Todos os posts de Rafael Nogueira

Caso Entendido – Um Novo Musical Brasileiro

Musical autoral, com músicas brasileiras, traz ao palco temática LGBT, contando a história de amor de dois jovens, nos anos 80, um período marcado pela aparição da AIDS. O espetáculo fará leitura dramática em São Paulo no dia 01 de Dezembro, dia mundial de luta contra a AIDS. 
 
“Caso Entendido – Um Novo Musical Brasileiro” conta a história de Rubens e Renato, dois jovens que vivem uma história de amor em meio à efervescência dos anos 80. Rubens, apesar de ser filho de pais extremamente conservadores, é descolado e procura viver a sua vida de forma mais leve. Renato, filho de um militar, não possui a mesma coragem, e se vê às voltas com um noivado de fachada. Recheado de canções de cunho homoafetivo, de autoria de diversos artistas consagrados da MPB, este musical celebra o amor, afinal, como disse o poeta: “toda maneira de amor vale a pena”.  
 
Se hoje em dia ainda vemos, com frequência, notícias sobre violência contra LGBT, podemos imaginar como foi nos anos 80. Como teria sido, nesta década, no Brasil, se apaixonar por alguém do mesmo sexo? Um país que iniciou a década sobre o regime militar, tornando assim a sociedade ainda mais conservadora e preconceituosa. Além disso, em 1981, a AIDS foi reconhecida como a doença causadora da morte de muitos gays, taxada como a peste gay, como se a doença fosse um castigo. 
 
O espetáculo tem como base o livro: História Sexual da MPB. A evolução do amor e do sexo na música brasileira, de Rodrigo Faour, uma enciclopédia musical que serviu de referência para o roteiro. Todas as músicas apresentadas são de cunho homoafetivas, como “Rubens”, sucesso de Cássia Eller, que trata abertamente do amor proibido entre dois rapazes. Já a composição “Fim de Caso”, da cantora “Maysa”, a mensagem fica nas entrelinhas, mas na época comenta-se que foi muito bem entendida. O espetáculo conta também com músicas de Ney Matogrosso, Cazuza, Martinho da Vila, Renato Russo, Clara Nunes, Wando, João Bosco, Milton Nascimento, Lecy Brandão e Edy Star.  
 
Este musical busca entre tudo contemplar o amor gay com MPB, propondo uma quebra de paradigmas, com humor e descontração, para amar sem preconceito. 
 
Sobre a Cia de Gente Bacana de Rodrigo Alfer
A Cia surgiu em 2014 e tem como base a reunião de pessoas que  desejam em algum momento falar do mesmo assunto. O grupo não possui componentes fixos, mas de certo modo, todos que passam estão conectados. 
O último trabalho da Cia foi a peça ‘O Príncipe DesEncantado‘, que estreou em Junho de 2017 e fez uma linda temporada no teatro Viga. Foi indicado em diversos Prêmios, inclusive no Prêmio Jovem de Teatro do Estado de São Paulo – FEMSA –  onde recebeu a pré indicação de Rodrigo Alfer como Autor revelação e Davi Novaes foi finalista na categoria Melhor ator. O musical Infanto-Juvenil, foi considerado por muitos inovador e subversivo, pois foi o primeiro musical gay, direcionado para criança, e que o final feliz acaba em um sensível beijo  entre os príncipes. Sem contar o fato de que na história, o rei se assumiu rainha, personagem brilhantemnte defendido pela atriz e ativista transexual Maitê Schneider. 
 
Ficha Técnica:
Autor e Direção: Rodrigo Alfer
Preparação de Ator: Jonathan Faria
Direção Vocal: Ettori Veríssimo
Produção Musical: Dan Nakagaua 
Atores: André Loddi, Manu Littiéry e Victor Leal
 
Serviço:
Dia 01 de Dezembro (Dia mundial de luta contra a AIDS)
Horário: 16h
Local: Museu da Diversidade (Estação República do Metro 24, R. do Arouche – República)
Entrada gratuita
Os ingressos podem ser retirados 1h antes do evento no local
Ingressos limitados

Entreato #4 – Chaves, A Casa das 7 Mulheres, Carousel…

Quem aí estava com saudades do Entreato? Nosso modelo de podcast rápido comentando sobre as novidades mais fresquinhas da semana finalmente está de volta! No Entreato #4, gravado em 27/11/2018, o Rafael e a Alene conversam sobre as últimas notícias dos musicais “A Casa das 7 Mulheres” e “Carousel”, o anúncio de musicais baseados em Chaves e na vida do Silvio Santos, as últimas novidades postadas nas nossas redes, como a estreia de “Lugar de Escuta”, do Coletivo M.O.T.I.M., e muito mais. Ouça ainda essa semana para não ficar por fora do que está rolando no mundo dos musicais!

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A importância dos musicais para mim

Muitos de nós descobrimos a paixão pelos musicais quando ainda eram crianças. Você consegue se lembrar de como foi esse primeiro momento de encantamento por esse mundo novo? Convidamos um dos nossos seguidores mais jovens e atuantes nas nossas redes, Felipe Azanha, para contar um pouco mais sobre sua relação com os musicais. O Felipe tem 10 anos, quer ser jornalista quando crescer e você pode encontrá-lo no Instagram, em @felipeazanha.

 

A importância dos musicais para mim
Por Felipe Azanha

 

azanhaQuando eu era um bebê adorava assistir desenhos, filmes, programas infantis etc. com música. Fui crescendo, crescendo e crescendo até chegar em 2014. Neste ano, conheci minha melhor amiga, Isabela. Em 2017, fui brincar em sua casa, e ela me contou que estava fazendo Teatro Musical na Catavento Academia de Artes, e que iria fazer o espetáculo Tinker Bell.

Saindo de lá, falei para minha mãe que gostaria de conhecer a Catavento. Em alguns dias, eu fui visitá-la. Fiquei encantado com tudo, e foi assim que começou minha história com musicais.

Bom, vou contar aqui alguns musicais que me ensinaram. Começando com O Rei Leão, porque fiz uma cena dele no Disney in Concert (Apresentação de final de ano), com a música Ciclo sem Fim. Aquele musical me fez rir e chorar nos ensaios. Em 2018, foram divulgados os musicais daquele ano. Giselle para o Ballet, Wicked para os adolecentes e adultos e Shrek o Musical Jr. para as crianças. Começamos a ensaiar em março, e em abril aconteceram as audições e fui escolhido para fazer o Lord Farquaad. Este musical me mostrou que nunca devemos desistir dos sonhos, independente de qual sonho, apenas devemos acreditar. O musical Wicked me mostrou que ninguém é melhor que ninguém, que às vezes piadas podem machucar os outros. O musical A Pequena Sereia me mostrou a mesma coisa que Shrek, adicionando que não podemos ter medo de mudar, nunca. O musical Mágico de Øz me ensinou que não importa qual seja seu sonho, você tem que correr atrás dele.

No geral, peças de teatro musical para mim são uma maravilha. Elas ensinam todas as idades cantando, dançando e atuando.

Queria agradecer Lucas Rissi, Lucas Frigeri, Lara Frigeri, Luiza Borges, Mateus Riquette e Gustavo Pella por sempre acreditarem em mim.

Lugar de Escuta

A dor e a delícia de ser mulher
Musical Lugar de Escuta debate o feminismo

A mulher, o feminismo e a busca por lugares de fala, mas também de canto, de expressões e de reflexão sobre os desafios do nosso tempo. Um mergulho por esses temas é o que propõe o espetáculo Lugar de Escuta, que estreou no dia 21 de novembro no Teatro do Núcleo Experimental, na Barra Funda (SP). Produção do Coletivo M.O.T.I.M (Mulheres Organizadas por um Teatro em Infinito Movimento) e da Arina Entretenimento, o musical tem em seu elenco somente mulheres, no total de oito atrizes, dirigidas por Fabiana Tolentino.

 – O embrião da peça foi plantado em março desse ano, surgiu primeiro da minha necessidade de fazer algo com a minha insatisfação com o mercado de musicais no Brasil, que reforça a cultura dos perfis e estereótipos, das caixas, se você fez coro, você é para sempre coro. Poucos conseguem furar isso. Eu tinha acabado de sair do “2 Filhos de Francisco”, que foi uma experiência excelente artisticamente. Eu queria mais. Decidi morar em São Paulo e comecei a estruturar o que seria o M.O.T.I.M, esse grupo de estudo. Em um segundo momento chamei umas amigas-artistas que tinham pensamentos criativos parecidos e dia 4 de julho foi nossa primeira reunião. De lá para cá, estudamos de um tudo sobre feminismo e o papel da mulher na arte, coletamos e estudamos referências, livros. O grupo foi aumentando e veio a vontade de fazer algo mais material com esses assuntos. Sonhei com a estrutura dessa peça, inspirada por um parque da artista francesa Niki de Saint-Phalle e resolvemos nos arriscar – diz Fabiana Tolentino sobre o nascimento do M.O.T.I.M e sobre a criação de Lugar de Escuta.

Lugar de Escuta é um espetáculo que se adapta a cada apresentação. As cenas, com diversos lugares de fala, buscam trazer um panorama sobre as infinitas questões e percalços que ser mulher e feminista nos dias de hoje representa sem deixar de falar das delícias, por isso é também uma celebração. No total, são 22 cenas inspiradas pelos 22 arcanos maiores do tarô, porém somente oito delas serão apresentadas por sessão. Essas cenas serão selecionadas por um jogo de tarô com a seguinte pergunta: “Que peça de teatro a plateia de agora precisa assistir?” Sendo assim, a ausência de assuntos, de certa forma, também fala sobre eles.

O feminismo ainda é algo bem recente, e essa palavra ainda é bastante vilipendiada. Muitas pessoas ainda acham, erroneamente, que feminismo seria o oposto de machismo, ou seria a superioridade das mulheres aos homens. O que o feminismo quer não é igualdade, é equidade, é poder adaptar as oportunidades, deixando-as justas pra todos – ressalta a diretora sobre o tema de Lugar de Escuta.

 Além da peça, haverá ainda espaço para exposição de obras de quatro artistas especialmente criadas para o espetáculo. Todas tem o trabalho ligado estritamente com o feminismo, transversalizando a comunicação, transmitindo sensações também de forma não verbal, incluindo e popularizando o acesso de jovens às artes plásticas e visuais.

São dois painéis de 4 metros de altura, idealizados por Beatriz Ghidalevich, Jessica Factor, Natalia Cares e Amanda Falcão, esta última também terá outros trabalhos expostos pelo teatro.

Lugar de Escuta fica em cartaz às quartas e quintas, às 21h, no Teatro do Núcleo Experimental e faz temporada até 13 de dezembro.

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Lugar de Escuta

Teatro do Núcleo Experimental
Rua Barra Funda, 637 – São Paulo – SP
Temporada de 21 de novembro a 13 de dezembro
Dias: Quartas e Quintas às 21h
Ingressos: R$ 60 inteira / R$ 30 meia
Duração: Varia entre 1h e 1h20 dependendo das cenas sorteadas.
Classificação: livre
Gênero: livre
Lotação do teatro: 60 lugares 
Telefone: (11) 3259-0898 

 

Ficha Técnica

Idealização e Direção: Fabiana Tolentino
Texto: Coletivo M.o.t.i.m
Direção Musical: Ana Paula Villar
Músicas originais: Déborah Cecília, Giovanna Moreira e Ana Paula Villar
Elenco: Ágata Matos, Ana Paula Villar, Gabi Medvdovski, Giovanna Moreira, Letícia Soares, Luisa Sabino, Luiza Borges Campos e Natalia Glanz
Artistas Visuais/Exposição: Amanda Falcão, Beatriz Ghidalevich, Jessica Factor e Natalia Cares
Músicas originais: Déborah Cecília
Canções adicionais: Giovanna Moreira e Ana Paula Villar
Figurino: Paula Martins
Cenário e Luz: Mariane Simão
Identidade Visual do Coletivo: Bia Riedel
Design de arte “Lugar de escuta”: Kau Swaelen
Produção executiva: Thaisa Areia
Produção geral: Kau Swaelen e Fabiana Tolentino
Assessoria de Imprensa: MercadoCom
Realização: Arina Entretenimento e Coletivo M.o.t.i.m

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Especial #13 – tick, tick… BOOM!

Em nosso episódio Especial #13, o Rafael e o Felipe visitaram os bastidores do musical “tick, tick… Boom!”, que está em cartaz no Teatro FAAP em São Paulo, e aproveitaram para gravar um bate-papo com os atores Thiago Machado, Bruno Narchi e Giulia Nadruz, com a produtora do espetáculo Bel Gomes e com o diretor musical Jorge de Godoy. Vem ouvir essa conversa descontraída sobre o espetáculo e a montagem, o compositor Jonathan Larson, Rent, a carreira dos artistas no teatro musical, Stephen Sondheim e muito mais. Sobrou até um espacinho para falarmos de Andrew Lloyd Webber! 

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Especial #12 – O Dia dos Musicais

No Especial #12 do Musical Cast, Rafael e Julio Cezar passaram o dia todo no “O Dia dos Musicais” que aconteceu no último dia 30 de outubro de 2018 no Clube Hebraica em São Paulo. Nesse evento especial com muitos cursos, workshops e apresentações, a nossa equipe aproveitou para se divertir um pouco com o elenco do “Cargas D’Água“, “Na Pele“, “Os Últimos Cinco Anos” e terminar o dia com um bate-papo descontraído com Myra Ruiz e Diego Montez. Descubra através desse episódio como foi esse dia especial!

As músicas utilizadas de trilha sonora foram captadas pelo Cena Musical.

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Especial #11 – Adedanha dos Musicais

Você já brincou de Adedanha, também conhecida como Stop, em que os participantes sorteiam uma letra do alfabeto e precisam citar nomes, cores, lugares etc. com aquela letra? E se a gente tivesse que falar nomes de musicais e personagens de musicais? O nosso Especial #11, Adedanha dos Musicais, é único por muitos motivos: além de ser uma brincadeira super divertida com musicais, é a primeira vez em que quase toda a equipe do Musical Cast se junta em um só lugar para gravar um episódio! Quem acompanha nossas redes viu que a equipe viajou para Curitiba na semana passada para o casamento do Alexandre, e nesse episódio participam da brincadeira Rafael, Glauver, Julio, Andressa, Alene, Nei e Felipe. Vem brincar com a gente e dar boas risadas nesse episódio que é mais que especial na história do Musical Cast!

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“O Dia dos Musicais” chega à 3ª edição em SP com nova programação

‘O Dia dos Musicais’ chega à 3ª edição em São Paulo

Com novidades na programação, evento reúne profissionais do gênero, estudantes e fãs em diversos tipos de atividades voltadas para o Teatro Musical.

O projeto que surgiu em 2016 com a ideia de unir o mercado de Teatro Musical em um espaço que tem como objetivo principal incentivar o estudo, realiza no dia 30 de outubro, na Hebraica, em São Paulo, sua 3ª edição. Em parceria com o clube social, cultural, recreativo e esportivo, “O Dia dos Musicais”, que vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, bem como o mercado do gênero em que atua, reúne anualmente profissionais da área, futuros artistas em formação e fãs para um dia inteiro de atividades imersivas culturais e educativas.

O evento é idealizado por Jessé Scarpellini, conhecido por integrar o elenco de grandes superproduções,que se uniu ao amigo Lurryan Nascimento, também ator, porém reconhecido por sua famosa empresa ‘A Loja dos Musicais’ – responsável por desenvolver há quase 10 anos souvenirs personalizados de diversos espetáculos no eixo Rio-São Paulo – para criar algo que pudesse ser transformador para aqueles que, de alguma forma, contribuem com o universo dos musicais. Juntos eles uniram ideias e ideais após diversas reuniões a fim de encontrar uma proposta capaz de valorizar ainda mais os artistas brasileiros e gerar novas oportunidades de emprego no meio.

“Me peguei pensando o quão bom seria se nosso mercado tivesse um crescimento acelerado em todos os âmbitos. Um tipo de vitamina cultural! Visualizei na minha mente todos reunidos, alunos, artistas, professores, profissionais se ajudando, trocando ideias e conhecimento, então pensei: ‘por que não’?”, conta Jessé

Com meses de planejamento a fim de enriquecer cada vez mais a experiência dos inscritos, a organização, que conta essencialmente com workshops de canto, dança e interpretação, busca a cada ano diferentes perfis de professores que se interessem por apresentar suas técnicas em uma ‘aula degustação’, onde o aluno inscrito pode depois escolher seguir com eles e assim continuar estudando.
Divididos em pacotes, e com preços separados por lotes, é possível escolher opções com uma, três ou cinco aulas diferentes, além de algumas atividades extras, que podem ser adquiridas juntas ou separadamente. No time de profissionais convidados deste ano estão Thiago Jansen (stilleto), Fefa Moreira (sapateado), Marcelo Klabin (teatro), Fernanda Camargo (teatro), Fabiana Tolentino (teatro), Beatriz Lucci (acting de song), Léo Romano (técnicas de audição), Carolina Franco (balé), Rafael Villar e Tinno Zani (empreendedorismo do artista), Douglas Tholedo (canto) e Tony Lucchesi (harmonia vocal).

Além das aulas

Com uma programação de mais de 10 horas de duração, a edição Experience do evento, que conta com a co-produção da Hebraica, expande agora não apenas seu espaço físico, mas também sua proposta de unir ainda mais o mercado em questão, recebendo pela primeira vez as lojas Ponto PipocaStudio S, da atriz Sara Sarres, Direto de Oz, da atriz Fabi Bang, e Cover You, das atrizes Thais Piza e Maria Clara Manesco, em uma espécie de ‘galeria geek’ para os fãs, além da exposição ‘As Cores dos Musicais’, assinada pelo ilustrador Édipo Régis.

O dia conta ainda com atrações que podem ser aproveitadas independente da participação nas aulas, como a palestra gratuita “Contrato: O melhor papel da sua carreira” ministrada por Jonathas Joba, Julia Duarte, Luciana Millano e Fábio Cadôr, que vão bater um papo entre profissionais e aspirantes ao mercado de Teatro Musical, discutindo e esclarecendo pontos importantes que todos os artistas deveriam saber em relação ao que podem e devem negociar quando forem contratados. Para participar é preciso se inscrever no site oficial.

Estão na programação também pocket shows dos musicais “Na Pele” e “Os Últimos 5 Anos” – que incluem um bate papo sobre o processo criativo e produção dos Musicais -, uma apresentação na íntegra de “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso”, o Cinemaokê com Sessão Cosplay, onde os participantes podem se transformar em seus personagens preferidos e unir vozes em um karaokê com diversos hits dos musicais exibidos por uma grande tela de cinema. 

O dia se completa com o tão aguardado show de encerramento, que pode ser adquirido de forma avulsa, e neste ano leva o nome de “Identidade”, em referência às características do artista de teatro, apresentado por diversos nomes conhecidos dos palcos, entre eles Roberta Jafet, Laura Suleiman, Vânia Canto, Raquel Paulin, Kiara Sasso, Fred Silveira, Rodrigo Negrini, Rafael Aragão, Davi Tápias, Letícia Soares, Ágata Matos, Bruna Pazinato e Pamella Machado, que serão acompanhados pela banda composta pelos atores: Renato Bellini, Lázaro Menezes, Jessé Scarpellini e Elton Towersey.

Outra novidade da edição 2018 é a Trilha Kids, uma grade de atividades desenvolvida especialmente para crianças com idade entre 7 e 12 anos, que contará com a orientação de Laura Visconti e Andreia Vitfer em aulas de canto, e de Fernanda Chamma em uma palestra sobre o mercado infantil dentro do Teatro Musical, essa podendo ser também acompanhada pelos pais sem custo adicional. Para as crianças, o pacote inclui ainda acesso ao Cinemaokê e ao Show final.

Com um crescimento a olhos vistos, o evento, que hoje estima receber um público quatro vezes maior do que na edição anterior, atrai pessoas de todo o Brasil, como Pernambuco e Pará, e já apresenta relatos de participantes que vieram unicamente para o evento, mas optaram por viver na capital paulista, estudando e trabalhando na área. “Na primeira edição ainda não tínhamos noção no que se transformaria ‘O Dia dos Musicais’. Hoje sonhamos em ser o maior evento de teatro musical do mundo, ser referência no mercado e poder trazer profissionais de outros países para cá. A gente sonha alto, mas estamos dispostos a trabalhar para isso”, explica Lurryan.

Para Jessé, o lema que permeia o evento este ano é a conexão. “Queremos que as pessoas se conectem e tenham uma experiência 360 graus. Que além da parte educacional dos workshops, os fãs que não tem o sonho de estar no palco, mas que amam teatro possam participar assistindo a espetáculos durante todo o dia, como nos festivais de teatro que acontecem pelo país, só que dentro do nosso evento, e não só os fãs claro, pois entre uma aula e outra é possível participar de atrações paralelas”, complementa Jessé.

A parceria de sucesso entre Jessé e Lurryan se solidifica agora com a chegada da Dracma Núcleo Criativo, produtora capitaneada pela dupla e que a partir desse ano passa a assumir não apenas “O Dia dos Musicais”, como outras propostas culturais. “Juntando todas as nossas experiências foi natural o surgimento da produtora. Hoje dedico grande parte do meu tempo a Dracma, estamos trabalhando em novos projetos que acreditamos e que nos realizam profissionalmente. Nosso lado empreendedor se dá muito bem com o artístico, e a ideia é transitar por vários lugares, como teatro, teatro musical, eventos e até onde nossa imaginação deixar”, afirma Lurryan.

 

“A Dracma Núcleo Criativo acredita que a arte pode mudar o mundo inspirando pessoas. Desde o impacto direto gerado por nossas produções artísticas, até a sua reverberação natural. Nossas ações e projetos respeitam com empatia o artista, a pessoa, a plateia e a missão de fazer com que a arte contribua para a harmonia da sociedade. A palavra Dracma remete a uma medida antiga usada para pesar pedras preciosas, ou metais de alto valor. Comparamos o artista, os projetos e espetáculos a uma pedra bruta preciosa, que quanto mais lapidada for, maior terá seu brilho. Esse brilho nunca acontece sozinho, pois a pedra apesar de todo o seu valor, depende da luz, que é a arte em sua total essência”, conclui Jessé.

 

SERVIÇO:         

O DIA DOS MUSICAIS – EDIÇÃO EXPERIENCE
Local: Clube Hebraica
Endereço: Rua Hungria, 1000 – Pinheiros, São Paulo – SP, 01455-000
Data: 30 de Outubro – Terça-feira.
Horário: das 10h as 21h
Valor: a consultar
Mais informações: http://www.odiadosmusicais.com.br/

O guia definitivo para escolher onde sentar em “O Grande Cometa”

“Quero assistir o Cometão, qual lugar compro?” Essa é uma das perguntas mais frequentes que temos recebido em relação ao espetáculo “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812”, vulgo “Cometão”. O musical acontece no 033 Rooftop, em um espaço especialmente criado para o espetáculo, e seu mapa de assentos (formado por mesas e balcões) é muito diferente do palco italiano e até mesmo do palco de arena encontrados em teatros convencionais. O palco é composto de passarelas e pequenos palcos laterais que são usados pra contar essa maravilhosa história baseada no livro Guerra e Paz de Liev Tolstói.

Primeiramente, nas palavras do próprio diretor do espetáculo Zé Henrique de Paula, qualquer lugar do 033 Rooftop é um bom lugar para se sentar. A diferença é que, dependendo de onde estiver, você verá algumas cenas mais próximas e com mais detalhes, outras mais distantes ou ainda algumas cenas mais imersivas, mas todos os lugares são bons já que o espetáculo foi concebido para ser visto de todos os ângulos. Até o momento, nós da equipe já assistimos ao musical mais de cinco vezes, pudemos sentar em alguns pontos diferentes e temos uma opinião formada: o balcão é melhor do que as mesas (sem falar que são lugares mais econômicos). Ao contrário de outros espaços, em que balcão descreve uma plateia elevada, em “O Grande Cometa” o que é chamado de balcão são as beiradas do palco, que funcionam como um balcão de bar. Para quem vai para a experiência gastronômica e/ou com um grupo de amigos, sem dúvidas a mesa será melhor, por ser mais confortável para comer e beber. Mas se você estiver indo sozinho ou com um acompanhante e vão apenas para assistir ao show, recomendamos o balcão, até porque, além de ser o lugar mais barato da casa, fica colado no palco.

Para continuar acompanhando o artigo, recomendamos abrir o site do Ingresso Rápido AQUI para dar uma olhada na disposição das mesas e dos balcões, assim fica mais fácil visualizar o palco.

Para entender um pouco o que fica no palco, numeramos e descrevemos abaixo:

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  1. Escritório do Pierre. Também é onde fica o piano, baixo, acordeom, violão e a maravilhosa maestrina Fernanda Maia.
  2. Instrumentos de sopro
  3. Instrumentos de corda
  4. Mesa de som
  5. Bateria
  6. Casa da Marya D (onde muitas cenas acontecem, tanto no primeiro quanto no segundo ato)
  7. Casa do Bolkonsky (no começo do primeiro ato temos muitas cenas aqui)

Agora vamos tentar falar um pouco mais sobre quais cenas são melhores de assistir de algumas mesas e alguns balcões e a visão (direta do palco central) que cada um dos lugares proporciona.

Balcão 7 lado B3

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Um dos melhores balcões. Você fica em frente ao escritório do Pierre, onde ele passa a maior parte do espetáculo, além de ficar em frente a todos os números que acontecem no palco circular, como “Pierre”, “Natasha e os Bolkonsky”, “A Ópera” “O Duelo”, “Preparativos” e “Balaga”. Ainda pode ter a chance de interagir com Helene ou Anatol.

Balcão 32 lado B2

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Exatamente do outro lado do Balcão 7 lado B3. Também tem uma boa visão para todas as cenas centrais citadas anteriormente e a vantagem de conseguir ver bem de pertinho o trabalho de regência de Fernanda Maia e a pequena participação que ela faz.

Balcão 15 lado B1

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Um dos nossos lugares preferidos no balcão. Fica longe de cenas que acontecem na casa da Marya D e do Bolkonsky, mas tem um bom panorama geral. Também é um lugar de onde você consegue ver os atores subindo no palco pela lateral. É um dos lugares onde Pierre canta “Pó e Cinzas” e um ótimo lugar para conferir a cena “Balaga”.

Balcão 20 lado B1

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Praticamente do lado do lugar 15 que descrevemos anteriormente. Só que aqui você fica bem ao lado da escada de acesso ao palco principal.

Balcão 20 lado B2

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Aqui nesse balcão você já fica logo em frente à cena inicial de Andrey lutando na guerra. Cenas como “Natasha e Anatol” e “Natasha e os Bolkonsky” acontecem aqui. Geralmente o incrível coro do espetáculo fica nesse palco, como na cena de “Ache Anatol”. Natasha também assiste à cena de “A Ópera” desse palco. Esse lado do balcão é ótimo porque fica perto da casa da Marya D, onde tanto no primeiro quanto no segundo ato muitas cenas acontecem. É uma forma de ver bem de perto o excelente trabalho de Nábia Villela como Marya D.

Mesa 318

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Essa é uma das mesas em que parte dos assentos é formada por um sofá vermelho. É um lugar bem próximo da cena “A Vida Íntima e Particular da Mansão”. Sentando nessa área, você é alvo fácil para virar a “puta” do velho Bolkonsky. Tem uma ótima visão geral do teatro e fica bem no meio de várias interações quando os atores descem do palco.

Mesa 102

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É a mesa mais distante de todas. Mesmo assim, tem uma visão privilegiada porque é possível ver o espetáculo como um todo, sem precisar ficar se virando muito nas cadeiras para observar cenas que acontecem ao redor, como acontece em outros lugares do espaço. Fica bem longe de cenas que acontecem nas casas da Marya D e do Bolkonsky e também tem pouca interação, mas para quem quer assistir de uma forma mais tranquila e se distanciar um pouco da imersão, essa é a melhor pedida!

Mesa 207

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Outro mesa com sofá confortável e visão privilegiada. Bem ao lado de onde acontece um dos solos mais lindos, “Sonya Sozinha”. Também é aqui que acontece a cena “Natasha e Anatol” e fica bem próximo das interações de cenas como “Balaga” e de Pierre na cena “O Grande Cometa de 1812”.

Mesa 219

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Esse lugar é privilegiado da mesma forma que mencionamos na descrição do Balcão 20 lado B2. Mas nessa mesa, como você não está tão encostado no palco, não vai precisar ficar olhando muito para cima para observar as cenas. Aqui também é um ótimo lugar para ver a espetacular cena “Charmanté”.

Mesa 310

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Dessa mesa você consegue ter uma boa visão de todos os palcos, sem precisar ficar se virando tanto na cadeira para ver as cenas. Os atores passam bastante por essa mesa, pois é caminho da escada lateral para o palco principal.

Mesa 214

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Um ótimo lugar para quem quer ficar ainda próximo do palco e ter uma visão geral, principalmente de “Balaga” que acontece em todos os cantos do espaço, mas nessa mesa você terá uma visão privilegiada da cena.

Mesa 323

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Nessa mesa, a chance de interação na cena “Cartas” é quase garantida. Tem visão privilegiada de cenas do coro que acontecem logo em frente e também das cenas na casa do Bolkonsky. Outro lugar ótimo para ver o final da cena “Charmanté”.

A maioria das cenas acontece pelo palco todo, então não dá para descrever exatamente onde ficam muitas delas. Alguns exemplos de cenas que ocorrem em todos os lugares são “Prólogo”, “A Ópera”, “O Duelo”, “O Baile”, “Balaga” e “O Rapto”. O que recomendamos é assistir ao espetáculo mais de uma vez e sentar num lugar oposto de onde você esteve da primeira vez, para conseguir ver o espetáculo de outro ângulo e observar cenas que você não tinha observado tão bem da primeira vez. Para pessoas que estiverem indo pela primeira vez, recomendamos muito dar uma boa lida no programa da peça que é gratuito. Lá eles explicam um pouco dos personagens e fazem um resumo dos dois atos. Como o próprio espetáculo fala, “é um romance muito complicado, com muitos nomes pra decorar”, não fique com vergonha de não pegar todos os detalhes de primeira. Sem dúvidas, “Natasha, Pierre e O Grande Cometa de 1812” é uma experiência que todos deveriam ter. Então escolham o seu lugar e curtam esse musical incrível!

 

 

Boteco #2 – Vitor Rocha

Mais uma edição do nosso boteco e dessa vez quem dividiu a mesa do bar com o Rafael e o Glauver foi nosso ilustre convidado Vitor Rocha.

Atualmente, Vitor está em cartaz com o musical “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso“, pelo qual recebeu duas indicações ao Prêmio Bibi Ferreira 2018, como compositor pela música original e como revelação, pelo roteiro e músicas do espetáculo Cargas D’Água.

Nesse Boteco #2 regado a guaraná, cerveja e uísque, falamos da trajetória do Vitor como dramaturgo e diretor teatral, do processo criativo de “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso” e sobre seus musicais favoritos.

ATENÇÃO:
Cargas D’Água – Um Musical de Bolso fica em cartaz somente mais um final de semana (29 e 30 de Setembro de 2018), no Teatro do Núcleo Experimental na Barra Funda, em São Paulo. As duas últimas oportunidades para conferir esse musical regional, original e encantador são nesse sábado, dia 29, às 21h e nesse domingo, dia 30, às 19h. Os ingressos custam R$ 60 e R$ 30.

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CEFTEM promove 6º Seminário Carioca de Teatro Musical

Pelo sexto ano consecutivo o Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical (CEFTEM) promove o Seminário Carioca de Teatro Musical. Porém, a sexta edição do evento será em novo local, na recém inaugurada sede do CEFTEM, na Glória (RJ) de 26 a 28 de setembro.

Nesse ano, além das palestras e mesas de debate, que acontecerão nos dias 26, 27 e 28 de setembro, no horário da noite (das 17h às 22h) com entrada a 1 quilo de alimento não perecível, haverá também cursos que serão ministrados nos mesmos dias no horário de 13h às 16h, valor sob consulta.

O evento contará com nomes como Aniela Jordan (sócia-diretora da Aventura Entretenimento), André Dias (Bilac vê estrelas), Laila Garin (O Beijo no Asfalto), Kacau Gomes (Les Miserables), Izabella Bicalho (Elizeth, a Divina), Reinaldo Yazaki (diretor do Instituto da Voz Artística em Otorrinolaringologia) e Vinicius Munhoz (produtor de Annie e Billy Elliot).

“Queremos fomentar e discutir o teatro musical em seus vários âmbitos. Colaborando assim para que o gênero se desenvolva com mais solidez e consciência por parte de todos os profissionais e estudantes envolvidos” – diz Reiner Tenente, idealizador do evento e fundador do CEFTEM.   

A organização do seminário pede que os interessados se inscrevam previamente pelo e-mail producao@ceftem.com. Para tirar dúvidas, o contato é o mesmo. A entrada para as palestras é sujeita à lotação.

6º Seminário Carioca de Teatro Musical

Realização: CEFTEM – Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical
Dias: 26 a 28 de setembro
Horários: das 17h às 22h (palestras) – entrada 1 quilo de alimento não perecível
Das 13h às 16h (cursos) – preço sob consulta
Local: CEFTEM
Rua Santo Amaro, 4, Glória – Rio de Janeiro – RJ
Mais informações: producao@ceftem.com

 

 

Carmen, a Grande Pequena Notável

Há exatos 90 anos Carmen Miranda (1909-1955) cantava pela primeira vez na rádio carioca Roquete Pinto. Portuguesa radicada no Brasil, a cantora estava prestes a se tornar um dos maiores símbolos da cultura brasileira para todo o mundo. Em comemoração a essa data, Carmen, a Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro, estreia no dia 15 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP). O espetáculo fica em cartaz até 26 de janeiro de 2019, com apresentações aos sábados, às 11h.

O musical é inspirado no livro homônimo de Heloísa Seixas e Julia Romeu, que venceu o Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção em 2015. Quem dá vida à diva é a atriz Amanda Acosta, que divide o palco com Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto. Os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França também estão em cena.

Para contar essa história, o espetáculo adota a estrutura, a estética e as convenções do Teatro de Revista Brasileiro, no qual Carmen Miranda também se destacou. “Utilizamos a divisão em quadros, o reconhecimento imediato de tipos brasileiros e a musicalidade presente, colaborando diretamente com o texto falado, não como um apêndice musical, mas sim como dramaturgia cantada”, explica o diretor Kleber Montanheiro.

Esse tradicional gênero popular faz parte da identidade cultural brasileira, mas recentemente está em processo de desaparecimento da cena teatral por falta de conhecimento, preconceito artístico e valorização de formas americanizadas e/ou industrializadas de musicais.

A encenação tem a proposta de preservar a memória sobre a pequena notável, como a cantora era conhecida, e a época em que ela fez sucesso tanto no Brasil como nos Estados Unidos, entre os anos de 1930 e 1950. Por isso, os figurinos da protagonista são inspirados nos desenhos originais das roupas usadas por Carmen Miranda; já as vestes dos demais personagens são baseadas na moda dessas décadas.

“As interpretações dos atores obedecerão a prosódia de uma época, influenciada diretamente pelo modo de falar ‘aportuguesado’, o maneirismo de cantar proveniente do rádio, onde as emissões vocais traduzem um período e uma identidade específica”, revela Montanheiro.

A cenografia reproduz os principais ambientes propostos pelo livro. Esses espaços físicos são o porto do Rio de Janeiro, onde Carmen desembarca criança com seus pais; sua casa e as ruas da Cidade Maravilhosa; a loja de chapéus, onde Carmen trabalhou; o estúdio de rádio; os estúdios de Hollywood e as telas de cinema; e o céu, onde ela foi cantar em 5 de agosto de 1955. Cada cenário traz ao fundo uma palavra composta com as letras do nome da cantora em formatos grandes. Por exemplo, a palavra MAR aparece no porto, e MÃE, na casa dos pais da cantora.

O espetáculo só pôde ser realizado graças aos recursos da 6ª edição do Prêmio Zé Renato de Teatro.

Sobre Kleber Montanheiro – direção, cenários e figurinos
Produtor, ator, diretor, cenógrafo, figurinista e iluminador, Kleber Montanheiro trabalhou como assistente e criador de grandes mestres do teatro nacional: Gianni Ratto, Roberto Lage, Wagner Freire, Antônio Abujamra, Myriam Muniz, Naum Alves de Souza, entre outros.

Como diretor, ganhou os prêmios APCA 2008, por “Sonho de Uma Noite de Verão”; e FEMSA 2009, por “A Odisséia de Arlequino”. Como cenógrafo e figurinista, venceu os prêmios APCA e FEMSA 2012, por “A História do Incrível Peixe Orelha”. Como iluminador, recebeu o prêmio FEMSA 2013, pelo trabalho em “Crônicas de Cavaleiros e Dragões”, de Paulo Rogério Lopes.

As últimas peças dirigidas por ele foram “Alô Alô Theatro Musical Brazileiro” (2017), de sua autoria com Amanda Acosta; “Um Dez Cem Mil Inimigos do Povo” (2016), de Cassio Pires, a partir da obra de Henrik Ibsen; “Os Dois Cavalheiros de Verona” (2015), de William Shakespeare; “A Lenda do Cigano e O Gigante” (2015) e “Navio Fantasma – O Holandês Voador” (2015), ambos de Paulo Rogério Lopes; e “Sobre Cartas & Desejos Infinitos” (2015), de Ana Luiza Garcia.

Sobre Heloisa Seixas – autora do livro e adaptadora teatral
A carioca Heloisa Seixas trabalhou muitos anos na imprensa do Rio de Janeiro antes de se dedicar exclusivamente à literatura. É autora de mais de 20 livros, incluindo romances, contos, crônicas e obras infanto-juvenis, além de peças de teatro. Foi quatro vezes finalista do prêmio Jabuti, com os livros “Pente de Vênus”, “A porta”, “Pérolas absolutas” e “O oitavo selo”, este último também finalista do prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do prêmio Oceanos.

Seu livro mais recente é o romance “Agora e na hora”, lançado em abril pela Companhia das Letras. Além dos musicais “Era no tempo do rei” e “Bilac vê estrelas”, ambos em parceria com Julia Romeu, Heloisa fez para o teatro a peça “O lugar escuro”, uma adaptação de seu livro homônimo sobre a doença de Alzheimer. Este espetáculo rendeu para a atriz Camilla Amado o Prêmio Especial APTR de 2014.

Sobre Julia Romeu – autora do livro e adaptadora teatral
Em parceria com Heloisa Seixas, Julia Romeu escreveu os musicais “Era no tempo do rei” (2010), com músicas de Aldir Blanc e Carlos Lyra; e “Bilac vê estrelas” (2015), que venceu os prêmios Bibi Ferreira de Melhor Musical Brasileiro, Shell e APTR, com canções de Nei Lopes. As duas também são autoras do livro “Carmen: A grande pequena notável”, a biografia de Carmen Miranda para crianças, vencedora do Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção de 2015. Além disso, ela trabalha como tradutora literária há mais de dez anos e é mestre em Literaturas de Língua Inglesa pela UERJ.

SINOPSE
Espetáculo musical que conta a história da cantora Carmen Miranda, de sua chegada ao Brasil ainda criança, passando pelas rádios, suas primeiras gravações em disco, pelo cinema brasileiro e o Cassino da Urca, ao estrelato nos filmes de Hollywood. Inspirado no livro homônimo infanto-juvenil de Heloísa Seixas e Julia Romeu, o espetáculo conta e canta para toda a família os 46 anos de vida dessa pequena notável que levou a música e a cultura brasileira para os quatro cantos do mundo.

FICHA TÉCNICA
Autoras do livro e adaptação teatral: Julia Romeu e Heloísa Seixas
Direção, cenários e figurinos: Kleber Montanheiro
Desenho de luz: Marisa Bentivegna
Direção Musical: Ricardo Severo
Visagismo: Anderson Bueno
Elenco: Amanda Acosta (Carmen Miranda), Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto
Músicos: Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França.
Direção de produção: Maurício Inafre
Assessoria de imprensa: Pombo Correio

SERVIÇO
Carmen – A Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro
Centro Cultural Banco do Brasil SP* –  Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Temporada: 15 de setembro a 26 de janeiro de 2019, aos sábados, às 11h
Apresentações extras nos dias 12/10, 2/11, 15/11 e 25/1
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) 
Classificação: livre. Recomendado para crianças a partir de 5 anos
Duração: 70 minutos
Capacidade: 133 lugares
Informações: (11) 3113-3651

 *Acesso ao calçadão pelas estações Sé e São Bento do Metrô.

Estacionamento conveniado: Estapar Estacionamentos – Rua Santo Amaro, 272 – Centro, com custo de R$15 pelo período de 5 horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Translado gratuito: uma van faz o transporte gratuito entre o estacionamento e o CCBB, com parada na estação República do Metrô no trajeto de volta.

 Informações: (11)3113-3651 | (11) 3113-3652 ou
ccbbsp@bb.com.br  |  www.bb.com.br/cultura  |  www.twitter.com/ccbb_sp  | 
www.facebook.com/ccbbsp | www.instagram.com/bancodobrasil
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física. Ar-condicionado.

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“O Jogo da Vida” – Musical inspirado em jogos de tabuleiros

O Teatro dos Quatro, na Gávea (RJ), vai se transformar em um grande tabuleiro. Isso porque estreia no dia 18 de setembro “O Jogo da Vida”, primeira produção da Arina Entretenimento. O musical, inspirado no famoso jogo, traz seis atores que dão vida a personagens inéditos, em colaboração coletiva com a direção e a plateia, com texto e música autoral.

“Como o próprio título propõe, o musical fala sobre a vida e seus acontecimentos inesperados, o futuro sob controle do acaso. Livremente inspirado no clássico “Jogo da vida” e em outros jogos de tabuleiro, as cenas são definidas ora por integrantes da plateia, ora por um dado jogado em cena pelos próprios atores” – diz Tauã Delmiro, diretor, compositor e dramaturgista do espetáculo. 

Essa interação junto ao público e os atores tem uma explicação, a premissa da Arina Entretenimento é que o telespectador faça parte do espetáculo de forma mais participativa. 

“Queremos trazer projetos inovadores, arte e conteúdo, com produtos autorais e de qualidade para o mercado carioca” diz Kau Swaelen, uma das idealizadoras e fundadora da ARINA.

Além da direção e das composições das canções, de Tauã, conhecido por seu trabalho em “O Edredom” e no premiado “Nome do espetáculo”, a peça tem direção musical de Rafael Sant’anna (“Sweeney Todd”, “Matilda” e “60 doc. Musical”) e orientação artística de João Fonseca (“Tim Maia”, “Minha mãe é uma peça” e “Bilac vê estrelas”).

“O espetáculo se propõe a fazer uma busca por uma reflexão de como a sociedade entende e percebe a felicidade e o sucesso, e a relação destes com dinheiro, casamento, filhos, etc” – completa Karina Swaelen, uma das atrizes e produtora do musical. 

 “O Jogo da Vida” fica em cartaz de 18 de setembro até 31 de outubro no Teatro dos Quatro com sessões nas terças e quartas às 20h. 

O Jogo da Vida2

SERVIÇO:
Teatro dos 4 – Shopping da Gávea 
Ingresso: R$ 60,00 Inteira e R$ 30,00 Meia
Temporada: 18/09 a 31/10
Terças e Quartas 
Horário: 20 h 
Tempo: 70 minutos
Classificação: 12 anos

Ficha Técnica: 
Diretor, compositor e dramaturgista: Tauã Delmiro
Direção Musical: Rafael Sant’anna
Orientação Artística: João Fonseca
Elenco: Hamilton Dias, Kau Swaelen, Saulo Segreto, Tecca Ferreira, Thainá Gallo, Luiz Filipe Carvalho
Texto colaborativo: Hamilton Dias, Kau Swaelen, Marina Mota, Saulo Segreto, Tecca Ferreira, Thainá Gallo, Luiz Filipe Carvalho
Produtoras: Kau Swaelen e Gabriela Tavares
Cenário: Mariane Simão
Figurino: Renan Mattos
Design de som: 220 Decibeis
Design de Arte: Kau Swaelen e Saulo Segreto
Fotos: Julia Assis Fotografia
Assessoria de imprensa: MercadoCom/Ribamar Filho
Realização: ARINA Entretenimento

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#48 – Jogo da Roleta #3

No episódio #48, depois de muito tempo sem nenhum jogo, voltamos a fazer pela terceira vez o “Jogo da Roleta”, em que escolhemos um musical de uma lista predefinida e deixamos uma moeda definir se teremos que falar sobre os pontos positivos ou negativos do musical. Nesse Jogo da Roleta #3, Rafael Nogueira, Andressa Medeiros, Alene Botarelli e Gustavo Mazzei falaram de alguns musicais como Dear Evan Hansen, Mean Girls, The Last 5 Years e Natasha, Pierre and the Great Comet of 1812. Venha brincar com a gente e saber nossas opiniões!

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Cargas D´água – está de volta!

O espetáculo autoral “Cargas D’água – Um Musical de Bolso” fará nova temporada em setembro, no Teatro do Núcleo Experimental, em São Paulo. 
 
Após temporada de sucesso no Espaço Cia da Revista e Teatro do Núcleo Experimental, no primeiro semestre de 2018, o musical com duas indicações ao Prêmio Bibi Ferreira, por Revelação de Vitor Rocha por Texto e Música do espetáculo, e Melhor Música Original de Ana Paula Villar e Vitor Rocha, volta em cartaz para mais uma temporada, em setembro, novamente no Teatro do Núcleo Experimental. 
 
Cargas D’água – Um Musical de Bolso é um musical autoral, escrito por Vitor Rocha, mesmo autor de Casusbelli. O musical conta uma história que começa bem no meio do Brasil, só que um pouquinho para cá: no sertão mineiro. Onde um menino perde a sua venerada mãe e acaba por esquecer o seu próprio nome, pois seu padrasto, agora o único membro da família, só o chama por “moleque”. Mas tudo muda quando ele faz um amigo nada comum, um peixe, e começa a ver toda a sua história com outros olhos. Agora ele tem uma missão: levar seu amigo para ver o mar. Uma missão que seria muito fácil se ele não tivesse inventado de contornar o país inteiro por dentro antes de sair no litoral. Em sua jornada, o moleque acaba encontrando distintos personagens que o ajudam ou atrapalham, e de alguma forma, o obrigam a enfrentar os maiores medos dos homens. Entre os personagens estão Charles e Pepita, dois artistas peculiares que ajudam Moleque a dar sentido para sua jornada e consequentemente, para sua vida e também para a deles.     
 
O musical que é curtinho, com apenas 90 minutos de duração, volta em cartaz com novo elenco, tendo agora Gustavo Mazzei como Moleque, Ana Paula Villar como Pepita e Vitor Rocha como Charles, além de Victória Ariante como swing feminino e assistente de direção.    
 
O musical fica em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental, a partir do dia 01 de setembro, todos os sábados às 21h e aos domingos às 19h. Os ingressos custarão R$60,00 inteira e R$30,00 meia e poderão ser adquiridos no local, 1h antes do evento. 
 
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Ficha Técnica:    
Idealização, Texto e Letras: Vitor Rocha      
Músicas: Ana Paula Villar e Vitor Rocha    
Direção: Vitor Rocha    
Assistência de Direção: Victória Ariante    
Direção Musical e Arranjos: Hector de Paula    
Produção Musical: Paulo Altafim    
Elenco: Ana Paula Villar, Gustavo Mazzei, Victória Ariante e Vitor Rocha    
Músicos: Beatriz Schmidt, Cauê Brisolla, Fernando Bastos, Gabriel Fabbri, Hector de Paula, Ivo Vatanabe    
Produção: Tamires Cândido   
Assistentes de produção: Gustavo Fló e Rhaissa Bertalia 
Fotografias: Victor Miranda
Operadora de Som: Giovanna Federzoni   
Operador de Luz: Ivo Vatanabe    
Assessoria de Imprensa: May Calixto | Unicórnio Assessoria e Mídia   
 
Serviço:     
De 01 a 30 de setembro 
Sábados às 21h e Domingos às 19h 
Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda 637, São Paulo) 
R$60,00 inteira e R$30,00 meia (diante a apresentação de documento)     
Os ingressos podem ser adquiridos no local do evento uma hora antes  
Duração: 90min 
Classificação: Livre
 
Cargas D'água (2)