber se haveria sessão popular na quarta-feira daquela semana. Era uma chance de ver os covers em ação sem judiar do bolso, alem de serem as sessões mais animadas, sem dúvida.

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7. Se havia uma coisa que deixava todos ansiosos e animados era o Stage Door. Era onde o público podia tirar fotos, pegar autógrafos e conversar com os atores. Era loucura? De fato. Ficava tão cheio que demorava mais para você chegar perto de um dos atores principais do que gastar suas economias na lojinha do musical.

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8. Uma das inovações foi a sessão de Halloween, a famosa Sessão Cosplay. Uma noite em que o fãs puderam se fantasiar como os personagens do musical. Foi legal ver tantas Elphabas, Glindas, Fiyeros, Nessas e tantos outros tão bem caracterizados. Houve até premiação!

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9. “Meu instinto chama e me faz tentar desafiar a gravidade” – Até foi falado em um dos episódios do podcast que Wicked tem um dos melhores finais de primeiro ato. Todos vibravam com o voo que Elphaba fazia e selava seu destino como a Bruxa Má do Oeste. Um momento tão mágico que era impossível não se emocionar.

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10. Por fim, temos que citar as amizades que foram criadas por causa do musical. Foi um tal de criar grupos no whatsapp, no facebook e páginas no instagram para discutir a sessão daquele dia, qual eram suas reações do musical e coisas assim. Wicked, tendo amizade como um dos temas principais, criou um grupo de fãs alucinados pelo musical que podiam compartilhar esse amor com outras pessoas e, assim, mostrar o mundo musical.

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10 Motivos Para Deixar Wicked um Pouco pra Trás e Ir Assistir Les Misérables

1. O elenco infantil! As crianças são um show a parte. Cossete e Eponine são vistas primeiramente como crianças e todas as atrizes mirins que dão vida às duas são incríveis. Mas quem acaba roubando a cena são os atores mirins que interpretam Gavroche. Todos são cativantes!

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2. O coro é um dos melhores que já vimos na vida. O elenco está afinadíssimo e nos faz arrepiar desde a primeira linha da primeira canção até a última palavra da ultima música, causando sérias crises de choro no público.

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3. A orquestra regida por Paulo Nogueira não está ali apenas para fazer “música de fundo”. Desde o primeiro acorde é notável que a música é a alma do musical e contribui muito para a essência das performances.

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4. (SPOILER) O suicídio de Javert no segundo ato com certeza é uma das cenas mais bem feitas do musical. A atuação de Nando Pradho, sua voz, a música e os efeitos contribuem para que a cena pareça muito real.

5. As projeções foram feitas para ajudar a complementar o cenário e são muito bem feitas, colocadas em momentos estratégicos. Pela primeira vez projeções são usadas de forma inteligente no cenário de um musical aqui no Brasil.

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6. O CENÁRIO (!) que está muito bem feito, desde ao redor do palco até as janelas dos prédios que os atores utilizam para dar veracidade às cenas. Mas a barricada da revolução é o que mais merece destaque. Nós vemos a parte de trás, onde acompanhamos a história pelo ponto de vista dos revolucionários e temos a impressão de que ela está lá para proteger a platéia.

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7. O som muito bem equalizado e o uso do surround sound nas cenas de batalhas faz a gente se sentir dentro da história.

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8. O elenco reúne grandes nomes do teatro musical brasileiro em papeis de destaque, sendo encabeçado pelo espanhol Daniel Diges como Jean Valjean. O elenco ainda conta com Nando Pradho, Kacau Gomes, Laura Lobo, Clara Verdier, Filipe Bragança, Pedro Caetano, Andrezza Massei e Ivan Parente entre tantos outros atores talentosos.

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9. A mensagem transmitida por meio de seus momentos significativos. Podemos ver uma situação política que é resolvida de uma maneira não tão certa, mas que mostra o que pode ser visto na realidade francesa histórica.

