Arquivo da tag: broadway

WikiCast #3 – Victor/Victoria

Mais um Wiki Cast no ar! Desta vez, acompanhe o Rafael Nogueira e a Andressa Medeiros falando sobre o filme, e musical da Broadway, Victor/Victoria, uma comédia que veio a ser o último trabalho de Julie Andrews nos palcos da Broadway. Descubra mais sobre as músicas do espetáculo, detalhes da trama, outras curiosidades da produção da Broadway e o que levou Julie Andrews a parar de cantar.

Vídeos citados no episódio:
Liza Minelli cantando “Who Can I Tell”
Julie Andrews refazendo cenas do “My Fair Lady”
Filmagem completa do Victor/Victoria na Broadway

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast 
YouTube: youtube.com/c/MusicalCast

 

WikiCast #2 – Rock of Ages

Para comemorar que “A Era do Rock” está em cartaz, resolvemos preparar um “Wiki Cast” especial contando tudo sobre “Rock of Ages”.
Acompanhe Alexandre Furtado e Letícia Saggese falando sobre as origens, montagens e algumas músicas de um dos jukebox musicals mais divertidos que já passou pela Broadway.

Gostou do que ouviu? Então corra conferir a montagem brasileira “A Era do Rock” que está em cartaz no Teatro Porto Seguro até 30/07. 

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast 
YouTube: youtube.com/c/MusicalCast

#36 – Tony Awards 2017

Saiu nosso episódio do Tony Awards! Como já é nossa tradição desde 2015, também gravamos um episódio comentando tudo que aconteceu no Tony de 2017! No Episódio #36, “Tony Awards 2017”, saiba o que Alexandre, Alene, Glauver, Julio e nosso convidado Elvis Gitirana  acharam dos indicados e ganhadores do prêmio e das apresentações da grande noite do teatro de Nova York. Quais foram os melhores momentos? E os piores? Vem ouvir e ver se você concorda com a gente!

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast 
YouTube: youtube.com/c/MusicalCast

Tudo ao Contrário 2

Hoje aconteceu no Teatro Riachuelo no Rio de Janeiro a segunda edição do “Tudo Ao Contrário”. O evento anual é inspirado no “Broadway Backwards” de Nova York, que é a inversão do gênero e perfis dos personagens nos números apresentados, ou seja, atores cantando canções femininas e atrizes cantando músicas masculinas.  O “Tudo Ao Contário” é também um evento beneficente para arrecadar fundos para a sociedade Viva Cazuza e lutar de maneira artística a favor da vida e do respeito universal.
O espetáculo foi dirigido por João Fonseca e Reiner Tenente, com direção musical de Tony Lucchesi e coregrafias de Victor Maia.

Segue a lista dos números musicais e dos artistas que se apresentaram:

 

1. Doce Travesti – Gottsha
2. Casamento – João Fonseca, Reiner Tenente e Tony Lucchesi
3. On My Own – Jarbas Homem de Mello
4. A Volta do Malandro – Izabela Bicalho e Tacy de Campos
5. Toda Noite – Claudio Lins
6. Cell Block Tango – Gabriel Querino, Gustavo Klein, Marcelo Ferrari, Marcio Jahú, Rodrigo Morura e Victor Maia
7. Eu Preciso Dizer que Te Amo – Marya Bravo e Estella Rodrigues
8. I’m Telling You – Wladimir Pinheiro
9. Partida de Futebol – Bel Lima, Claire Nativel, Diana Cataldo, Gabi Porto, Joana Mendes, Julia Morganti, Lyv Ziese, Maira Garrido, Marina Mota, Tecca Ferreira e Thainá Gallo
10. Black Boys/White BoysBlack Boys: Renan Mattos, André Vieri e Oscar Fabião. White Boys: Ícaro Silva, André Sigom, Nando Brandão
11. Cambaio – Soraya Ravenle
12. My Man – André Dias
13. O Meu Amor – Gabriel Sttaufer, Hugo Kerth, Leo Bahia e Marcelo Várzea
14. Te Proteger – Kacau Gomes e Lilian Valeska
15. Sou Gay e Tudo Bem – Bel Lima, Bruno Rasa, Carol Botelho, Fabiana Tolentino, Fernanda Gabriela, Gabi Porto, Leonam Morais, Philipe Carneiro e Saulo Segreto
16. Teresinha – Ney Latorraca
17. Princesas – Caio Loki, Jorge Maya, Marcelo Nogueira, Mau Alves e Pablo Áscoli
18. A Bela e Fera – Thati Lopes e Evelyn Castro
19. As If We Never Said Goodbye – Tadeu Aguiar
20. Gritar – Victor Maia, Gabriel Querino, André Guedes, Anderson Rosa, Andressa Tristão, Anna Julia Dias, Bel Lima, Camila Matoso, Clara da Costa, Daniel Haidar, Gabriela Tavares, Kaique Lopes, Marina Mota, Wesley Carneiro e Yuri Izar
21. Maria – Claudia Netto
22. Elephant Love Medley – Gabriel Leone e Raphael Rossatto
23. Be Italian – Tiago Abravanel, André Vieri, Bruno Rasa, Gabriel Querino, Leonam Morais, Oscar Fabião, Pedro Pedruzzi, Saulo Segreto e Vinicius Teixeira
24. Medley do Despertar da Primavera – Claire Nativel, Eline Porto, Estrela Blanco, Gabriel Peregrino, Gabriel Sttaufer, Hugo Kerth, Ingrid Manzini, Leo Bahia, Lyv Ziese, Lua Blanco, Mariah Viamonte, Philipe Carneiro e Thiago Marinho
25. I Will Survive – Cássia Raquel, Analu Pimenta e Letícia Pedrosa

