Tá em busca de conhecer musicais novos? É praticamente certeza que pelo menos um dos mais de 30 musicais mencionados neste episódio vai ser uma novidade pra você! Nesse episódio do podcast, o Rafael Nogueira, o Glauver Souza e a Alene Botareli indicam musicais que não recebem tanto amor quanto deveriam e contam por que você deveria dar uma chance a cada um deles, além de comentar as recomendações de musicais de artistas do teatro musical que estão sendo publicadas nos stories do nosso Instagram. E você, quais são os 5 musicais que recomendaria nessa nossa brincadeira?
Mais um Entreato no ar! O Rafael Nogueira, Júlio Velloso e Letícia Saggese se juntaram para falar sobre suas impressões dos recém estreados Evita Open Air e West Side Story. Vem de play e já vai garantindo ingressos para esses dois musicais.
Hoje tem super-herói, sessão da tarde e lenço no pescoço no cardápio! Chegamos à sexta edição da nossa série sobre flops, episódios em que nossa equipe conta tudo sobre alguns flops da Broadway. No episódio de hoje, o Rafael Nogueira, a Alene Botareli e o Julio Velloso falam sobre os musicais “It’s a Bird… It’s a Plane… It’s Superman” (1966), “Big” (1996) e “First Date” (2013). Vem ouvir e descubra por que as temporadas desses espetáculos não tiveram sucesso e se a gente acha que o flop foi merecido ou não! E aí, qual foi sua história preferida?
“Vingança, O Musical”, de Anna Toledo com músicas de Lupicínio Rodrigues, se passa nos anos 50, no sul do Brasil, e tem como pano de fundo a vida boêmia de um cabaré. O enredo narra o desenrolar de três triângulos amorosos que surgem enquanto um boêmio de vida dupla tenta manter a esposa e as amantes, mas nada sai como planejado quando ele se envolve com uma mulher fatal.
O musical está voltando em cartaz nove anos após a estreia no CCBB de São Paulo. E eu, Rafael Nogueira aqui do Musical Cast, não poderia estar mais ansioso por essa volta.
Lá em 2013, quando o musical estreou, eu tinha acabado de me mudar para capital paulista. Saí do sul para me aventurar em São Paulo por amar muitos os musicais e para ficar mais perto deles e da vida cultural da cidade grande. Na época, eu ainda tinha uma percepção equivocada do que poderia ser teatro musical de fato. Acreditava que apenas os musicais norte-americanos valeriam a pena conferir, mas tudo que comentavam sobre o musical “Vingança” me chamava muito a atenção, e eu não poderia perder. A primeira temporada no CCBB de São Paulo tinha sessões apenas durante a semana, e como eu trabalhava às noites, era quase impossível conseguir uma brecha para assistir ao espetáculo. Não consigo me lembrar exatamente de como consegui deixar o trabalho para assistir, mas lembro que era a última semana da temporada e, como o sucesso foi grande, abriram uma sessão extra no dia 4 de julho, o dia da última apresentação. Nesse dia, o “Vingança” me salvou duplamente.
Ingressos da sessão extra para o último dia.
Já fazia duas semanas que eu tentava me curar de uma virose, foram muitas idas ao médico e ao hospital e eu não melhorava por nada. No dia, quase desisti de ir, pois estava com muita tosse e não queria ser o desagradável tossindo durante a peça toda. O dia estava muito frio, então me enrolei com o máximo possível de roupas, enchi o bolso de pastilhas para garganta e fui, pois a vontade de ver o espetáculo ainda era maior. Sentei na segunda fileira daquele pequeno, porém aconchegante, teatro do CCBB. Eu sentia uma energia de empolgação das pessoas e estava muito empolgado também, pois havia artistas no palco que já conhecia de outros musicais e outros que já admirava e veria pela primeira vez. O espetáculo começou, e eu sofrendo pra tentar não tossir, até que chega a terceira música. Era Andrea Marquee cantando a música “Você Não Sabe”. Naquele momento, eu entrei numa espécie de transe que durou até o fim do primeiro ato. Daquele ponto em diante deixei até de me sentir doente e parecia que minha vida ganhava um novo sentido, tudo foi se encaixando e ganhando forma. Foi um daqueles momentos únicos na vida que talvez a gente jamais experiencie novamente. Muita coisa vinha na minha cabeça vendo a força e a interpretação da Andrea Marquee. A música me remetia a sentimentos que nem eu sabia que tinha. Estávamos ainda muito no início do espetáculo para eu saber do que estava ainda por vir e mesmo assim eu ficava me perguntando por que tudo era tão lindo e por que eu estava me sentindo daquela forma.
Agradecimentos do último dia da primeira temporada
Tietando Jonathas Joba na saída
Quando o espetáculo acabou, eu estava transtornado, porque tinha acabado de entender que um musical não precisava ser grandioso, cheio de trocas de cenários, grandes números de dança ou muitas coreografias e, o melhor ainda, que podia ser originalmente brasileiro e ser superior a muitas outras obras vindas de fora. Eu estava muito emocionado com o que tinha visto, emocionado em ver a Anna Toledo chegar às lágrimas durante os agradecimentos por ser o último dia da temporada e, além de tudo isso, ainda estava triste em saber que era o último dia e que não teria mais chances de ver o musical novamente. Saí me sentindo muito bem. Os últimos sintomas de doença foram embora e comecei a ver o teatro musical com outros olhos. É por isso que sempre falo que saí com o sentimento de que “Vingança” me salvou duplamente naquela noite de 2013.
No dia seguinte, comecei a ouvir a gravação de áudio que fiz com o celular (sim, fãs de musicais fazem isso. Qual apaixonado por musical que não gosta de um bom bootleg?). Ouvi várias vezes as músicas naquelas vozes e prometi a mim mesmo que se um dia o musical voltasse em cartaz, eu tentaria ver muitas vezes e levaria vários amigos. Para minha felicidade, o musical não só voltou em fevereiro de 2014, mas como ainda veio junto com um CD da trilha sonora e o libreto com as partituras. No dia 12 de fevereiro, eu estava lá de volta no CCBB para a reestreia da segunda temporada, agora com Leandro Luna substituindo Luciano Andrey e Amanda Acosta substituindo a Ana Carolina Machado. Tinha amado o Luciano e a Ana Carolina, mas sempre fui muito fã do Luna e da Amanda, então não tinha como me decepcionar. Rever naquela noite foi tão mágico como foi quando vi pela primeira vez e foi aí que comecei a “espalhar a palavra” do “Vingança” para todo mundo e comecei a levar os amigos para o teatro. Já estava virando um frequentador tão assíduo na plateia que, quando o musical começou uma terceira temporada no Teatro Sérgio Cardoso, fui até convidado para assistir ao ensaio. Na quarta e última temporada, que aconteceu no mesmo ano, no Teatro Jaraguá, eu já tinha um dia certo da semana para marcar presença na plateia. Toda semana, na quinta-feira, um dos artistas me convidava para assistir e eu aproveitava para levar um amigo e apresentar a obra. Cada quinta-feira era única e inesquecível. Essa temporada do Teatro Jaraguá foi a mais marcante para mim. Além de eu ter colocado o “Vingança” semanalmente na minha vida, foi um momento em que tive um término de relacionamento bem dolorido e isso me fez sentir as músicas do espetáculo de outra forma. A dor de cotovelo das músicas do Lupicínio Rodrigues me fez ficar ainda mais triste e dolorido num primeiro momento, mas logo nas semanas seguintes, o “Vingança” foi um escape dessa dor e tristeza. O teatro e aqueles artistas me faziam esquecer por duas horas daqueles sentimentos negativos que eu ainda tentava digerir e processar.
Autógrafo da autora no meu libretto
Tietagem com Andrea Marquee
Mais tietagem com Amanda Acosta
E não poderia deixar de tietar a autora
A última apresentação em São Paulo, no dia 11 de setembro de 2014, foi triste por eu saber que aquele ponto de luz semanal não existiria mais. Na noite de despedida, ainda tive uma incrível ajuda do amigo Ed Paiva que correu atrás de flores para eu entregar para o elenco. Tentamos com um gesto singelo agradecer por tudo que o “Vingança” e todos que estiveram envolvidos no espetáculo nos proporcionaram. Apesar da noite triste de despedida, me senti feliz por ter mergulhado de cabeça no universo do “Vingança”. Entre todas essas idas e vindas do teatro, no total foram 20 apresentações assistidas no CCBB, Teatro Sérgio Cardoso e Teatro Jaraguá, além de um pocket show na Livraria Cultura, da apresentação da Virada Cultural, no Pateo do Colégio, e do “Em Concerto” no Bourbon Street.
Entregando flores na última apresentação
Uma mensagem com palavras de Lupicínio Rodrigues com as flores
Sempre falo que sou eternamente grato a Anna Toledo pela obra que mudou minha visão dos musicais e que fez parte enorme da minha vida por mais de um ano.
Nesses últimos anos eu sempre ouvia que a Morente Forte traria o espetáculo de novo para o palco, mas eu não tinha muita esperança que isso realmente acontecesse. Quando me contaram, fiquei feliz, porém, ao saber das mudanças de elenco, tive algumas dúvidas e sentimentos conflitantes, afinal, talvez aquilo mexesse muito nessas memória afetiva. Mas isso durou pouco: conforme as divulgações começaram e o burburinho na internet apareceu, minha paixão pela obra se reacendeu. E posso dizer que essa semana, em que acontecerá a estreia dessa nova temporada do espetáculo, no Teatro Raul Cortez, está demorando demais para passar. Estou contando as horas para finalmente rever o antigo elenco com as novas substituições com esses artistas que também sempre admirei.
Pocket Show na Livraria Cultura
Apresentação na Virada Cultural
“Em Concerto” no Bourbon Street
Anna Toledo, Jonathas Joba, Sérgio Rufino, Andrea Marquee, Luciano Andrey, Ana Carolina Machado, Leandro Luna, Amanda Costa e Guilherme Terra, obrigado novamente por terem feito parte da minha vida. E aos novos integrantes, Maria Bia, Danilo Moura e Lola Fanucchi, venham que eu estou de coração aberto para ver vocês no palco. “Vingança” merece essa volta. Será uma temporada linda. Merda!
Camiseta que fiz em 2019 em homenagem ao elenco original
Ficha Técnica: Texto original de Anna Toledo.
Músicas de Lupicínio Rodrigues
Direção Musical: Guilherme Terra.
Direção Geral de André Dias
Direção de Movimento e coreografia: Kátia Barros
Com
Anna Toledo – Luzita
Danilo de Moura – Alves
Jonathas Joba – Liduíno
Lola Fanucchi – Maria Rosa
Maria Bia – Linda
Sergio Rufino – Orlando
e Guilherme Terra como Seu Maestro*
Músicos:
Guilherme Terra (piano)*, Jeferson de Lima (Violão) e Ricardo Berti (Percussão)
* Piero Damiani – Seu Maestro/pianista alternante
Diretora Assistente: Carla Masumoto
Direção de Movimento: Kátia Barros
Cenários e figurinos: Fabio Namatame
Luz: Wagner Freire
Pianista Ensaiador: Piero Damiani
Coordenação de Comunicação: Beth Gallo
Assessoria de Imprensa: Morente Forte – Thais Peres Forte
Programação Visual: Cassiano Pies
Fotografia: Caio Gallacci
Filmagem: Jady Forte
Redes Sociais e Textos: Ana Paula Barbulho Coordenação Administrativa: Dani Angelotti Assistência Administrativa: Alcení Braz
Produção Executiva e adm da temporada: Leonardo Leal
Produtoras: Selma Morente e Célia Forte
A Broadway está oficialmente de volta! Será? No último domingo, 12 de junho de 2022, foi transmitida a 75ª edição do Tony Awards, o maior prêmio do teatro, e o Rafael Nogueira, a Alene Botareli e o Felipe Tostes se reuniram para conversar sobre a premiação. Valeu a pena assistir ao Tony deste ano? Quais foram os melhores e piores momentos? O que achamos dos premiados e dos números da noite? Vem ouvir e conta no nosso post se concorda com a gente!
Mais um novo episódio do Musical Cast! Desta vez, Rafael Nogueira, Julio Velloso e Felipe Tostes avaliaram musicais que estiveram recentemente em cartaz e outros que estão finalizando sua temporada no momento. Eles falaram sobre os musicais Brilha La Luna, Chicago, Barnum, Conserto para Dois, A Família Addams e Bom Dia Sem Companhia. Além de comentar os pontos positivos e negativos, também avaliaram cada espetáculo com 1 a 5 estrelas. Venham conferir e lembrem-se: somos apenas fãs falando sobre as nossas impressões como plateia, não precisa levar pro coração! E ai, você concorda ou discorda do que a gente falou? Curte esse tipo de episódio? Conta pra gente lá no post da vitrine no Instagram!
Hoje é dia de Entreato, aquele episódio em que a gente comenta as últimas novidades do teatro musical! Neste episódio aqui, gravado em duas partes, nos dias 8 e 9 de maio de 2022, o Rafael Nogueira, o Glauver Souza, a Alene Botareli e o Felipe Tostes conversam sobre duas novidades dessa semana: contamos tudo que achamos do documentário sobre o concerto de 15 anos de “Spring Awakening”, que estrou na semana passada na HBO Max, e também damos nossas impressões sobre os indicados ao Tony Awards desse ano: quem são os indicados deste ano e quais são nossos favoritos e apostas?
No último dia 24 de março aconteceu o “Mundo dos Musicais Convida”, para assistir ao musical Nautopia. No evento, que contou com um tour pelo novíssimo teatro paulistano, o Teatro B32, também rolou um bate papo com o Daniel Salve (Autor, compositor, diretor e produtor), Diego Salles (Direção musical), Olivia Branco (Direção de movimento), Roberto Borges (Assistente de direção), Alexandre Bissoli (Direção de produção e produtor) e Beto Sargentelli (ator e produtor) para falar um pouco sobre o musical. Todo esse bate-papo foi gravado por nós aqui do Musical Cast e transformado em um episódio do podcast. Escute o bate-papo, reações e também um trecho das músicas.
Hoje atingimos o episódio de número #200! E para essa marca, estamos lançando um WikiCast em um novo formato, mais dinâmico e também solo. Nesse episódio, Rafael Nogueira fala tudo sobre uma das suas paixões, o musical “On a Clear Day You Can See Forever” que estreou na Broadway em 1965, e depois em 1970 teve um filme fracassado com Barbra Streisand. Saiba tudo sobre esse musical nesse episódio e também escute trechos das músicas.
Hoje tem um Entreato mais que especial no ar! Nesse episódio, gravado no dia 21 de março de 2022, o Rafael Nogueira, a Alene Botareli e a Letícia Saggese conversam sobre as novidades do teatro e dos musicais: a Alene conta tudo sobre a volta do Festival de Curitiba e o que vai rolar na edição de 2022 do evento, que começa na semana que vem, e a gente recomenda algumas peças e musicais pra você que pode ir até Curitiba correr pra assistir. Já em São Paulo, o Rafa e a Letícia contam tudo sobre as últimas estreias que eles assistiram na cidade, “A Família Addams” e “Sweeney Todd”. Vem ouvir pra saber tudo sobre esses espetáculos!
Minutagens:
2m Festival de Curitiba, mais informações: www.festivaldecuritiba.com.br
Espetáculos mencionados no episódio:
“A Hora da Estrela ou o Canto de Macabéa”
“Brasileiro, profissão esperança”
“Roberta, uma Ópera Rock” (áudio sobre o espetáculo de @omatheusgonzalez)
– Angels in America
– Estudo nº 1: Morte e Vida
– Quarto 19
– Sem Palavras
– Cura (fim do episódio)
– Remontagens em homenagem aos 30 anos do Festival
– Eu de Você
– O Mistério de Irma Vap
Estavam com saudades do nosso podcast? Estamos de volta com um clássico: hoje é dia de episódio especial de flops! Na quinta edição da série, o Rafael Nogueira e a Alene Botareli convidaram o Vitor Chiari para um papo sobre três grandes fracassos da Broadway. Os escolhidos dessa vez foram “Anyone Can Whistle” (1964), “Flora the Red Menace” (1965) e “Dance of the Vampires” (2002). Vem ouvir pra saber um pouco mais sobre a história desses espetáculos e por que eles não fizeram sucesso na época do lançamento.
Ir até um teatro às vezes é uma jornada. Além da dificuldade para chegar em alguns deles, podemos ter a surpresa do ambiente não ser tão confortável e até ter visão prejudicada. Porém, alguns teatros são sempre tão convidativos que a gente não pensa nem duas vezes antes de sair de casa para ir até eles. Neste episódio, Rafael Nogueira, Felipe Tostes e Julio Velloso conversaram sobre os teatros de São Paulo, Rio de Janeiro e um pouco sobre os da Broadway também. Debatemos sobre a localização dos teatros, conforto, acessibilidade e lemos as opiniões de nossos seguidores. Então dê o play e venha escutar o episódio!
Mais um Entreato no ar! O Rafael Nogueira, Felipe Tostes e o Júlio Velloso se juntaram para falar sobre suas impressões do recém estreado Chicago e também dos musicais Brilha La Luna, Assassinato para Dois e Se Essa Lua Fosse Minha.
Estamos de volta! E o primeiro episódio de 2022 do Musical Cast está imperdível: entre novembro e dezembro passados, o Felipe Tostes viajou para Nova York e praticamente zerou a Broadway: assistiu dezenas de espetáculos que estavam em cartaz. Neste episódio aqui, ele conversa com o Rafael Nogueira e a Alene Botareli sobre o que achou de cada um dos musicais que assistiu: tem Six, Hadestown, Company, Assassins, Caroline or Change, Moulin Rouge, Jagged Little Pill e muito mais. Vem escutar e conta pra gente: quais destes espetáculos você veria primeiro?
Fim de ano é complicado, né? Por aqui até a frequência de episódios caiu bastante porque tá todo mundo muito exausto pra produzir conteúdo. Mas antes de acabar o ano, o Rafael Nogueira, o Glauver Souza, a Alene Botareli e a Leticia Saggese se reuniram para uma última gravação, que foi muito divertida, como sempre! A gente comenta diversas notícias dos últimos tempos: a triste notícia da morte de Sondheim, Tick Tick Boom, West Site Story, Dear Evan Hansen e outros lançamentos musicais do cinema, e todas as últimas audições e anúncios de novos musicais no Brasil, como Chicago, Anything Goes, Família Addams, Sweeney Todd e mais! E você, para qual estreia de 2022 está mais animado?