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10. E, por fim, todos saímos de dentro do teatro numa emoção única que apenas Les Misérables pode transmitir, e é aquele tipo de emoção que nos faz ficar pensando por dias a fio sobre a temática e sobre nós mesmos dentro de uma sociedade. É aquele sentimento de “eu preciso ver de novo!”.

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#33 – Girl Power na Broadway

🎶”Alene, Andreeeeeeeeeeessa, and Letícia!”🎶, as meninas do Musical Cast, recebem a convidada Mariana Carrozzino para discutir a representação da mulher na Broadway. Sim, você leu certo! Nesse episódio especial para o Dia Internacional da Mulher, o primeiro episódio da história do Musical Cast sem homem nenhum pra dar pitaco, quem manda são elas! Os temas dessa conversa descontraída são a evolução da representação da mulher nos musicais ao longo das décadas, musicais com temas feministas, grandes personagens mulheres e a quantas anda a presença feminina na Broadway atual. Prepare seu “WORK!” e vem ouvir quem realmente comanda o mundo.

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Minha Jornada para Falsettoland

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ATO I
Four Jews in a Room Bitching

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Thrill of First Love

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Marvin at the Psychiatrist (A Three-Part Mini-Opera)

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I’m Breaking Dow

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March of the Falsettos

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Father to Son

Matthew-McConaughey

ATO II
Welcome to Falsettoland

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A Day in Falsettoland

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Something Bad Is Happening

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Days Like This

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Unlikely Lovers

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You Gotta Die Sometime

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What Would I Do?

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Falsettoland (Reprise)

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Conclusão:

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Apesar da brincadeira acima, eu quero falar sério sobre Falsettos. Afinal, mesmo sendo uma comédia musical, a obra ainda trata de temáticas sérias e possui uma mensagem muito importante: a aceitação.
Para quem não conhece e se interessou, Falsettos é o mais recente revival de uma trilogia de peças Off-Broadway que começou em 1979 com In Trousers, seguida por March of the Falsettos (1981) e terminando com Falsettoland (1990). A trilogia conta a história de Marvin, que aceita sua orientação sexual na vida adulta e precisa lidar com as mudanças que isso vai trazer para sua vida e a de sua família, já que ele, além de ser casado, tem um filho de 12 anos.
Na montagem mais recente da peça, a primeira parte da trilogia foi eliminada (com exceção de uma música) e as duas partes restantes são apresentadas como uma única peça de 2 atos. O revival foi aclamado pela crítica teatral e atualmente é o grande favorito para a categoria de Melhor Revival no Tony desse ano.
E isso é muito fácil de compreender: as composições de William Finn são marcantes, suas letras são ácidas e ele consegue balancear doçura e ferocidade naturalmente. Em raros casos a fórmula “você vai rir e chorar” está tão bem representada.
Junte a isso a mensagem que mencionei no começo, sobre aceitação. Mais do que aceitar uma orientação sexual, Falsettos fala sobre se aceitar como ser humano, como mãe, como filho, como amante. Sem entrar em detalhes, acredito ser uma peça sobre personagens, em que apenas eles importam: seu crescimento, seu desenvolvimento e sua busca por uma identidade e posição na vida.
A última performance da peça foi filmada e será exibida em breve na televisão americana. Enquanto isso, o que nos resta é escutar essa trilha maravilhosa e nos emocionar com essa linda história sobre cada um de nós.

  

#32 – Os Musicais Que Mudaram a Broadway – Ato II

Para quem gostou do episódio #31, o papo continua no episódio #32, “Os Musicais que Mudaram a Broadway – Ato II”! Agora, os musicais abordados pelo Rafael, Julio Cézar, Alene e Alexandre são todos que vieram depois de Hair, a partir dos anos 1970. Venha conhecer todos os musicais que fizeram a diferença na Broadway nas últimas décadas e ouvir nossas opiniões sobre eles! Será que seu preferido está entre eles? Esse episódio ainda terá uma terceira parte, o que será que nos aguarda?

Trailer do documentário “Every Little Step” comentado no episódio.