WikiCast #1 – Taboo

Novidade no Musical Cast! Hoje estamos lançando a primeira edição do “Wiki Cast”, que serão episódios especiais sobre apenas um musical de cada vez, apresentados por duplas da equipe do Musical Cast. Nesse Wiki Cast #1, uma escolha inusitada: Rafael Nogueira e Glauver Souza se juntaram para falar sobre o musical “Taboo”, de 2002. Ouça para saber tudo sobre as diferentes produções, sobre a história baseada na vida dos protagonistas Boy George e Leigh Bowery e escute também um pouco da trilha do musical, que foi um dos maiores fracassos da Broadway, mas um grande sucesso no West End.

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast 
YouTube: youtube.com/c/MusicalCast

#35 – Jogo do Perfil #2

Finalmente mais um episódio de joguinho! No Episódio #35, o Jogo do perfil musical está de volta! Vem brincar com Rafael, Andressa, Alene e Alexandre e tentar acertar sobre qual pessoa, personagem ou musical são nossas fichas. Dessa vez o jogo esquentou, teve dicas melhoradas (e nem tanto) e ainda mais risadas entre os participantes! Será que você consegue ouvir esse episódio todo sem gargalhar com a gente?

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast 
YouTube: youtube.com/c/MusicalCast
E-mail: contato@musicalcast.com.br

Forever Young volta a São Paulo

Depois de uma pequena turnê por algumas cidades do país, a comédia musical Forever Young volta para São Paulo, numa curta temporada, no Teatro Raul Cortez, de 5 de maio a 11 de junho, com mudanças no elenco. Começando por Fred Silveira, que assume o papel interpretado por Jarbas Homem de Mello, na temporada anterior, e Claudio Galvan, na turnê; Marya Bravo assume o papel interpretado por Fafy Siqueira e Vanessa Gerbelli assume o papel interpretado por Claudia Ohana, que está em cartaz com Vamp – O Musical, no Rio de Janeiro. Os atores interpretam a si mesmos, mas os personagens não são baseados em suas personalidades. O intuito foi justamente passar a ideia de que é tudo uma grande brincadeira.

Forever Young é uma grande homenagem a todos os artistas que trouxeram tanta magia para as pessoas. E, principalmente, passa a mensagem que ser jovem é algo eterno, que a vida não para, apenas muda-se a frequência das ações. Os hits são sucessos do rock/pop mundial de diversos anos, passando pelas décadas de 50, 60, 70, 80 até chegar aos anos 90.

 

Teatro Raul Cortez
Sexta às 21h30 | Sábado às 21h | Domingo às 15h e 18h
Ingressos:
 http://www.compreingressos.com/espetaculos/6976-forever-young
Sexta R$ 80 | Sábado R$ 90
Domingo R$ 50 (às 15h) e R$ 80 (às 18h)
Duração: 100 minutos

 

forever

Especial #8 – 2 Anos de Musical Cast

Hoje o Musical Cast completa dois anos de existência e para comemorar, lançamos nossa nova identidade visual e um episódio especial que reuniu Rafael, Glauver e Julio Cezar,  o “Original Cast” do podcast num bate-papo pra relembrar a primeira gravação, a criação e a evolução do MC, além de falar um pouco sobre os outros integrantes que formam essa linda equipe.

Episódios citados no Especial #8:
#1 – Musicais Que Amamos!
#3 – Brincadeira dos Musicais
#19 – Sondheim para Leigos
#27 – A Primeira Vez a Gente Nunca Esquece
#30 – Jogo do Perfil
#31 – Os Musicais Que Mudaram a Broadway  

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast 
YouTube: youtube.com/c/MusicalCast
E-mail: contato@musicalcast.com.br

#34 – Os Musicais que Mudaram a Broadway, Ato III – Lin-Manuel Miranda

No episódio #34, a última parte da trilogia “Os musicais que mudaram a Broadway”, Rafa, Alene, Andressa, Alexandre e Glauver conversam sobre Lin-Manuel Miranda, o homem que está renovando o que tem sido feito na Broadway nos últimos anos. Saiba mais sobre a carreira do ator e compositor dentro e fora dos palcos, especialmente sobre os dois maiores fenômenos da última década na Broadway, In The Heights e Hamilton. Dê o play e se divirta com a gente!

Conteúdos citados no episódio:
Vídeo: Freestyle com Lin, Christopher Jackson in James Monroe Iglehart 
Vídeo: Idosos reagem ao musical Hamilton
Vídeo: Apresentação do Lin na Casa Branca
Site: Genius.com com todas explicações e referências das letras de Hamilton
Podcast: AntiCast 279 – Hamiliton e a Formação dos EUA 
Vídeo: Lin no Jesus Christ Superstar
Vídeo: Musical 21 Chump Street

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast 
YouTube: youtube.com/c/MusicalCast
E-mail: contato@musicalcast.com.br

#33 – Girl Power na Broadway

🎶”Alene, Andreeeeeeeeeeessa, and Letícia!”🎶, as meninas do Musical Cast, recebem a convidada Mariana Carrozzino para discutir a representação da mulher na Broadway. Sim, você leu certo! Nesse episódio especial para o Dia Internacional da Mulher, o primeiro episódio da história do Musical Cast sem homem nenhum pra dar pitaco, quem manda são elas! Os temas dessa conversa descontraída são a evolução da representação da mulher nos musicais ao longo das décadas, musicais com temas feministas, grandes personagens mulheres e a quantas anda a presença feminina na Broadway atual. Prepare seu “WORK!” e vem ouvir quem realmente comanda o mundo.

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast

#32 – Os Musicais Que Mudaram a Broadway – Ato II

Para quem gostou do episódio #31, o papo continua no episódio #32, “Os Musicais que Mudaram a Broadway – Ato II”! Agora, os musicais abordados pelo Rafael, Julio Cézar, Alene e Alexandre são todos que vieram depois de Hair, a partir dos anos 1970. Venha conhecer todos os musicais que fizeram a diferença na Broadway nas últimas décadas e ouvir nossas opiniões sobre eles! Será que seu preferido está entre eles? Esse episódio ainda terá uma terceira parte, o que será que nos aguarda?

Trailer do documentário “Every Little Step” comentado no episódio.

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast 
YouTube: youtube.com/c/MusicalCast
E-mail: contato@musicalcast.com.br

#31 – Os Musicais Que Mudaram a Broadway – Ato I

Ao longo da história da Broadway e do teatro musical, algumas obras marcaram o gênero, mudando muito do que era feito até então e sendo precursoras de inovações que se tornariam o novo normal. Nesse episódio, o Rafael, o Julio, a Alene e o Alexandre começam uma conversa descontraída sobre os musicais mais marcantes e inovadores ao longo de diferentes gerações e debatem por que cada um deles foi tão importante para o teatro musical como conhecemos hoje. Mas o papo foi tão bom que o que seria um só episódio virou dois. No “Musicais que mudaram a Broadway – Ato I”, falamos sobre os espetáculos mais marcantes escritos entre a década de 30 e a década de 60.

Musicais citados nesse episódio:

The Black Crook / The Pirates of Penzance (Ópera) / Show Boat / O Munda da Fantasia (There’s No Business like Show Business) / Oklahoma! / Carroussel / Pal Joey / West Side Story / Hair

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast 
YouTube: youtube.com/c/MusicalCast
E-mail: contato@musicalcast.com.br

Os Grandes Flops da Broadway, parte 1

Nada é eterno no mundo do teatro musical, nem mesmo a montagem de Phantom of the Opera na Broadway. Muitos musicais esperavam ficar pelo menos alguns anos em cartaz, mas não passaram de meses ou semanas (ou até mesmo dias!). Há alguns fracassos (ou “flops”) da Broadway que foram totalmente esquecidos , enquanto outros são aclamados pelo público até hoje apesar de toda a critica negativa.
Vamos listar aqui apenas cinco dos maiores fracassos da Broadway (apresentados ao público entre os anos 60 e 80), mas que merecem ser lembrados, seja pela qualidade do material, seja por fatores históricos.

breakfast
Breakfast at Tiffany’s
Estreia: nunca teve estreia oficial
Número de sessões: 4 previews (12 de dezembro de 1966)

Um dos maiores fracassos da Broadway, que não chegou nem a abrir oficialmente, foi a versão musical do livro e filme A Bonequinha de Luxo. Mesmo com grandes nomes na produção como Bob Merrill (letrista de Funny Girl) e Mary Tyler Moore interpretando a protagonista, o musical já sofria desde os primeiros chamados try-outs, pré-estreias para testes fora de Nova York. O libreto como era no primeiro try-out na Filadélfia foi totalmente descartado e quando o espetáculo chegou a Boston outro libretista foi contratado, fazendo com que o diretor original Abe Burrows (Guys and Dolls e How to Succeed in Business Without Really Trying) também saísse da produção. Quando o musical chegou à Broadway decidiram mudar o nome do espetáculo para Holly Golightly. Durante as previews, pré-estreias antes da estreia oficial, os atores recebiam material novo algumas horas antes da cortina subir. A decisão de fechar a produção foi do produtor David Merrick, que foi até o The New York Times publicar sobre o ocorrido, dizendo preferir fechar a produção a fazer o público perder tempo, mesmo já com grande procura de ingressos. Na última preview, as músicas foram gravadas ao vivo e lançadas em vinil. Em 2001, as composições foram gravadas com alguns atores originais e lançadas em CD pelo selo “Original Cast”, famoso por produzir gravações obscuras de musicais. 

Imagens raras de ensaios do Breakfast at Tiffany’s

 


dude_playbillDude

Estreia: 9 de outubro de 1972
Número de sessões: 16 previews e 16 apresentações

duddetick
“Foothill” (pé da montanha), um dos setores do teatro que era dividido por ambientes

O que criadores mais almejam após um grande sucesso é criar uma outra obra com as mesmas proporções. Não foi o caso do Galt MacDermot e Gerome Ragni, que em 1967 cocriaram Hair com James Rado. A música de Dude continha a mesma vibe folk e country-rock de Hair, mas o libreto enfadonho não ajudou o musical. Contava a história de Dude, concebido por Adão e Eva após serem persuadidos pelo demônio Zero. Já na juventude, Dude precisa percorrer à “Highway Life” evitando as artimanhas de Zero, que quer possuí-lo. O musical era embalado pelos temas de drogas ilícitas e práticas sexuais e era encenado em um Broadway Theatre totalmente desconstruído para abrigar o musical. O palco no estilo arena, propositalmente cheio de terra, contava com passarelas que levavam até o mezzanino na tentativa de criar diferentes ambientes, como o inferno e o céu. Além disso, os atores eram constantemente elevados para diferentes lugares do teatro, onde ficavam vários microfones pendurados. A produção passou por vários problemas desde seu início, como atores desistindo e troca do ator principal durante previews. Após a estreia, a crítica detonou as falhas de som, já que os instrumentos eram espalhados por vários cantos do teatro, e o fato do espetáculo ser muito alegórico e ter uma história difícil de acompanhar. O musical fechou após 16 apresentações e os produtores tiveram um prejuízo de 800 mil dólares.

Trilha sonora completa do musical Dude

 

sarava_posterSaravá
Estreia: 12 de fevereiro de 1979
Número de sessões: 38 previews e 101 apresentações

Eis aqui um flop da Broadway com uma história bem famosa. Dona Flor é casada com Vadinho e ele é assassinado. Dona Flor casa novamente com Dr. Teo e o fantasma de Vadinho volta para atormentar Dona Flor. Sim, a famosa obra de Jorge Amado, Dona Flor e Seus Dois Maridos, já foi montada na Broadway em formato

Uma das fotos do raro programa de luxo
Uma das fotos do raro programa de luxo

de musical. Mesmo com Tovah Feldshush, famosa pela peça Yentl no papel de Dona Flor e composições de Mitch Leigh, consagrado pelas músicas de Man of La Mancha, Saravá cometeu o erro de abusar de propagandas que o vendiam como um musical divertido e animado, quando na realidade não era nada disso. O musical teve sua data de estreia adiada três vezes, mas enquanto isso críticas pesadas já

tinham saído nos jornais e fizeram o público não ter interesse pelo show. Os críticos disseram que o musical era vulgar e tinha um toque de amadorismo: para que o público entendesse que o Vadinho visto no palco ao final do primeiro ato era um fantasma, o ator PJ Benjamin passava pelos corredores do teatro sussurrando “boo…”, na tentativa de imitar um fantasma. Outra coisa que não ajudou a produção foi o fato de, logo após a estreia, o musical ter sido transferido do Mark Hellinger Theatre para o Broadway Theatre. As críticas gerais após a estreia foram todas negativas

 


Comercial usado para divulgar o musical Saravá


Tovah Feldshue cantando duas a música tema do espetáculo
 

 

carrieposterCarrie
Estreia: 12 de março de 1988
Número de sessões: 16 previews e 5 apresentações

A rainha maior de todos os flops, Carrie perdeu a quantia de 8 milhões de dólares, o que mesmo hoje, com valores corrigidos, ainda é considerado dos maiores fracassos financeiros da Broadway. Carrie é baseado no livro de Stephen King sobre a garota com poderes de telecinesia que sempre sofreu abuso dos colegas de escola e da mãe fanática religiosa e que acaba por se vingar de todos com seus poderes.
Carrie era uma produção da Royal Shakespeare Company de Stratford, Inglaterra, que teve início em fevereiro de 1988 com Linzi Hateley no papel de Carrie e Barbara Cook interpretando a mãe dela, Margaret White. Após a primeira apresentação em Stratford, Barbara Cook decidiu deixar o elenco depois de ser quase decapitada pelo cenário, o que deu espaço à entrada de Betty Buckley, que já tinha feito o filme Carrie (1976) como a professora de educação física. Após a temporada inicial de 4 semanas em Stratford, mesmo com críticas negativas, os produtores resolveram investir oito milhões de dólares para levar a produção inteira para a Broadway. Desde a produção de Stratford até a abertura oficial na Broadway, o roteiro passou por diversas mudanças diárias, chegando a causar tumultos nos

carrie5
Figurino dos adolescentes de gosto bem duvidoso

bastidores quando os compositores apareciam meia hora antes da cortina subir com uma música nova, exatamente o que aconteceu na noite da primeira preview na Broadway. O fracasso de Carrie se deu por inúmeros fatores, mas basicamente o musical acabou fechando devido à crueldade das críticas especializadas. A atuação de Linzi Hateley e Betty Buckley, juntamente com as composições Dean Pitchford (responsável pela música de sucesso de Fame e Footloose), sempre foram os pontos altos do espetáculo, mas o libreto muito mal escrito, que confundia o público, foi um dos grandes responsáveis pelas críticas negativas. Quem não tinha lido o livro ou visto o filme antes não fazia ideia do que se passava, já que em nenhum momento eram citados os poderes da Carrie. A coreografia de Debbie Allen (coreógrafa do filme e da série de TV Fame) foi excessiva e não casava com a história, muito menos com a música. Os figurinos também não eram coerentes, já que adolescentes jamais usariam as roupas apresentadas que abusavam de elastano e alguns figurinos eram basicamente roupas de toureiro. O cenário mínimo também não ajudava a contar a história e os efeitos especiais eram considerados pobres. A famosa cena da destruição ao final do espetáculo era feito com raio laser vermelho, faíscas e muita gritaria do elenco. Apesar de o musical ter sido massacrado pela crítica, a atriz Betty carrie2Buckley sempre conta em entrevistas como era surreal a receptividade ao final de cada espetáculo, as luzes se apagavam e as pessoas começavam a vaiar, mas no instante em que todos voltavam para os agradecimentos, o teatro vinha abaixo com o público ovacionando de pé. Com isso, após o anúncio do encerramento após somente 5 apresentações o musical se tornou cult, pois era o ingresso mais desejado da Broadway e também por todas as questões negativas que fizeram as pessoas correrem para conseguir os últimos ingressos.

Nos anos 2000, os criadores envolvidos voltaram a trabalhar no musical , reescrevendo o libreto e compondo novas canções. Apenas em 2012 Carrie teve uma segunda chance, com seu primeiro revival Off-Broadway, já com todas as mudanças feitas. Após esse revival, os direitos do espetáculo foram colocados à venda e nos dias de hoje Carrie é considerado um dos musicais favoritos para se montar em escolas.

 

Betty Buckley e Linzi Hately fazendo jus aos personagens e a história
na embelmática “And Eve Was Weak”
 

 

chessbroadwayChess
Estreia: 28 de abril de 1988
Número de sessões: 17 previews e 68 apresentações

chess1
David Carroll e Judy Kuhn na proudção original da Broadway

Ter um “concept album” e singles que estouraram nas paradas britânicas e até nas americanas não é exatamente a fórmula do sucesso. Em 1984, o álbum Chess de Björn Ulvaeus, Benny Andersson e Tim Rice entrou rapidamente na lista de álbuns mais vendidos no Reino Unido, juntamente com os singles “I Know Him So Well” e “One Night in Bangkok” (que chegou a ficar em terceiro lugar na Billboard americana). Mesmo com o sucesso da montagem original do West End que ficou três anos em cartaz, entre 1986 a 1989, o pior dos erros desse musical não foi ser levado à Broadway, mas sim a tentativa de reformulá-lo para o público americano .
Para a versão americana, o dramaturgo Richard Nelson foi convidado para reescrever a história, e ele não teve misericórdia alguma com o musical original. Na história original, os Estados Unidos perdiam para a União Soviética em um campeonato de xadrez, ou seja, havia a preocupação de não ferir o ego dos americanos apresentando a história dessa forma. Mas não foi apenas isso que mudou. Foram acrescentadas músicas novas, personagens novos e diversas subtramas que deixaram o musical maior do que já era no West End. Enquanto na versão original londrina a produção era praticamente sung-through (toda cantada), na versão americana um terço do espetáculo era falado, em um esforço de explicar toda a história. Muitos acreditam que a melhor coisa acrescentada à versão americana foi a música “Someone Else’s Story”, que até hoje é considerado o melhor solo feminino do musical. 
A noite da primeira preview foi praticamente catastrófica. O musical teve 4 horas de duração, duas horas cada ato, com 90 minutos de intervalo devido a problemas no cenário, que era um dos mais tecnológicos da época. Na noite de estreia, o musical já havia sido reduzido para 3 horas e 15 minutos. Chess sempre teve 80% da capacidade do teatro vendido, o que não era ruim, mas a maioria dos ingressos era vendida por valores especiais e reduzidos, de forma que, mesmo se o teatro estivesse lotado todas as noites, não seria possível pagar os gastos com o espetáculo. Após o fracasso na Broadway, Chess nunca mais foi remontado no West End ou na Broadway de forma completa, sempre sendo apresentado no formato “in concert”. A versão da Broadway foi totalmente esquecida e poucos elementos, como a música “Someone Else’s Story”, foram adicionados à versão existente hoje.

Imagens promocionais do musical Chess na Broadway
 

10 motivos para você se viciar agora em Hamilton

Por Roberta Lessa

Se você não estava escondido debaixo de uma pedra durante a última cerimônia de entrega dos Grammys, em fevereiro deste ano, já deve ter ouvido falar pelo menos uma vez em Hamilton, a nova sensação do teatro musical americano, principalmente entre o público jovem.

Esbarrei com o musical pela primeira vez nesta ocasião, quando o elenco, que concorria na categoria de Melhor Trilha Sonora, apresentou o número inicial do show, transmitido ao vivo pela premiação. Fiquei de fevereiro a junho para pesquisar mais sobre esta performance, que foi a que mais me chamou à atenção durante a premiação, mas, quando resolvi corri atrás, foi um caminho sem volta: foram três meses de completa fascinação e obsessão pelo musical, tão imersa a ponto de ficar totalmente alheia a qualquer outro tipo de arte ou entretenimento durante todo esse período.

Demorei esse tempo todo também para conseguir resumir em apenas 10 itens (será mesmo?) as razões pelas quais todo amante da cultura pop deveria estar surtando por essa obra de arte.

 

O contexto

Você não vai saber lidar com tanta representatividade envolvida

 

Imagine um musical sobre a vida e carreira de uma das mais desconhecidas figuras políticas americanas, o primeiro Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Alexander Hamilton. Já parece chato e meio sem noção mesmo que você goste de musicais ou de história, mas e se eu te dissesse que até os maiores haters desses dois elementos estão caindo de amores pela peça, principalmente o público jovem, que não tem tanta familiaridade com frequentar a Broadway?

Isso aconteceu porque os jovens americanos se encantaram com a proposta do musical: a América como ela foi, contada pela América como ela é agora. De forma pioneira, Hamilton assim como seu antecessor “In the Heights” é um musical broadwayano a ser inteiramente cantado em rap, hip-hop, R&B, dancehall e outros ritmos muito distantes do tradicional repertório do centro teatral mais famoso do mundo.

 

hamilton-2

 

Por ser preenchido por gêneros musicais geralmente compostos e cantados por artistas não brancos, nada mais justo do que refletir essa escolha artística no elenco: pela primeira vez, temos atores negros ou latinos interpretando ícones historicamente brancos, como o próprio Hamilton (Lin-Manuel Miranda), o primeiro presidente americano George Washington (Christopher Jackson) e Thomas Jefferson (Daveed Diggs). Na verdade, todos os membros do elenco são não-brancos, exceto o rei da Inglaterra à época, George III, por motivos justamente caricaturais.

E isso não é apenas temporário, é uma exigência do próprio criador que todas as versões feitas, em todas as cidade e países e formatos, sigam esta recomendação durante a escalação dos atores. Que forma melhor de atrair a juventude do que transbordando representatividade, fazendo com que ela se sinta, pela primeira vez, parte da história da fundação de seu próprio país?

 

As músicas

O caminho sem volta de escutar a trilha sonora

O tópico mais importante, creio eu, afinal, sem músicas não há musical. Como nesse caso a prática faz mais efeito que a teoria, já vou embutindo aqui a playlist do Spotify com a trilha-sonora inteira para que você possa ouvir – mas só depois de terminar a lista toda. Hã!

Para quem é dos inglês, o site Genius tem praticamente um dossiê com o significado de cada um dos 8343219765 versos da trilha sonora. Tô avisando, é um caminho sem volta, depois não reclama!

O criador do musical, Lin-Manuel Miranda (é, o da J-Lo! O da Moana! Da Pequena Sereia live-action!) , que criou e compôs todas as letras e melodias e ainda estrela como personagem principal (SIM!), escolheu o rap como forma principal de narrativa por acreditar na capacidade deste gênero de contar histórias, principalmente a de uma figura tão eloquente quanto Hamilton.

 

 

Aula de história

Senta que lá vem (muita) história

Justamente por se sair tão bem com esse método narrativo, Hamilton é uma aula absurda de história. Eu garanto que, depois de duas ouvidas, a juventude americana pode absorver muito mais sobre a Revolução Americana do que em um ano de aulas nada dinâmicas da disciplina.

Sei disso porque eu, brasileira, tendo estudado muito superficialmente – e há um bom tempo – sobre este episódio da história americana, acabei gabaritando este quiz depois de ler as letras apenas duas vezes. Sério, professores, incorporem estes métodos nas aulas de vocês, os alunos agradecem (abaixo, professores que entenderam o recado e se apresentaram no show de talentos da escola deles com duas músicas da peça hahahaha!).

 

 

Elenco

Deuses olímpicos, também conhecidos como atores da Broadway

Sério. Nem sei quais dos membros do elenco destacar aqui, porque todos são maravilhosos. É claro, depois de um ano em cartaz, a maior parte do elenco já foi substituída, mas para você que é pobre como eu e terá no máximo a oportunidade de ouvir a trilha sonora no seu fonezinho de ouvido, é a voz dessa galera que está eternizada na gravação.

Vou jogar o meu preferido e sair correndo: Leslie Odom Jr. Mentira, tenho que falar de quase todos eles mesmo. Selecionemos, então, aqueles que foram indicados aos Tony Awards desse ano.

 

NEW YORK, NY - FEBRUARY 15: Actor Leslie Odom, Jr. performs on stage during "Hamilton" GRAMMY performance for The 58th GRAMMY Awards at Richard Rodgers Theater on February 15, 2016 in New York City. (Photo by Theo Wargo/Getty Images)
O meu preferido, o citado acima Leslie Odom Jr., interpreta o primeiro amigo e o pior inimigo de Hamilton, Aaron Burr. A combinação de seus talentos em atuação, canto e dança são, para mim, a alma do musical. É impossível não se relacionar com o personagem, sendo também impossível, e nada frustrante, odiar o arquirrival do protagonista. Ah, ele acabou ganhando o prêmio de Ator Principal, mesmo concorrendo contra o próprio Lin-Manuel Miranda.

hamilton4

A categoria de Ator Coadjuvante dos Tony inclui cinco indicados; em 2016, três deles vieram de Hamilton: Christopher Jackson (o imponente George Washington), Jonathan Groff (o hilário rei George III) e Daveed Diggs, vencedor da categoria, cuja performance como Marquês de Lafayette, no primeiro ato, e Thomas Jefferson, no segundo, é de tirar o fôlego. Ele é o intérprete dos versos mais rápidos e incríveis do show com sua atuação dupla. Infelizmente, assim como Leslie e Lin, ele também deixou o elenco da peça, e agora seguirá carreira na TV e no cinema, estreando em Extraordinário, ao lado de Jacob Tremblay e Julia Roberts.

Na ala feminina, Renée Elise Goldsberry (Angelica Schuyler, cunhada de Hamilton) garantiu o prêmio de Atriz Coadjuvante. Um dos momentos mais sensacionais – se não o maior deles – do musical é dela, durante a música Satisfied. Que. Intensidade. Só ouvindo.

 

Lin-Manuel Miranda

O criador do troço todo

Deixei o intérprete do personagem principal de fora do item anterior porque, sendo o protagonista, compositor e idealizador do projeto, ele é um motivo por si próprio.

Em 2009, Lin foi convidado pela Casa Branca para se apresentar em um evento de arte e poesia organizado pela presidência de Obama. Segundo a programação, ele apresentaria um número de seu primeiro musical, In the Heights (outro caminho sem volta, que também merece uma lista como essa aqui), que fazia sucesso nos palcos na época e que também ganhara o Tony Award de Melhor Musical. No entanto, Lin acabou surpreendendo os presentes ao informar que substituiria seu número conhecido por algo novo, de um projeto inédito que ele estava desenvolvendo ao lado do orquestrador Alex Lacamoire: foi a primeira vez que Hamilton foi apresentado ao mundo.

 

Quando Lin afirma, no vídeo acima, acreditar na combinação entre a vida de Alexander Hamilton e a cultura do hip-hop, os convidados do evento riram. Hoje, sete anos depois, quem está rindo mesmo?

 

 Coreografias

Os movimentos que tornam necessário assistir cada cena mais de uma vez

Outro elemento fundamental de musicais como esse são as coreografias, e as de Hamilton são sensacionais. O coreógrafo Andy Blankenbuehler também levou para casa um Tony Award por esse trabalho. É claro que, se você procurar, encontra o espetáculo inteiro filmado para download na internet, mas assistir desta forma é desaconselhado pelo próprio Lin. No entanto, você pode ter um gostinho das coreografias através de vídeos no YouTube nos quais Andy exibe sua genialidade, explicando a razão de ser de cada passo de dois trechos de My Shot e Yorktown.

 

 Dançarinos

Também conhecidos como semi-deuses da Broadway

Todos os dançarinos de Hamilton, além de executar com perfeição e energia cada passo do show, por mais de duas horas, fazem parte também do coro. Além disso, alguns deles, como a diva Carleigh Bettiol, chegam a substituir os atores principais quando eles não podem se apresentar (quando não dança, ela interpreta Eliza, esposa de Hamilton). Talento pouco é bobagem.

ham5

 

 Cenografia

Rewiiiiiiind…

Como se não bastasse o efeito maneiríssimo de se ter um palco giratório em um musical, Hamilton tem dois. Que giram em direções opostas. O efeito que isso traz à produção é INCRÍVEL, principalmente em momentos como Ten Duel Commandments, onde um duelo é encenado, e Satisfied, quando… não vou dar spoilers. Quem tiver interesse em saber o que acontece, dá uma buscadinha rápida na internet (ou então compra uma passagem para Nova York, o que for mais fácil para você hahaha).

 

Incentivo à educação

Foco na juventude

Como se já não bastasse esse altíssimo nível artístico, Hamilton tem um papel social, ajudando a desenvolver a educação dos jovens novaiorquinos de maneira ainda mais direta do que simplesmente sendo o novo produto cultural preferido deles: a produção realiza sessões de matinê especiais para alunos de escolas públicas, que têm a oportunidade de assistir ao espetáculo, cujos ingressos estão esgotados até janeiro do ano que vem, pelo preço de dez dólares, quando o ingresso, na verdade, custa de 200 a 3 mil doláres na mão de empresas de revenda. Além disso, oficinas de rap foram oferecidas a esses estudantes, que puderam desenvolver suas habilidades no gênero.

 

Prêmios

Hamiltonys

Hamilton ganhou um total de 11 das 16 estatuetas aos quais concorreu nos Tony Awards de 2016: os já citados Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Coreografia, além de Melhor Direção, Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino, Melhor Orquestração, Melhor Iluminação, Melhor Orquestração e, é claro, Melhor Musical. Deu até peninha dos outros indicados. Mentira, nem deu.

 

BÔNUS

É claro que eu não iria conseguir fechar em dez motivos, né?

O décimo primeiro deles, caso ainda não esteja convencido, é a iniciativa #Ham4Ham. Acontece da seguinte forma: todos os dias, assentos nas melhores fileiras do teatro Richard Rodgers, onde Hamilton é encenado atualmente, são sorteados a pessoas que não tiveram a oportunidade de comprar ingressos para aquela sessão. Como se não bastasse a oportunidade, os sortudos ainda pagam o preço promocional de dez dólares. Por quê? Alexander Hamilton é o rosto na nota de dez dólares. Dessa forma, você dá um Ham pelo Ham (daí a hashtag!).

Para atrair o público para este sorteio (como se precisasse!), o elenco faz, semanalmente, algum tipo de performance na própria calçada do teatro. Quando não tem microfone disponível, eles improvisam com um megafone mesmo, e daí rolam apresentações maneiríssimas, como interações com os elencos de outros musicais, incluindo Os Miseráveis e Rent, paródias, inversão de papeis e muita, mas muita palhaçada. Selecionei alguns dos melhores:

Agora você já pode separar duas horinhas do seu tempo, correr na playlist ali de cima, abrir o o Genius (e, se necessário, o Google tradutor) e se perder nesse mundo comigo. Vem!

 

Especial #7 – Retrospectiva 2016

No nosso último episódio do ano, reunimos novamente os sete integrantes da nossa equipe para uma conversa sobre o que rolou no mundo dos musicais e no nosso podcast em 2016. Foi um bom ano para os musicais? Quais foram os pontos altos e pontos baixos? Vem ver se você concorda com a gente!

Musical Cast, o primeiro podcast sobre teatro musical do Brasil, para você que quer informação além da superfície! Episódios novos todas as sextas-feiras, às 10h. Estamos disponíveis no Spotify, no iTunes, no Deezer e em outros agregadores de podcast como o Google Podcasts.

Ajude o Musical Cast se manter vivo! Contribua no Catarse e assine nosso conteúdo.  https://www.catarse.me/musicalcast

Siga a gente no:
Instagram: instagram.com/MusicalCast e instagram.com/Arquivo.musicais
Facebook: facebook.com/MusicalCast 
YouTube: youtube.com/c/MusicalCast
E-mail: contato@musicalcast.com.br