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La La Land: Mais que um filme, uma experiência

Falar de La La Land é falar da história de Hollywood. O filme de Damien Chazelle, que vem impressionando plateias pelo mundo todo, consegue entrar para a história do cinema desde sua concepção inicial.

Na década de 1970, com a baixa moral americana causada pela guerra, o cinema musical foi perdendo seu espaço nas salas de cinema para dar lugar a filmes mais viscerais e realistas, que refletiam o estado de espírito da sociedade da época. Por diversas vezes houve a tentativa de retomar o gênero, mas em meio a produções de baixa qualidade ou desinteresse do público, o cinema musical ficou restrito a um nicho. Conhecendo essa história, é impressionante pensar que em algum momento Chazelle resolveu que, em uma das épocas mais instáveis e de baixa moral das últimas décadas, a solução talvez fosse reviver aquela alegria de outrora.

Em um cenário repleto de notícias de instabilidade política, loucos governantes e ataques terroristas, somos presenteados com 120 minutos em um mundo colorido de esperança, amor e poesia e é exatamente disso que precisávamos. Damien sabe tão bem o que está fazendo que ainda alivia nossa transição na cena inicial com uma tomada contínua das rádios dos carros sendo abafadas pela melodia alegre que estaria para começar.

Essas cenas contínuas (ou planos-sequência), que não são só uma marca do longa, mas de todos os musicais da era de ouro, representam também uma retomada artística e estética do que no passado tornou o gênero tão popular. Quando os primeiros musicais teatrais começaram a tomar o cinema, existia um grande debate sobre a dificuldade de se adaptar grandes números para a tela. A solução na época foi evitar cortes e manter um plano geral aberto, na tentativa de simular nossa visão em um teatro. Com o passar dos anos e a mudança do cinema, os números musicais foram ganhando cortes, ângulos fechados que escondem o cenário (cof cof les mis cof cof) e as câmeras digitais finalmente conseguiram dar a cara do cinema contemporâneo aos musicais.

Até La La Land chegar e nos relembrar que o que era feito antigamente tinha seu valor e, na maioria das vezes, muito mais sentimento. E sentimento é a base dessa obra que conta uma história de amor ao mesmo tempo em que nos explica o que é o jazz na sua própria trama. Preste atenção na explicação que Sebastian dá para Mia sobre como funciona o jazz, ele está apenas nos contando a história do filme que estamos vendo, do começo ao fim.

Mas a obra não estaria completa sem a linda música de Justin Hurwitz, responsável também pela trilha incrível de Whiplash, e pelas letras da dupla teatral Pasek e Paul. As canções do trio vão nos carregando a cada estação da história e crescendo junto com o relacionamento dos personagens, quase como se tudo fosse orquestrado para encontrar pontos emocionais em cada um de nós.

Além disso, foi muito bem planejado o uso de referências pelo filme, não só cinematográficas, mas também teatrais. Por toda a internet já existem diversos vídeos e matérias comparando cenas e temas com filmes e composições da era de ouro, demonstrando outro grande trunfo da produção: conseguir remeter sutilmente ao fator nostalgia em cada um de nós ao mesmo tempo em que apresenta algo novo e vivo.

E as atuações de Emma Stone e Ryan Gosling contribuem muito para isso, já que os dois representam essa nova face do cinema: jovens talentosos e comprometidos que querem ser melhores profissionais, que estão dispostos a aprender piano, sapateado, canto e o que mais precisarem para contar uma história.

La La Land resgata o passado para trazer aquilo que pode ser o futuro do cinema, e tudo isso vindo das mãos de um jovem diretor, produzindo apenas seu segundo filme.

Não concorda comigo? Acha que é muito barulho por pouca coisa? Não tem problema, cada um tem seu gosto e seu momento, e nem tudo toca a todos da mesma forma, mas peço apenas uma coisa. Se puder, tente ver La La Land como todos devemos assistir a filmes: desligando-se do mundo exterior e focando apenas no que está acontecendo na tela. Quem sabe se desprendendo do mundo, você possa deixar o seu tolo sonhador voar.

Já viu o filme? Então aproveite e reviva essa trilha maravilhosa no player abaixo: